A FREGUESIA DE SILGUEIROS


150px-VIS-silgueiros1Silgueiros é uma freguesia do concelho, comarca,
distrito e diocese de Viseu.

A freguesia de Silgueiros estende-se por uma vasta
área de cerca de 37 quilómetros quadrados, de
férteis minifúndios, entre os rios Dão e Pavia .
Situada no extremo sul do concelho de Viseu, de
onde dista 12 km, os seus limites são também os
concelhos de Tondela, de Carregal do Sal e de Nelas.

Constituem-na dezena e meia de povoações e
outros pequenos aglomerados populacionais onde
vivem, segundo estimamos, quase 5.000 pessoas.
As quinze povoações tomam a seguinte designação:

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* Passos;
* Pindelo;
* Pinoca;
* Loureiro;
* Loureiro de Baixo;
* Falorca;
* Casal;
* Jusão;
* Póvoa;
* Dão;
* Pedra Cavaleira;
* Mosteiro;
* Porrinheiro;
* Póvoa de Porrinheiro;
* Lajes;
* Casal Meão;
* Silvares;

Silgueiros e o seu passado
O povoamento das terras de Silgueiros é muito
anterior à fundação da nacionalidade. As lagaretas e
as campas antropomórficas existentes em diversos
pontos da freguesia, o castelo ainda não
devidamente estudado, nos limites de Passos, a
estrada romana que atravessa a Póvoa Dão, são
disso exemplos seguros.

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A paróquia foi fundada em 1186 por Daganel do
Loureiro e a sua mulher D. Sancha Gonçalves que
instituíram o padroado de Santa Maria de Silgueiros
(veio a terminar com a legislação do liberalismo após
a publicação da Carta Constitucional e dos Decretos
de 30 de Junho de 1832 e 5 de Agosto de 1833 que
extinguiram os padroados como se nunca tivessem
existido). Deve-se a eles a construção da respectiva
igreja, dotada de espaços para cemitério e de terras
para a lavoura, pastos, árvores, águas e tudo o
mais.

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A história desta família está intimamente ligada à
história de Silgueiros, mas está também relacionada
com a História de Portugal, mais propriamente, com
a das guerras portuguesas no Norte de África, nas
duras lutas ali travadas no século XVI contra o
Islão.

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Pelejando durante quarenta e três anos, aí esteve o
silgueirense Luís de Loureiro, o grande capitão, um
dos mais esclarecidos heróis da Nação portuguesa.
Luís de Loureiro, primeiro morgado deste apelido,
senhor da Casa do Loureiro, padroeiro da Abadia de
Silgueiros, comendador da Ordem de Cristo, fidalgo
da Casa Real, adaíl-mor do Reino, conselheiro d’el rei
D. João III, governador e capitão-general das praças
africanas de Santa Cruz de Cabo de Aguer, Safim,
Mazagão, Arzila e Tânger, nasceu em Viseu, no
reinado de D. João II, filho de Henrique Loureiro e de
Catarina Rodrigues Cardoso.

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De Luís de Loureiro, silgueirense distinto, dizem os
cronistas ter-se distinguido de tal sorte que granjeou
fama entre os maiores heróis daquele tempo.

Outro silgueirense ilustre foi o dr. Ricardo Pais
Gomes, Ministro da Marinha da Primeira República e
Primeiro Governador Civil de Viseu após o 5 de
Outubro de 1910.

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A vida em Silgueiros sempre esteve ligada à
agricultura, destacando-se a produção do vinho.
Agricultura de subsistência, tinha no vinho, pela sua
superior qualidade e até pela quantidade, o seu
produto de exportação para outras regiões, apesar
das dificuldades já então oficialmente levantadas à
sua circulação.

Não há dúvidas de que os vinhos de Silgueiros

estiveram, desde há séculos, na mesa de reis e

príncipes.

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Ficou famosa a quinta que o Infante D. Henrique

possuía na povoação de Silvares, com casas e com

vinte e três casais ao redor que pertencem à dita

quinta e com todas outras suas pertenças.

