Sopa de lentilhas e bacon


Ingredientes
Lentilha: 450 gr
Azeite: qb
Cebola: 1, picada miudamente
Bacon: 5 fatias, cortadas em cubinhos
Alho: 2 dentes, picados
Cenoura: 2, raspadas e cortadas em rodelas
Aipo: 1 talo, cortado fino
Tomate pelado: 1 lata grande
Orégãos secos: 1 colher de sopa
Sal e pimenta moída: qb
Pão: 2 fatias
Óleo ou azeite para fritar: qb
Preparação
Colocam-se as lentilhas numa caçarola, cobrem-se de água e levam-se ao lume. Deixa-se ferver por três minutos. Escorre-se.
Noutra caçarola, aquecem-se duas colheres de sopa de azeite. Juntam-se a cebola, o bacon e metade do alho. Deixa-se dourar por cinco minutos. Junta-se um pouco mais de azeite, o restante alho, a cenoura, o aipo, o tomate, limpo de sementes, os orégãos e as lentilhas. Acrescenta-se um litro de água e tempera-se de sal e pimenta. Tapa-se, deixando cozinhar entre 30 a 40 minutos.
Entretanto, tira-se a côdea às fatias de pão. Corta-se o pão em cubinhos e frita-se em óleo, melhor se for em azeite. Escorre-se em papel absorvente de cozinha. No momento de servir a sopa, junta-se os cubinhos de pão frito.
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Lulas com ferrado à algarvia

 

Ingredientes

Lula: 1,200 kg
Batata: 80 gr
Azeite: 1 dl
Alho: 3 dentes
Louro: 1 folha
Vinho branco seco: 1 dl
Salsa: 1 ramo
Limão: ½
Grão de pimenta: 3
Sal: q.b.
Pimenta: q.b.

Preparação
Amanhe as lulas retirando-lhes as tripas e a pele. Lave-as bem em água fria, sem as abrir, para as libertar de impurezas. Em seguida tempere com sal e pimenta.
Leve um tacho ao lume. Deite dentro daquele o azeite, os dentes de alho esmagados com pele, a folha de louro e os grãos de pimenta. Deixe alourar os dentes de alho, sem queimar.
Junte as lulas, fritando dos dois lados, de preferência em lume brando.
Regue com vinho branco e, se necessário, um pouco de água para que termine a cozedura. Depois de cozidas, polvilhe com salsa picada.

Vinho recomendado: Quinta do Cerrado Malvasia Fina Branco 2009

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Ensopado de camarão

 

Ingredientes
Camarão fresco: 200 g
Cebola: 2 grandes
Alho: 2 dentes
Batata: 2 grandes
Manteiga: 25 g
Farinha: 3 colheres de sopa
Água quente: 4 chávenas
Caldo de galinha: 2 cubos
Salsa: 1 ramo
Salsa picada: 2 colheres
Louro: 1 folha
Tomilho: 1 ramo
Leite: 2 chávenas
Pimenta preta em grão: q.b
Sal: ¼ de colher de chá
Preparação
Descasque e pique as cebolas e os alhos. Descasque as batatas e corte em pequenos cubos. Derreta a manteiga numa caçarola. Refogue a cebola e o alho. Polvilhe com a farinha.

Adicione ao preparo as batatas, a água e os cubos de caldo de galinha esfarelados.
Faça um ramo de cheiros com a salsa, o louro e o tomilho.
Após ferver, cozinhe durante 10 minutos. Junte o leite e os camarões descascados.
Deixe ferver. Retire o ramo de cheiros, tempere com pimenta preta acabada de moer e sal. Guarneça o preparo com a salsa picada.

Vinho recomendado: Quinta de Saes Reserva Branco 2009

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Achigã em tomatada

 

Ingredientes
Achigã: 10 filetes
Tomate (concentrado): 4 dl
Cebola: 3
Alho: 2 dentes
Manteiga: 60 g
Aipo: 2 folhas
Salsa: 1 ramo
Vinho branco: 2 dl
Azeite: q.b.
Sal: q.b.
Pimenta-da-jamaica: q.b.
Preparação
Unta-se um tabuleiro com a manteiga, espalha-se o aipo, as cebolas, a salsa e os alhos.
Temperam-se os filetes com sal, untam-se com azeite e colocam-se em cima.
De seguida polvilham-se com a pimenta, regam-se com o vinho, e leva-se ao forno durante 15 minutos.
Depois, deita-se o concentrado de tomate e volta ao forno para cozer.

Vinho recomendado: Quinta dos Carvalhais Branco 2009

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Frango com cerveja

 
Ingredientes
Frango: 1
Caldo: 2
Limão: 1
Cerveja: 1
Preparação
Lave bem o frango por dentro e por fora. Introduza-lhe os dois caldos e tape com o limão, que deve estar cortado numa das pontas. Deite-lhe a cerveja por cima e alguma dentro.
Ponha o frango a assar em forno médio, tendo o cuidado de o virar de vez em quando.

Vinho recomendado: Cunha Martins Reserva Tinto 2007

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Ganso com cebolinhas

 
Ingredientes
Ganso: 1
Cebolinha: 10
Ovo: 2
Manteiga: 2 colheres de sopa
Pão: 4
Vinho do Porto: 1 cálice
Vinho branco: 3 dl
Caldo de carne: 3 dl
Azeite: 4 colheres de sopa
Vinagre: 1 colher de chá
Preparado: sal, salsa, pimenta e sumo de limão(50 gr)
Preparação
Prepara-se e lava-se bem. Põe-se numa salmoura, bem tapado com água bem temperada com sal, 1 limão cortado ás rodelas e um pouco de vinagre. Passadas 24 horas, retira-se, e pendura-se a secar durante 1 a 2 horas. Unta-se o ganso com a manteiga, rega-se com o vinho do Porto e vai ao forno a assar. Logo que esteja assado retira-se do forno e corta-se em bocados. Faz-se um refogado com o azeite, as cebolas, junta-se o vinho, o caldo de carne, a salsa, sal e pimenta. Deitam-se os bocados de ganso neste refogado que fica a apurar durante cerca de meia hora. Cortam-se os 4 pães em fatias e torram-se, colocam-se no fundo de uma terrina grande, põem-se os pedaços de ganso em cima, desfazem-se as gemas no molho, deita-se por cima do ganso e serve-se tudo bem quente.

Vinho recomendado: Duque de Viseu Tinto 2007

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Bananas com maracujá

Ingredientes
Banana: 4
Açúcar: 3 colheres de sopa
Ovo: 3
Licor de maracujá: q.b.
Manteiga: q.b.
Preparação
Descasque e corte as bananas no sentido do comprimento, em tiras grossas. Regue-as com o licor de maracujá. Em seguida, passe as bananas pelas claras batidas em castelo, coloque-as num pirex untado com manteiga, polvilhe com o açúcar, e leve ao forno a cozer.
Pudim de maracujá

Ingredientes
Ovo: 6
Açúcar: 250 g
Sumo de maracujá: 5 dl
Gelatina: 7 folhas
Preparação
Dissolva a gelatina num pouco de água quente. Bata as gemas com o açúcar bem batidas, junte a gelatina morna, o sumo de maracujá e ligue bem todos os ingredientes. Finalmente, envolva as claras em castelo na massa, e despeje-a numa forma passada por água fria. Leve ao frigorifico a gelar. Sirva no dia seguinte.

Vinho recomendado: Espumante Quinta de Cabriz Branco Meio Seco 2008

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Pudim Mosaicos

 

Ingredientes
Gelatina: 5 de sabores diferentes (morango; maracujá, tuti-fruti, ananás, chocolate)
Gelatina incolor: 1 pacote
Leite condensado: 1 lata
Natas: 1 pacote

Preparação
Desfazer as gelatinas cada uma por si e coloca-las no frigorifico para ficarem duras. No dia seguinte desfazer um pacote de gelatina incolor e enquanto esta arrefece cortar as gelatinas aos cubos pequenos. À parte, misture o leite condensado e as natas e quando estes estiverem bem envolvidos junte a gelatina incolor já fria. Por fim junte os cubos de gelatina ao preparado e vai ao frigorifico durante algumas horas.
Pode fazer com uma outra gelatina sem ser a incolor, mas assim já nao sentirá o sabor de cada gelatina que utilizar. A de chocolate é importante, uma vez que dá um sabor divinal ao pudim.

FONTE: http://sabores.sapo.pt

 

História
O concelho de Carregal do Sal, situado em plena Plataforma do Mondego, num amplo maciço antigo do Planalto Beirão, e enquadrado pelos rios Dão, a Norte, e pelo Mondego, a Sul, foi sendo ocupado pelo Homem desde tempos pré-históricos, evidenciando inúmeros vestígios arqueológicos daquela época e de ocupação contínua do seu espaço, desde o Período Romano e Época Medieval, sendo actualmente um Município nascido com a reforma administrativa de Passos Manuel, a 6 de Novembro de 1836.


A importância histórica do Concelho está bem documentada em fontes escritas medievais e modernas, remontando aos alvores da nacionalidade as povoações que foram dando corpo e consistência à actual realidade económico-social e administrativa, quer através de vicissitudes históricas quer através da consolidação de uma identidade que se foi firmando ao longo dos seus séculos de existência.


Salientam-se, nomeadamente, os forais concedidos a Oliveira do Conde, pelos reis Dom Dinis em 1286 e por Dom Manuel I, em 1516, bem como as referências feitas às diversas povoações do Concelho nas Inquirições de Dom Afonso III e nas Chancelarias dos nossos primeiros monarcas, nomeadamente: Ulveyra de Conde ou Ulvaria de Conde, Travanca, Villa Mediana, Alvarelias, Cabanas, Beagios, Papizeos e Pineyro, entre outras.
Estas povoações apresentam ainda hoje uma malha de traçado medieval, depois de expurgadas algumas construções da última centúria. Aqueles antigos núcleos destacam-se, assim, pelas suas habitações, que caracterizam a construção popular antiga da região e pelos exuberantes pelourinhos que marcam aquela época, mormente o de Currelos e de Oliveira do Conde.


Nesse sentido, e já desde pelo menos a época romana, ter-se-iam construído, um pouco por todo o lado, prósperas comunidades agrícolas que foram deixando, ao longo dos tempos, marcas insofismáveis da sua presença, na paisagem.


A partir da Idade Média, todo o espaço que hoje constitui o Concelho, foi sendo dividido em propriedades senhoriais de médias e grandes dimensões, as quais foram administradas por ricas e influentes famílias (vidé “Carregal do Sal , no Coração da Beira”). Esta nobreza rural, alguma de grande importância a nível nacional, nomeadamente D. Nuno Martins da Silveira, senhor de Góis, e, seu filho, D. Luís da Silveira, guarda-mor dos Reis Dom Manuel I e Dom João III e 1º Conde de Sortelha, entre outros, foram os principais responsáveis, a par da Igreja, pela grande quantidade e diversidade do património arquitectónico existente. Dentre esse numeroso e diversificado património arquitectónico, que inclui a arquitectura religiosa, destacam-se, pela quantidade e qualidade estética, os seus imponentes solares e casas solarengas distribuídos pelas freguesias do Concelho, principalmente em Oliveira do Conde, Cabanas de Viriato, Alvarelhos e Oliveirinha, entre outros.


Resenha Histórica

Tempos Antigos

    Insere-se o Concelho de Carregal do Sal numa zona da Península Ibérica, berço da antiga Lusitânia, sendo muitos os testemunhos históricos da passagem dos primitivos invasores.

    São porém, como, aliás acontece com grande parte do solo nacional, os romanos que marca mais vincada deixaram por terras deste concelho.

    Dos antigos povos ficaram antas (Orca, Lapa da Moura, as mais importantes), achados arqueológicos em São Sebastião (freguesia de Currelos) e outros, descobertos na freguesia de Beijós, pedaços, visíveis ainda, de uma antiga estrada, nos limites da Azenha, os vestígios da via romana que ligava a hoje denominada Região de Lafões com portos mediterrâneos do sul de Espanha. Esta via atravessava o Caramulo, passando depois por terras do antigo concelho de Currelos, onde, bem perto da actual Ponte do Caldeirão, no Rio Mondego, outra teria existido, como parece atestar uma pedra de granito, dali transportada para a Póvoa de Midões (Tábua) e que , colocada na parede de um edifício, à beira da rua principal, contém, e ainda hoje se pode ver, a seguinte inscrição latina:

«IMPERATORI TITO PONTEM AEDIFICAVIT SEVERUS VIVI FILIUS» («Severo, filho de Vivo, fez a ponte ao imperador Tito»). 

    Esta via seguia depois, passando por Midões (Tábua), Bobadela (Oliveira do Hospital), rumo à Serra da Estrela, descia a Manteigas, Belmonte, seguindo depois para Mérida, capital da Lusitânia, em Espanha, e dali para Sevilha (Hispalis), e finalmente Roma, através de Cadiz e outros portos do Mediterrâneo.

    Era uma via importante de transporte de matérias – primas para Roma, como acontecia com o chumbo de Sever do Vouga e Talhadas.

    Com a invasão árabe, no tempo de Almançor, toda a região teria sido devassada, sendo de realçar, na sua passagem por este concelho, a interessante lenda que ficou da Nossa Senhora dos Carvalhais.

    Os dois extintos concelhos de – Currelos e Oliveira do Conde – tiveram o seu povoamento anterior à Nacionalidade Portuguesa, tendo sido pedaços preciosos da antiga Lusitânia.

Novo Concelho

Concelho criado pela Reforma Administrativa de Passos Manuel, em 1836 ( Decreto de 06 de Novembro), sucessor do antigo concelho de Currelos e que passou então a integrar também, por extinção, o Concelho de Oliveira do Conde.

    Em 1895, juntou-se-lhe a freguesia de Parada do então extinto concelho de São João de Areias, ficando, a partir daí, com as suas actuais dimensões.

    De notar que as freguesias de Papízios e Sobral, eram terras do termo da cidade de Viseu, que, em 06 de Novembro de 1836, se haviam também já integrado no concelho de Carregal do Sal.

    O concelho de Carregal do Sal pertencia então ao Distrito Administrativo de Coimbra e era Julgado da Comarca de Arganil. Tinha 2331 fogos (Reforma Judicial de 29 de Novembro de 1836, no Diário do Governo, nº 292, de 99/12/1836).

Origens do nome de Carregal do Sal

    A vila , sede do concelho do mesmo nome, implantada em zona plana, entre as vertentes dos Rios Mondego e Dão, estende-se cerca de 3Km ao longo da Estrada Nacional nº 234, principal eixo rodoviário de ligação com os países da Europa. A Linha do Caminho de Ferro da Beira Alta, de igual modo, a mais importante via ferroviária no campo internacional, acompanha-a em toda a sua extensão, e a estas duas vias de acesso e à sua situação geográfica invejável, se deve, em boa medida, o desenvolvimento do seu aglomerado populacional e mesmo o progresso geral de todo o concelho.