Daqui mandou o Infante levar vinhos para as

grandes e prolongadas festas realizadas em Viseu,

desde o Natal ao dia de Reis de 1414, pouco antes

da partida para a conquista de Ceuta, festas que

causaram pela sua imponência e novidade, a maior

admiração de naturais e forasteiros.

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De Silgueiros, para esta e outras festas e banquetes

reais e da grande nobreza, em Viseu, em Lisboa e

outras cidades onde a corte permanecia, seguia o

seu vinho, já então, conhecido e apreciado.

Valores Arquitectónicos

Igreja do Mosteiro (reconstrução do princípio do

século XVIII, com rico altar-mor de talha dourada);

Capela da Quinta dos Loureiros, quinhentista, de

abóbada manuelina, com cordas e nós, certamente

para imitar a célebre abóbada da Catedral de Viseu;

Solar dos Loureiros, com torre do século XVI,

recentemente reconstruído; Capelas de Passos,

Pindelo, Loureiro, Lajes e Pedra Cavaleira (século

XVIII); Cruzeiro de Santo André, no Loureiro, peça

raríssima em Portugal; Alminhas e Cruzeiros diversos,

espalhados pela freguesia; Estrada Romana e Aldeia

Típica, na Póvoa Dão; Lagaretas e Campas

Antropomórficas, em diversos pontos da freguesia.

Um museu etnográfico, sediado em Passos de

Silgueiros, nos seus mais de vinte mil documentos,

salvaguarda aspectos importantes da cultura

tradicional da região.

Actividades Económicas

A freguesia de Silgueiros, por força da sua situação

geográfica, possui uma rica agricultura hortícola e

uma excelente qualidade de vinho, dos melhores da

Região Demarcada do Dão.

O Mercado Municipal de Viseu é abastecido, quase

na sua totalidade, pelos produtores agrícolas

directos de Silgueiros.

Silgueiros possui, ainda:

* dez explorações agro-pecuárias (de aviários);
* uma empresa de floricultura;
* cinco restaurantes;
* algumas casas de petiscos;
* vinte e dois cafés;
* quinze mercearias;
* cinco minimercados;
* uma pastelaria;
* uma papelaria com venda de valores selados;
* duas lojas de ferragens e artigos diversos;
* uma sapataria;
* um pronto-a-vestir;
* uma agência de jornais e revistas;
* uma casa de artigos desportivos;
* uma casa de electrodomésticos;
* um talho.

A actividade comercial está ainda presente em

algumas empresas de maior dimensão, como sejam:

* um armazém de louças sanitárias;
* um armazém de artigos de cabeleireiro;
* um armazém de vinhos e outras bebidas

alcoólicas;
* uma empresa de materiais de construção civil;
* um posto de abastecimento agrícola, que é

delegação da COPAVIS (Cooperativa Agrícola de

Viseu);
* Adega Cooperativa de Silgueiros;
* Feira Mensal de Silgueiros.

A actividade industrial compreende:

* duas empresas de extracção de areias;
* três indústrias de panificação;
* uma fábrica de pastéis;
* uma fábrica de móveis;
* duas serrações de madeiras;
* três serralharias;
* uma firma de caixilharia de alumínio;
* dez empresas de construção civil.

O artesanato, embora pouco significativo,

expressa-se pelo fabrico de cestos de vime,

vassouras de milho (em vias de desaparecimento),

vassouras de lentisco, bombos e tambores.

Equipamentos de Natureza Colectiva

Dos vários equipamentos existentes, destacam-se:

* Sede da Junta de Freguesia;
* Extensão de Saúde, com três médicos e uma

enfermeira;
* dois consultórios médicos;
* Casa do Povo;
* Farmácia;
* sedes de duas Instituições Particulares de

Solidariedade Social;
* posto dos Correios;
* agência bancária (Crédito Agrícola Mútuo);
* duas delegações de agências seguradoras

(Equitativa e A Social);
* uma delegação da Escola de Condução

Grão-Vasco;
* Escola C+S, sete Escolas Primárias, três jardins

de infância;
* quatro salas de espectáculos pertença das

Associações;
* um Museu Etenográfico;
* Adega Cooperativa;
* duas Igrejas (a antiga e a actual Igreja