    De notar que a vila teve os seus núcleos mais antigos em locais que hoje constituem como que bairros típicos, como a Rua da Fonte, a Rodela e as Salinas, embora esta última zona se encontre hoje bastante modificada, com a edificação de prédios novos, e a remodelação e substituição das velhas construções, onde outrora se armazenava o sal, interposto abastecedor de uma vasta zona, entre o Douro e a Serra da Estrela, atravessando mesmo a fronteira de Vilar Formoso e entrando em terras de Castela, tal como se pode confirmar, em microfilmagem no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, das «Memórias Paroquiais da Freguesia de Currelos, de 1758».

    Não são muito pacíficas as correntes de opinião sobre as origens do nome de Carregal do sal. O certo, porém, é que o nome figurou apenas como Carregal até aos fins do século XIX.

    O topónimo «Carregal» teria, assim, segundo os estudiosos derivado de «Cárrega», planta ciperácia, espécie de gramínea, abundante na região, e, portanto, «Carregal», lugar onde havia «Cárrega», a que se juntaria o «sal», este devido ao cloreto de sódio, armazenado nos grandes e referidos depósitos, em local ainda hoje designado por «salinas».

    O Sal, cujo comércio consta já, em documentos de 1758, era transportado em barcos da Figueira da Foz até à Foz – Dão ( porto fluvial e povoação hoje desaparecida com a Barragem da Aguieira ) e daqui seguia, em carros de bois, até ao Carregal.

    O nome Carregal, como povoado, é, porém, muito antigo, e já figurava num documento de doação de Dom Afonso Henriques, datado de 1137, e onde também se faz referência a «Ulveira de Currelos», «Parada», «Papizenos» e «Pineirino», nomes antigos de terras hoje pertencentes ao concelho.
Aspectos Geográficos

 

O concelho de Carregal do Sal, do distrito de Viseu, localiza-se na Região Centro (NUT II) e em Dão-Lafões (NUT III). Ocupa uma área de 116,9 km2 e abrange sete freguesias: Beijos, Cabanas de Viriato, Currelos, Oliveira do Conde, Papizios, Parada e Sobral.


Este concelho apresentava, em 2005, um total de 10 490 habitantes.
O natural ou habitante de Carregal do Sal denomina-se carregalense.
O concelho encontra-se limitado a norte pelo concelho de Viseu, a noroeste pelo de Tondela, a oeste pelo de Santa Comba Dão, a este pelo de Nelas e Oliveira do Hospital (distrito de Coimbra) e a sul pelo de Tábua (distrito de Coimbra).


Possui um clima mediterrânico com feição continental, apresentando Invernos frios e Verões quentes e secos.
A sua morfologia é relativamente suave, destacando-se somente a Senhora dos Milagres, com 351 metros de altitude.


Como recursos hídricos, existem o rio Dão, o rio Mondego e as ribeiras de Cabanas e de Beijos.

História e Monumentos
Currelos era o nome do primitivo concelho, do qual foram donatários os Condes de Vila Nova de Portimão, passando mais tarde a denominar-se Carregal do Sal.


Este primitivo núcleo terá tido a sua origem aquando do domínio romano.
No século XV, D. João I doou estas terras a Fernão Gomes de Góis, camareiro-mor, o senhorio de Oliveira do Conde – por serviços prestados à coroa. O cavaleiro tem o túmulo na igreja da freguesia, sendo este considerado um dos mais notáveis monumentos funerários do país pelos motivos escultóricos que o adornam, constituindo o ex libris do concelho.
A reforma de 1836 chamou-lhe somente Carregal, com sede no lugar e freguesia de Currelos, onde se mantém.


Em Cabanas de Viriato subsistem ruínas de velhas casas solarengas e uma delas terá sido muito provavelmente o berço de Viriato.
A nível do património arquitectónico, destacam-se o Solar da Cobertinha, o Pelourinho do Casal da Torre, a Casa da Fidalga ou Solar de Alvarelhos, revestido de heras verdes, com portão brasonado e arruamentos ajardinados, que data do século XVIII, e a Igreja Matriz de Oliveira do Conde, já existente no século XII, que possui abside gótica e abóbada artesoada, e onde se encontra o referido túmulo de Fernão Gomes de Góis.

Tradições, Lendas e Curiosidades
Das manifestações populares e culturais do concelho são de destacar a festa dos Bombeiros Voluntários, que decorre entre 15 e 18 de Julho, a festa de Nossa Senhora das Febres e a festa de S. Pedro, realizada em Junho.


No artesanato, a referência vai para os trabalhos de tapeçaria (tipo Arraiolos) e de ferraria, nomeadamente os trabalhos em ferro forjado.
Como instalação cultural, de destacar o Centro Cultural de Currelos.


Como curiosidade, pode referir-se a controversa origem do topónimo deste concelho, dado que supostamente parece ter derivado da existência de armazéns de sal (desaparecidos) no local designado por Salinas, entreposto abastecedor da vasta região entre o Douro e a serra da Estrela até às terras de Castela, atravessando a fronteira de Vilar Formoso.

Economia

No concelho predominam as actividades ligadas ao sector terciário, seguidas pelas do secundário, tendo o sector primário um peso relativamente baixo.


No que se refere à agricultura, destacam-se os cultivos de cereais para grão, leguminosas secas para grão, prados temporários e culturas forrageiras, batata, olival e vinha. A pecuária tem também alguma importância, nomeadamente a criação de ovinos, coelhos e aves. Cerca de 26% (1554 ha) do seu território são cobertos de floresta.

Entre o Dão e o Mondego

 

O Concelho de Carregal do Sal foi criado pela Reforma Administrativa de Passos Manuel, a 6 de Novembro de 1836. Fica situado num amplo maciço antigo do Planalto Beirão, na denominada plataforma do Mondego, entre as Serras da Estrela e do Caramulo, tendo como fronteiras naturais, a Norte, o Rio Dão e, a Sul, o Mondego. Orograficamente é um Concelho sem grandes elevações, salientando-se as suas vertentes suaves para os vales daqueles importantes recursos fluviais, nas quais predominam as densas manchas graníticas características desta região.

 O seu topónimo derivou de uma planta ciperácea denominada de “cárrega”, ao tempo muito abundante na região, tendo mais tarde sido acrescentado “sal” devido à grande quantidade de cloreto de sódio que era armazenado em tulhas de madeira num local ainda hoje designado de Salinas. O seu transporte era feito em carros de bois para este local desde o porto fluvial da Foz-Dão.

O Município ocupa uma área de cerca de 120Km2 distribuída por sete (7) freguesias: Beijós, Cabanas de Viriato, Currelos, Oliveira do Conde, Papízios, Parada e Sobral, sendo servido por importantes vias de comunicação que lhe permitem o acesso rápido e em condições razoáveis ao resto da Europa, quer através do IP5, quer por via férrea através da Linha da Beira Alta gozando, desta forma, de uma situação geográfica privilegiada.

 Recentemente, a rede viária foi melhorada com a construção do Itinerário Complementar – IC12 (Variante do Carregal do Sal da Estrada Nacional 234) e, em termos municipais, foram igualmente construídas diversas estradas que aproximaram, significativamente, as povoações das várias freguesias e abertos inúmeros caminhos florestais.

Mercê das suas características geomorfológicas e climatéricas, o Concelho ostenta um vastíssimo e diversificado património paisagístico, arquitectónico e arqueológico que o caracteriza como um Município rico em testemunhos do passado e como um local dignamente expressivo que vale a pena visitar. De entre esse vasto património não pode deixar de ser destacado o túmulo do Cavaleiro Fernão Gomes de Góis, obra-prima do Renascimento, que pode ser visitado na Igreja Matriz de Oliveira do Conde e o Dólmen da Orca, considerado dos monumentos megalíticos melhor conservados desta região, ambos classificados como Monumentos Nacionais.

Por outro lado, o seu património arquitectónico está bem espelhado através dos seus imponentes solares e casas solarengas dispersas pelas suas freguesias de génese medieval, onde são bem patentes as características construções em granito desta região beirã. Contudo, se não forem estes os motivos para uma visita, outros os justificarão plenamente lembrando que foi em Cabanas de Viriato que residiu Aristides de Sousa Mendes, o Cônsul Português em Bordéus que, por ocasião do Holocausto nazi arriscou a própria vida ao passar inúmeros vistos, salvando a vida a milhares de judeus.

Por outro lado, a agricultura foi, desde sempre, um meio de sobrevivência por excelência, mas a evolução dos tempos e os desafios do dia a dia remeteram para segundo plano este tipo de actividade que é ainda o meio de subsistência mas da população com mais de cinquenta anos. Apenas dois produtos assumem, ainda hoje, uma significativa importância: o azeite e o famoso Vinho do Dão, de relevo no núcleo da Zona Demarcada onde se situa.

Carregal do Sal caracteriza-se como um Concelho rico em termos culturais. Disso são prova os Solares e Casas Solarengas dos séculos XVII -XVIII, as lagaretas e Túmulos rupestres espalhados por várias localidades e as alminhas que são, igualmente, prova inequívoca de um passado histórico que a Câmara Municipal insiste em preservar.

Para além destes, outros vestígios de natureza arquitectónica conferem ao Concelho de Carregal do Sal um estatuto privilegiado no que à cultura diz respeito. Anote-se a existência de monumentos de interesse nacional e que foram classificados como tal pelo Instituto Português do Património Arquitectónico e Arqueológico dos quais se destaca o Dólmen da Orca em Fiais da Telha e o túmulo de Fernão Gomes de Góis na Igreja Matriz de Oliveira do Conde que atesta, entre outros, a passagem de ilustres figuras da história nacional por este Concelho.


Mas não é só de passagens de tempos longínquos que é feita a cultura do Município. A Câmara Municipal tem-se preocupado com a edificação de espaços (por exemplo, a Biblioteca Municipal inaugurada no dia 25 de Abril de 2000, o Complexo das Piscinas Municipais e mais recentemente o Museu Municipal) e com o apoio a colectividades que mantêm viva a cultura local.


De referir é, igualmente, aquele que constitui já um cartaz turístico da Região e do País – o Carnaval de Cabanas de Viriato – que sobrevive e se assume, a cada ano que passa, como um ex-libris cultural do Concelho. Ainda em Cabanas merece destaque a estátua do Cristo-Rei , bem no alto, de onde avista as casas em granito, os jardins em flor, as ruas calcetadas… E é também em Cabanas que voltamos atrás no tempo para recordar um feito notável perpetrado por um natural do Concelho – Aristides de Sousa Mendes, o Cônsul Português em Bordéus que, durante o holocausto nazi, passou inúmeros vistos salvando a vida a milhares de judeus. A casa onde viveu aquele que podemos apelidar de Óscar Schindler português vai ser recuperada para imortalizar o acto heróico deste cabanense ( o projecto já está concluído ) e ali passará a funcionar a Fundação Aristides de Sousa Mendes constituindo a justa homenagem a quem arriscou a própria vida por um ideal tão nobre.


E a oferta cultural do concelho não se fica por aqui. Não podemos esquecer as romarias e festas tradicionais que, sendo , na sua maioria, religiosas, mantêm características inéditas. Neste âmbito incluem-se as tradicionais Festas do Concelho onde se revivem tradições com a prática de jogos como a subida ao pau ensebado ou a quebra de panelas .


Em termos religiosos destacam-se outras realizações: a Festa da Senhora dos Milagres que se realiza a 15 de Agosto nas Laceiras e que traz ao Concelho um sem número de emigrantes de outras paragens e a Festa de Santo António, em Fiais da Telha, que ainda inclui o desfile em corrida de rebanhos de ovelhas enfeitadas e que só termina quando cada rebanho circunda, por completo, a Igreja desenhando um círculo.

 Património Arqueológico

A actual área geográfico-administrativa que integra o concelho de Carregal do Sal é, pela sua génese geomorfológica e orográfica, um espaço que viria a proporcionar excelentes condições naturais de fixação humana, já desde o período Pré-histórico, sendo, no presente, um facto comprovado pelo elevado e diversificado número de testemunhos arqueológicos inventariados atribuíveis aos Períodos Neolítico, Calcolítico e Idade do Bronze, passando pelos vestígios de ocupação romana, até à Idade Média.
Da nobreza como virtude rara – Aristides de Sousa Mendes

Aristides de Sousa Mendes do Amaral e Abranches nasceu em Cabanas de Viriato, concelho de Carregal do Sal, a 18 de Julho de 1885. Licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra em 1907, tendo seguido a carreira diplomática que o levou a assumir postos em Zanzibar, Curitiba, São Francisco da Califórnia, Boston, São Luís do Maranhão, Porto Alegre, Vigo, Antuérpia e Bordéus.


Nesta última cidade assistiu à fuga ao holocausto nazi em 1940. Tendo-lhe sido revelado o horror humano que se perpetrava, desobedecendo às instruções de Salazar, passou milhares de vistos para refugiados, salvando mais de 30 mil pessoas, que assim puderam escapar ao extermínio alemão. Fê-lo sabendo que sacrificava o seu próprio futuro e o da sua família. Foi deposto e marginalizado. Impedido de trabalhar, morreu arruinado em Lisboa em 1954. Os seus filhos, alguns dos quais também perseguidos pelo Estado Novo, refugiaram-se no estrangeiro. Dois deles combateram pelos aliados, participando no desembarque da Normandia. Sousa Mendes casara em 1908 com sua prima direita Maria Angelina Ribeiro de Abranches, cujo pai era irmão de seu pai e sua mãe irmã de sua mãe. Deste casamento teve 14 filhos, 12 dos quais chegaram à idade adulta. Era filho de José de Sousa Mendes, que foi juiz desembargador da Relação de Coimbra, e de sua mulher, Maria Angelina Ribeiro de Abranches de Abreu Castelo-Branco. Teve dois irmãos, um dos quais seu gémeo, César de Sousa Mendes, que consigo se licenciou em Direito, e foi igualmente diplomata. Descendia de importantes famílias da Beira. Consta de algumas fontes que Sousa Mendes tinha ascendência cristã-nova, mas esse facto não se comprova. Aliás o seu feito heróico salvou todos os que se lhe aproximaram, independentemente de credos ou raças. A comunidade judaica internacional jamais o esqueceu, apoiando-o e aos seus descendentes no exílio, e recordando as suas acções.

Foram seus avós paternos Raquel Augusta Mendes da Gama e Manuel Alves de Sousa, filho de António Francisco Álvares Aranha e Teresa Maria Sousa, de Muxagata, distrito da Guarda. Seu avô materno foi Silvério Coelho Pais do Amaral, filho de António Coelho do Amaral e Luísa de Barros, de Beijós (em Carregal do Sal) e sua avó foi Maria dos Prazeres Ribeiro de Abranches, filha do 2.º visconde de Midões César Ribeiro de Abranches Castelo-Branco, comendador da ordem de Nossa Senhora de Vila Viçosa. Este era filho do 1.º visconde de Midões Roque Ribeiro de Abranches Castelo-Branco, nascido em Midões, concelho de Tábua, em 1770. Foram pais do 1.º visconde Teresa Leonor de Vasconcelos e Sotomaior de Mendonça, da casa dos morgados e depois condes de Santa Eulália, em Seia e seu marido Luís Ribeiro de Abreu Castelo Branco, filho de Roque Ribeiro de Abreu, cavaleiro da Ordem de Cristo e Familiar do Santo Ofício. Era este último trineto de Mécia da Cunha, herdeira da antiquíssima casa de Tábua de que foi 10.ª senhora, e de seu marido, Pedro Gomes de Abreu, filho do bispo de Viseu João Gomes de Abreu e de D. Beatriz de Eça, bisneta por varonia do rei D. Pedro I e de D. Inês de Castro.