Paroquial);
* dois cemitérios;
* nove capelas;
* Centro Paroquial;
* campo de futebol, dois pequenos campos de

jogos;
* um campo de tiro;
* praça de táxis;
* transportes públicos colectivos, assegurados

por duas empresas, sendo uma delas de Silgueiros

com oficina própria de reparação dos autocarros;
* dezoito postos de abastecimentos de gás;
* cinco restaurantes;
* um residencial;
* vinte e dois cafés;
* vários estabelecimentos comerciais;
* três salões de cabeleireiros
* duas oficinas de reparação de automóveis;
* uma oficina de reparação de motores de rega e

de velocípedes com ou sem motor.

Associações

Diversas associações, sem fins lucrativos,

promovem o desporto, o teatro, a música e o apoio

social:

* ASSOPS (Passos);
* Associação Cultural e Recreativa

Passilgueirense (Passos);
* Associação Social, Desportiva, Cultural e

Recreativa de Silgueiros (Lages);
* Associação do Centro Paroquial de Santa Maria

de Silgueiros (Mosteiro);
* Centro de Cultura, Desporto e Recreio de

Silgueiros (Loureiro);
* Casa do Povo de Silgueiros;
* Grupo Desportivo, Cultural e Recreativo de

Silgueiros (Bela Vista);
* Grupo de Cantares Milho-Rei (Passos);
* Grupo de Zés Pereiras “Os Águias” (Passos);
* Tunanova (Passos);
* Tuna e Cantares (Pindelo);
* Rancho Folclórico de Passos de Silgueiros;
* Rancho Folclórico de Pindelo de Silgueiros.

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12 pensamentos em “A FREGUESIA DE SILGUEIROS

  1. Orgulho de ter as minhas origens em Passos de Silgueiros! Minha avó ( Maria da Conceição) e meu tio ( José de Sena) são naturais desta terra maravilhosa. Agora estão aqui no Brasil. Meus primos são atuantes no Rancho Folclorico de Passos de Silgueiros ( António Aires…).

    Breve estarei aí, na terra que amo!

    Abraços a todos.

    Raphael Sena Cardoso Evangelisti.
    São Paulo-Brasil

    • Ola Rafael, tudo bém? O teu primo António Aires conheco é um grande amigo meu, também sou de Passos de Silgueiros. Mas os teus familiares de Passos pena que nao conheco, também ja vivo há muitos anos fora.
      Um abraco de Joao Cunha

  2. Boa tarde,
    Ontem estive no festival de floclore de Silgueiros e reparei que existem muitas fontes de água algumas directamente nas paredes dos edificios! Serão estas fontes particulares? Gostaria de saber mais sobre estas fontes!
    Obrigada.
    Lurdes

  3. gostava de saber mais de passos ja que mae
    e avos eram de passos maria nazareb filha de herrinques ferreira e albertina. a minha mae casou com eduardo e aos 16 anos foi viver candosa tabua.Eu gostava de saber mais da terra dos meus pais, a minha raiz.
    agradecia muito.

  4. Meu pai era natural de Silgueiros (Loureiro de Baixo) na minha infância e juventude passava lá as minhas férias,já lá não vou há trinta anos,mas esta trra está no meu coração.

      • Conheci muito bem Povoa Dão,fazia parte dos nossos passeios,mas nos anos 50-60 na minha infância e juventude,claro que essa Povoa Dão já não existe,passeei muito por Porrinheiro,iamos ao moleiro,Lages,íamos á S.Eufêmia,Passos,Pindelo etc.terras lindas!

  5. Eu Antonio Da Costa Silva sou de ourigem de silvares sai de terra com 12 anos ja nao vou a terra a 22 anos e tanho muinta saudade de minha querida terra o meou portuguese nao e muinto bom gostava de vier os meus amigos que nao vejo a muinto tempo e a minha familea deve estar tudo muinto deferemt por la

  6. ola a todos ,meu nome é josé gonçalves eu näo sou da freguesia de silgueiros mas quando por lä passei fiquei maravilhado pelas paisagens e pelos habitantes que resolvi comprar uma casa para ferias..casa essa que fica situada em lajes de silgueiros.abraços para todos os habitantes..

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