Carregal do Sal caracteriza-se como um Concelho rico em termos culturais. Disso são prova os Solares e Casas Solarengas dos séculos XVII -XVIII, as lagaretas e Túmulos rupestres espalhados por várias localidades e as alminhas que são, igualmente, prova inequívoca de um passado histórico que a Câmara Municipal insiste em preservar.

Para além destes, outros vestígios de natureza arquitectónica conferem ao Concelho de Carregal do Sal um estatuto privilegiado no que à cultura diz respeito. Anote-se a existência de monumentos de interesse nacional e que foram classificados como tal pelo Instituto Português do Património Arquitectónico e Arqueológico dos quais se destaca o Dólmen da Orca em Fiais da Telha e o túmulo de Fernão Gomes de Góis na Igreja Matriz de Oliveira do Conde que atesta, entre outros, a passagem de ilustres figuras da história nacional por este Concelho.
Mas não é só de passagens de tempos longínquos que é feita a cultura do Município. A Câmara Municipal tem-se preocupado com a edificação de espaços (por exemplo, a Biblioteca Municipal inaugurada no dia 25 de Abril de 2000, o Complexo das Piscinas Municipais e mais recentemente o Museu Municipal) e com o apoio a colectividades que mantêm viva a cultura local.
De referir é, igualmente, aquele que constitui já um cartaz turístico da Região e do País – o Carnaval de Cabanas de Viriato – que sobrevive e se assume, a cada ano que passa, como um ex-libris cultural do Concelho. Ainda em Cabanas merece destaque a estátua do Cristo-Rei , bem no alto, de onde avista as casas em granito, os jardins em flor, as ruas calcetadas… E é também em Cabanas que voltamos atrás no tempo para recordar um feito notável perpetrado por um natural do Concelho – Aristides de Sousa Mendes, o Cônsul Português em Bordéus que, durante o holocausto nazi, passou inúmeros vistos salvando a vida a milhares de judeus. A casa onde viveu aquele que podemos apelidar de Óscar Schindler português vai ser recuperada para imortalizar o acto heróico deste cabanense ( o projecto já está concluído ) e ali passará a funcionar a Fundação Aristides de Sousa Mendes constituindo a justa homenagem a quem arriscou a própria vida por um ideal tão nobre.
E a oferta cultural do concelho não se fica por aqui. Não podemos esquecer as romarias e festas tradicionais que, sendo , na sua maioria, religiosas, mantêm características inéditas. Neste âmbito incluem-se as tradicionais Festas do Concelho onde se revivem tradições com a prática de jogos como a subida ao pau ensebado ou a quebra de panelas .
Em termos religiosos destacam-se outras realizações: a Festa da Senhora dos Milagres que se realiza a 15 de Agosto nas Laceiras e que traz ao Concelho um sem número de emigrantes de outras paragens e a Festa de Santo António, em Fiais da Telha, que ainda inclui o desfile em corrida de rebanhos de ovelhas enfeitadas e que só termina quando cada rebanho circunda, por completo, a Igreja desenhando um círculo.

CABANAS DE VIRIATO

 
É uma povoação muito antiga, que

pertenceu ao extinto concelho de

Oliveira do Conde.

Esta freguesia     é      constituída    por

um     conjunto    de    vários núcleos ou

pequenos    povos       

( Pedrógão, Aido, Outeiro de Baixo,

Outeiro de Cima, Casaínhos, Cerejeirinha,

Cerca e Fundo de Vila) que, no seu todo,

é hoje uma vila  importante, bastante

populosa e que se vem desenvolvendo

de forma acentuada. Nos últimos anos

surgiram novos arruamentos e

urbanizações, tornando assim notório o

seu real desenvolvimento.

    Apesar de não se conhecer muito

sobre a sua história antiga, existem

documentos que a ela fazem referência

no ano de 1289.

    São Cristóvão é, desde longa data, o

padroeiro da Paróquia. Sabe-se que da

Igreja de São Cristóvão de Cabanas

tomou posse, em 1524, D. Luís da Silveira,

1º Conde de Sortelha, e D. Diogo da

Silveira, seu filho, 2º Conde, em 1558. Em

1649 tomou posse das rendas e

padroado de Cabanas o 2º Conde de

Figueiró, D. Pedro de Lancastre, em nome

de seu filho D. José Luís de Lancastre, por

morte da mãe.

    Cabanas tem dois cruzeiros com

interesse e várias sepulturas pré-romanas

abertas nos rochedos, sendo de assinalar

num só local, a Soila, quatro sepulturas

juntas e outra a escassos metros.

    Constitui motivo de interesse a

conhecida Lapa da Moura, que é formada

por um penedo sobre o outro,

prodigiosamente equilibrado, dando a

ideia de cavalete ou bigorna.

    Tem Cabanas um imponente

monumento a Cristo-Rei, que foi trazido

da Bélgica, em blocos, pelo então cônsul

de Portugal naquele País, Dr. Aristides de

Sousa Mendes do Amaral e Abranches,

homem de rara sensibilidade artística, bem

vincada na sua antiga moradia e quinta de

São Cristóvão, onde hoje, em local

urbanizado e aprazível, constituindo um

belo miradouro, foi implantado o referido

monumento.

    Dr. Aristides de Sousa Mendes do

Amaral e Abranches, foi cônsul de

Portugal em Bordéus, desobedecendo,

por razões de consciência, às ordens do

governo de Salazar, em 1940, concedeu

vistos a milhares de Judeus que fugiram

da França, para escaparem às

perseguições nazis, salvando-os assim do

holocausto, o que lhe valeu a expulsão

da carreira diplomática e a impossibilidade

de exercer a advocacia, caindo

gradualmente na miséria.

    A atestar de Cabanas, o seu passado

distante, ainda hoje se pode examinar o

antigo casario de alguns dos seus povos

e várias casas solarengas ou

abrasonadas, como a que foi, e hoje

reconstruída, do famigerado

Administrador do Concelho (1850-1855)

António Soares de Albergaria, com capela

privativa, a Casa Alarcão, também com

capela privativa, restaurada há poucos

anos, a casa dos Viscondes de Midões,

Ribeiros Abranches, Senhores da Várzea,

restaurada, restando da traça antiga a

cozinha com sua imponente chaminé,

estilo Renascença, artisticamente lavrada

e com a bonita capela devotada a Santa

Eufémia, tendo na fachada o brasão dos

Viscondes e hoje pertença de um

particular, a casa dos Bernardes de

Miranda, tipo abrasonado, com a capela

do Casa, datada de 1726, a casa com

brasão dos Silvérios Lobo, com

interessante e antiga Capela da Senhora

do Amparo, que foi do Morgado de Fróis,

havendo ainda pela sua vetustez (

construção do século XVI ) a casa dos

Teles do vale e a bonita vivenda dos

Teixeiras de Abreu.

    E, como, em geral, todo o concelho,

Cabanas é terra de gente alegre e foliona,

sendo de realçar o seu animado e

concorrido Carnaval de velhas tradições,

cartaz genuíno e muito conhecido pela

sua «Dança Grande» ou «Dança dos Cus».
FONTES: CM Carregal do Sal, JF Cabanas de Viriato e www.prof2000.pt.

 

União Comercial da Beira
Oliveirinha
3430-399 Carregal do Sal [Portugal]
T: +351.232.968.224
F: +351.232.968.449
E: uniaocomercial@mail.telepac.pt

Encruzado

A história de um grande vinho confunde-se com a história de uma família que ao longo dos anos soube criar e aperfeiçoar os seus vinhos mantendo tradições, desenvolvendo técnicas e passando, à 3ª geração, a paixão pelo seu trabalho.

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A União Comercial da Beira, fundada em 1942, é uma das empresas mais antigas da Região do Dão.

Príncipe do Dão Tinto

A sede situa-se em Oliveirinha, concelho de Carregal do Sal, distrito de Viseu.

Príncipe do Dão Reserva

Na década de 80 adquiriu a Quinta do Cerrado a uns escassos 300 metros da sua sede, onde plantou 20 hectares de vinha e aí instalou uma Adega para vinificação das suas próprias uvas e das uvas que são adquiridas a viticultores da Região.

Tinta Roriz

Vinhas

 
A Quinta do Cerrado, com cerca de 30 hectares, está integrada na Rota dos Vinhos do Dão.

Touriga Nacional / Tinta Roriz

 As vinhas foram plantadas com as castas principais da Região do Dão:

Castas Brancas:


Encruzado e Malvasia Fina

Malvasia Fina

Encruzado

 

Bical

 

Castas Tintas:


Touriga Nacional, Tinta Roriz, Jaen, Trincadeira Preta e Alfrocheiro

Touriga Nacional

 

Tinta Roriz

 

Alfrocheiro

 

Na casa rural provam-se os vinhos, convive-se com os amigos e festejam-se as colheitas.

Malvasia Fina

Junto das velhas oliveiras plantaram-se novas, de qualidade galega e cobrançosa, resultando um azeite de excepcional qualidade.

Cunha Martins Reserva Tinto

Para além do vinho e do azeite, têm as castanhas, avelãs, marmelos, cerejas, romãs e laranja.

Cunha Martins Tinto

 

A Adega com uma capacidade para um milhão de litros, está equipada com adequada tecnologia para produzir os verdadeiros e genuínos néctares do Dão, quer com as uvas da Quinta do Cerrado quer com uvas adquiridas na Região.

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Nos quatro lagares de granito fazem-se os vinhos de selecção, com as melhores uvas, pelo método tradicional.

Cunha Martins Rosé

 

VINIFICAÇÃO
      
 A adega tem uma capacidade instalada que lhe permite receber até 1.500 toneladas de uva.

Príncipe do Dão Branco

Equipada com os mais modernos sistemas de controle de vinificação os quais são assistidos por uma equipa de técnicos especializados.

Lagares do Cerrado

 

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CONTROLO DE QUALIDADE
   A empresa possui um moderno laboratório onde se controlam todas as operações desde a recepção de uva, vinificação, estabilização, armazenagem e engarrafamento.

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Existe um organismo oficial a Comissão Vitivinícola Regional do Dão (C.V.R.D.), que controla e certifica, através de sêlos de garantia, os vinhos da Região do Dão.

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ARMAZENAGEM
   A capacidade total de armazenagem é de 3.000.000 litros repartidos entre depósitos em inox e depósitos em betão.

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O estágio dos vinhos é efectuado em barricas de carvalho e na tradicional garrafeira, onde permanecem mais de 1 ano em garrafa. 

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ENGARRAFAMENTO
   A UCB possui duas linhas de engarrafamento: uma com a capacidade de 1.500 garrafas/hora para os vinhos de reserva e garrafeira e uma outra com capacidade de 2.500 garrafas/hora, para os vinhos jovens DOC (Denominação de Origem Controlada) e vinhos de mesa.

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Terroir

 
Terroir é dos factores imutáveis que rodeiam a vinha e que depende do terreno onde se encontra.


Os solos ricos em granito e em xisto, oferecem uma grande diversidade em termos de estilo e expressão de frutos, conferindo um toque terroso vegetal aos vinhos tintos e aromas frutados nos vinhos brancos. Produzem-se então vinhos que reflectem o seu “terroir”, trazendo em si o gosto de uma terra e de um tempo.

Localização

 
A Região Demarcada dos Vinhos do Dão, encontra-se emoldurada pelas seguintes Serras: Buçaco, Lousã, Açor, Estrela, Nave e Caramulo. O rio Mondego e o rio Dão que a atravessam conferem a esta Região uma paisagem de indiscutível beleza.


Na Zona Central Norte desta Região, no concelho de Carregal do Sal, a 2 Km encontramos Oliveirinha, onde se encontra a sede da União Comercial da Beira/ Quinta do Cerrado.

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 FONTE: Quinta do Cerrado

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História de Mangualde

Mangualde situa-se na Região Centro, mais concretamente na Beira Interior.

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Localiza-se a mais ou menos 15 km da sede do distrito de Viseu.

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O concelho de Mangualde confronta-se a Norte com o concelho de Penalva do Castelo, a Oeste com o concelho de Viseu, a Sul com os concelhos de Nelas, Seia e Gouveia e a Este com o concelho de Fornos de Algodres.

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Dispõe de uma superfície de 220,72 km2 abrangendo um total de 18 freguesias. A forma topográfica dominante é o planalto que se inclina para Sul, cortado pelos vales encaixados dos Rios Dão e Mondego.

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Nas encostas destes vales encontram-se terras férteis de aluvião. Neste concelho existe uma cadeia de pequenas montanhas destacando-se a Nascente a Serra do Bom Sucesso, que se prolonga para Guimarães de Tavares.

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Neste encadeamento sucedem-se as Serras de Abrunhosa-a-Velha, Cunha Alta e Almeidinha que se ligam à da Senhora do Castelo. Na parte central do concelho aparecem as terras de vegetação fértil – freguesias de Mangualde, Fornos de Maceira Dão, Espinho e Alcafache.

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Dispersas e de fraca altitude notam-se as elevações de Tabosa, Roda e Fagilde.

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Do ponto de vista geomorfológico, Mangualde insere-se num conjunto denominado Maciço Antigo, datado do Paleozóico.

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Foi, desde então, sujeito a um processo prolongado de erosão e aplanação, sofrendo mais tarde um rejuvenescimento com os movimentos Alpinos.

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Toda a área é granítica, sendo as suas formas actuais consequência da acção erosiva da sua rede hidrográfica. O clima é mediterrâneo com feição continental, apresentando Invernos frios e verões quentes e secos.

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O concelho é atravessado a Norte pelo rio Dão e a Sul pelo rio Mondego, constituindo ambos fronteiras naturais do mesmo.

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Além destes rios, Mangualde é ainda atravessado por uma série de ribeiras e riachos todas elas de fraco caudal, sendo de destacar a ribeira de Frades, a ribeira do Castelo e a ribeira de Videira, na metade Oeste do concelho.

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A barragem de Fagilde é a maior extensão hidrográfica existente e limita a fronteira a Norte do concelho.

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Por esta região passaram todos os caminhos antigos e por eles viajaram antigos povos – guerreiros de Viriato, pastores da transumância, romanos, mouros e cristãos falados em lendas, soldados de Castela, de França, romeiros e feirantes.

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Em tempos modernos Mangualde é entreposto histórico e importante dos tecidos produzidos nas fábricas da Covilhã, de Seia e de Gouveia. Mangualde, situado num planalto fronteiro à Serra da Estrela e marginando pelo Norte o rio Mondego, foi devido à sua situação geográfica, ocupado natural e sucessivamente por várias civilizações desde a pré-história até aos nossos dias, como o comprovam monumentos deixados pela civilização dolménica, o espólio encontrado nos castros existentes e as escavações arqueológicas que permitem a descoberta de vilas romanas. Normalmente atribui-se uma ocupação pré-romana ao monte de Nossa Sª do Castelo, onde teria existido um castro e posteriormente uma fortaleza romana.

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Os romanos, atraídos pelas inúmeras riquezas naturais da Península Ibérica, nomeadamente a exploração mineira, iniciam em finais do séc. 11 A.C., a sua ocupação progressiva, que irá perdurar até ao séc. V, altura em que toda a Europa ocidental é assolada por invasões bárbaras. Com a romanização, há uma autêntica difusão e assimilação das estruturas culturais, políticas, sociais, económicas e religiosas por parte dos povos que, então, habitavam a península. Por aqui passava uma das principais vias da Lusitânia, ligando “Emerita Augusta” (Mérida) a “Bracara Augusta” (Braga). Nela destacam-se dois marcos milenários encontrados em Abrunhosa – a – Velha aludindo a reparações da via pelos imperadores Adriano e Numeriano.

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Uma segunda via entrava no concelho através da ponte de Alcafache, cujos alicerces são de origem romana, seguindo para Espinho, atravessando algures o Rio Mondego. Uma outra atravessaria o concelho pelo lado norte. Depois da passagem dos Bárbaros, no séc. V, sofreu, dois séculos mais tarde a invasão dos muçulmanos. Estes teriam ocupado o monte da Sra. do Castelo, cujo alcaide teria sido um mouro de nome Zurara, passando então a fortaleza a chamar-se “Castelo de Zurara ou Azurara”, dando origem ao antigo nome deste concelho, “Azurara da Beira”.

A história de Mangualde medieval prende-se com a do país que nessa altura surgia e se afirmava como nação independente na luta contra os mouros e subsequente repovoamento. No monte da Sra. do Castelo; onde se terá erguido a fortaleza, uma zona privilegiada de vigia e posto de observação de várias milhas em redor; descobre-se uma das mais vastas paisagens desde o Buçaco ao Caramulo, Montemuro e Gralheira.

Na idade Média, a vila, hoje cidade de Mangualde, nasceu à volta de dois bairros primitivos – o primeiro genericamente designado por “Cabo da Vila” e o segundo por “Rossio”. Com o desenvolvimento da população surgiu a necessidade de novas construções pelo que naquele baldio público, o Rossio, se começou a formar um novo bairro. Por essa mesma altura (meados do Séc. XVIl) os “Paes do Amaral” ainda não tinham erguido o seu magnífico palácio e no seu lugar existiam umas modestas casas onde residiam. A partir do século XVII com a fundação da Misericórdia por D. Filipe II (1613), a criação do Juiz de Fora por D. João IV ( 1655) e a instituição da feira por D. Pedro II (1681), Mangualde conheceu um forte surto de desenvolvimento. No séc. XlX, o casario começou a aumentar nessa zona. Porém, foi a construção da estrada que, atravessando-a em toda a sua extensão, dirigindo-se à Guarda, contribuiu para esse desenvolvimento.

Durante o século passado, os dois bairros acabaram por ficar ligados, assumindo o segundo bairro (do Rossio) uma importância maior, pois, foi aí que se veio a concentrar toda a vida social e económica de Mangualde, onde se instalaram repartições públicas, sucursais de bancos, estabelecimentos comerciais, cafés, etc.

A Assembleia da República elevou Mangualde à categoria de cidade em 3 de Julho de 1986.

“Foral de Azurara”

Em 1058, o castelo Medieval deste concelho, foi conquistado aos mouros, por Fernando Magno, Rei de Leão. Assim, em 1102, ainda não eram decorridos 40 anos após a conquista de Coimbra pelos Cristãos aos Mouros, o Conde D. Henrique e D. Teresa, antes da independência de Portugal, deram foral às terras de Zurara, entre o Dão e o Mondego. Este foral foi confirmado por D. Afonso II aquando das Ordenações Afonsinas em Fevereiro de 1217 bem como por D. Manuel I em 1514 pelas ordenações Manuelinas.

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” Em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, amen, Eu, Conde Henrique e minha mulher D. Teresa, filha do rei Afonso, damos carta de foral às populações de Zurara (que fica) entre o rio Dão e Mondego e entre Penalva e o Rio Real E, (…). Aquele Conde D. Henrique outou ( Zurara ) desde o rio Dão até ao Mondego com foro de 15000 módios e, qualquer homem que aí entrar (no território de Azurara) com mão armada em perseguição de algum assassino ou servo fugidiço, e , enfim , outro qualquer indivíduo ou por qualquer motivo, que pague multa (os 1500 módios ) ou, então, que lhe sejam decepadas as mãos ou arrancados os olhos.(…. ) Todos os homens entre os rios Dão e Mondego correspondam a Zurara com serviço e com foro. E eu, Conde Henrique e minha esposa rainha D. Teresa fazemos jurar esta (carta por Egas Moniz, D. Rabaldo e D. Gonçalo Pedro en nossa vez ” (Ano de Cristo de 1102 ).

FONTE: CM Mangualde

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ESCRITÓRIO
Av. Almirante Gago Coutinho, 132-134
Ed 5
Portela de Sintra
2710-418 SINTRA
T 219249372

ADEGA
Rua da Paz – Abrunhosa do Mato
3530-050 Cunha Baixa
T 232614500

A quinta fica situada no concelho de Mangualde em Abrunhosa do Mato.

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É um exemplo do espírito com que está a ser edificado o novo Dão.

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Desde os ancestrais Roques há um século, que a vinha e o vinho fazem parte do dia a dia da família, embora durante muito tempo a produção satisfizesse pouco mais do que as necessidades de consumo da casa.

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No início da década de oitenta alinharam-se agulhas e reescreveu-se a história desta quinta.

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Tinha chegado ao fim a agricultura tradicional de subsistência, onde as vinhas eram cultivadas à força de braço e as uvas entregues na cooperativa de Mangualde.

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No seu lugar começou a ser construído um projecto que visou a produção de vinho do Dão da mais alta qualidade.

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A primeira etapa deu prioridade às vinhas. Escolhidos os melhores terrenos de origem granítica e, por vezes, xistenta, situados em encostas suaves viradas a Sul, neles foram plantadas as melhores castas da região segundo as técnicas mais modernas.

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Passados alguns anos, quando a produção das vinhas começou a ser consistente, foi construída a nova adega.

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Nela se procurou conciliar o moderno com a tradição, a ciência e a técnica com a arte.

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Lado a lado, numa simbiose perfeita, surgiram as prensas electrónicas com os lagares de granito, as cubas de aço inox com as barricas de carvalho, os sistemas de frio com as caves subterrâneas.

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E os primeiros vinhos nela elaborados logo mostraram que se estava no caminho certo.

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Actualmente a Quinta dos Roques dispõe de quarenta hectares de vinhas modernas, que se distinguem das demais pela racionalidade dos sistemas de condução e pela qualidade das uvas produzidas.

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Cerca de 75% da área é ocupada por castas tintas, onde domina a Touriga Nacional (40%), Tinta Roriz, Alfrocheiro Preto, Jaen, Tinto Cão e Tinta Pinheira; os restantes 25% são de castas brancas, onde prevalece o Encruzado (40%), Malvasia Fina, Bical e Cercial.

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A produção de vinho, com tendência para aumentar ronda os cento e cinquenta mil litros, dos quais dez mil de espumante natural. Os vinhos são comercializados sob a designação de Quinta dos Roques e Quinta do Correio.

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Fonte: blogue Do Nariz à Boca

Os primeiros, são as melhores selecções de cada ano de colheita, com a particularidade dos tintos terem sempre estágio em barricas de carvalho; os segundos, quase ao nível dos anteriores, são em geral vinhos mais abertos e um pouco menos encorpados.

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Enólogo: Eng. Rui Reguinga

FONTES: Quinta dos Roques e Vinta.

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Seia é uma cidade portuguesa pertencente ao Distrito da Guarda, Região Centro e subregião da Serra da Estrela, com cerca de 5 702 habitantes.  É a maior cidade da subregião da Serra da Estrela e segunda maior cidade do Distrito da Guarda, pertence à grande área metropolitana de Viseu e fica sensivelmente equidistante entre as cidades da Guarda e Viseu. É neste concelho que se situa o ponto mais elevado de Portugal Continental e o segundo ponto mais alto de todo o país, apenas atrás da Montanha do Pico, nos Açores.

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É sede de um município com 435,92 km² de área e 28 145 habitantes (2001), subdividido em 29 freguesias. O município é limitado a norte pelos municípios de Nelas e Mangualde, a nordeste por Gouveia, a leste por Manteigas, a sueste pela Covilhã, a sudoeste por Arganil e a oeste por Oliveira do Hospital. Neste município está localizado o ponto mais alto de Portugal continental, a Torre, na Serra da Estrela, com 1.993 metros de altitude. O concelho de Seia abrange uma grande parte da Serra da Estrela e é também o único de Portugal onde existe uma estância de esqui natural, a Estância de Esqui Vodafone, localizada dentro dos limites da freguesia de Loriga.

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Dista 98 Km de Coimbra, 67 Km da Guarda e 45 Km de Viseu. É servida principalmente pela Nacional 17 e Nacional 231, que permitem uma ligação à A25, A24 e IP3.

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O clima do concelho é temperado, com temperaturas moderadas no Verão e frio no Inverno, com temperaturas muito baixas e ocorrências de neve, por vezes abundantes, nas partes mais elevadas da Serra da Estrela. Quanto ao regime de precipitações, há uma pequena estação seca, que compreende os meses de Verão de Julho e Agosto.

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História

Oppidum Sena, antiga cidade de Sena, hoje Seia, foi fundada há cerca de 2400 anos, pelos Túrdulos. O rei godo Wamba, que iniciou o seu reinado em 672, fixou os limites da diocese de Egitânia até aos domínios da então cidade de Sena.

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A cidade de Sena, que durante muito tempo foi dominada pelos Árabes, foi definitivamente reconquistada por D. Fernando Magno, em 1055, tendo mandado edificar o seu castelo. A crónica do monge Silas relata a violência do ataque e como os Godos puseram em fuga desordenada os ocupantes da Oppidum Sena (cidade de Sena) em direcção à Oppidum Visense (cidade de Viseu).

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Salientando a importância de Seia, já D. Teresa, no foral de Talavares, se referia à então cidade nos seguintes termos: “D. Tarasia regnante in Portucale, Colimbria, Viseu et Sena [...]“. (Trad.: D. Teresa, que reina em Portugal, Coimbra, Viseu e Seia (…))

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Em 1132, o rei D. Afonso Henriques fez doação de Seia ao seu valido João Viegas por reconhecimento dos serviços prestados. Em 1136, Seia tem o seu primeiro foral, dado pelo mesmo monarca, que a designa por Civitatem Senam (cidade de Seia). Outros forais se seguiram como o de D. Afonso II, em Dezembro de 1217, o de D. Duarte, em Dezembro de 1433, o de D. Afonso V, em Agosto de 1479, e, finalmente, o de D. Manuel I, em 1 de Junho de 1510.

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Em 1571, no reinado de D. Sebastião, foi fundada a Misericórdia de Seia.

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Nos momentos decisivos da História de Portugal, Seia esteve sempre presente. Na Revolução de 1640, Seia tomou parte activa, tendo os seus habitantes mandado forjar a espada que D. Mariana de Lencastre, viúva de D. Luís da Silva, 2°- alcaide-mor de Seia, entregou aos seus filhos na vigília de sexta-feira para Sábado, 12 de Dezembro.

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Foi em Seia que se realizou o último comício republicano antes da implantação da República em 1910. Este comício teve lugar no dia 25 de Setembro e foi presidido por Afonso Costa.

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O Castelo de Seia

Sentinela na vertente Oeste da serra da Estrela, actualmente desaparecido, erguia-se no local onde é actualmente a Igreja de Santa Maria. Permanece vivo, entretanto, no brasão de armas da cidade, onde duas torres, uma de maiores dimensões, arrematada por outra menor, representam a importância histórico-militar do castelo

Antecedentes

A primitiva ocupação humana do local da actual Seia remonta à época pré-romana, quando da fundação de uma povoação pelos Túrdulos, por volta do século IV a.C., denominada como Senna. Posteriormente fortificada pelos romanos, passou a se designar como Oppidum Senna. Foi posteriormente ocupada por Visigodos e por Muçulmanos, este últimos a partir do século VIII.

O castelo medieval

À época da Reconquista cristã da península Ibérica, a povoação foi definitivamente conquistada aos mouros por Fernando Magno (1055), que determinou edificar (ou reedificar) a sua fortificação.

À época da formação da nacionalidade portuguesa, Bermudo Peres, cunhado de D. Teresa, iniciou uma revolta no Castelo de Seia. Não teve sucesso, uma vez que o infante D. Afonso Henriques (1112-1185), tendo disto tido conhecimento, foi ao encontro dele com as suas forças e expulsou-o do castelo (1131) (Crónica dos Godos, Era de 1169). D. Afonso Henriques, no ano seguinte, fez a doação dos domínios de Seia e seu castelo ao seu valido João Viegas em reconhecimento por serviços prestados (1132). Poucos anos mais tarde, o soberano passou o primeiro foral à povoação em 1136, designando-a por Civitatem Senam.

Sob o reinado de D. Manuel I (1495-1521), recebeu do soberano o Foral Novo (1510). Posteriormente, na segunda metade do século XVI, foi Alcaide-mor do Castelo de Seia o fidalgo Diogo de Barbuda.

A partir de então não são identificadas referências adicionais a este castelo, anterior à nacionalidade.

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FONTE: C.M. SEIA e Wikipedia

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Álvaro Manuel Albuquerque Figueiredo e Castro
Quinta da Pellada
Pinhanços
6270 SEIA
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Álvaro de Castro é licenciado em Engenharia Civil e, felizmente que veio parar ao mundo vitivinícola.

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Tudo o que produz são produtos de excelência. É uma honra o Dão ter vinhos deste calibre!!

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Duas quintas compõem o mundo de Álvaro de Castro: Quinta de Saes e Quinta da Pellada. Embutidas nas faldas da Serra da Estrela, e protegidas poente dos ventos atlânticos, as vinhas proporcionam-nos vinhos concentrados, aromáticoa e complexos.

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Diria que Álvaro de Castro se entusiasmou pela transmissão histórica legada dos seus antepassados. Bem haja por nos proporcionar momentos de prazer com seus néctares.

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Quinta da Pellada

qp_touriga_nacionalQPELLADAAs primeiras referências históricas que se conhecem sobre a Quinta da Pellada aparecem por volta de 1570. Alvaro de Castro é engenheiro civil e herdou esta propriedade em 1980. Na altura pensou que, para fazer alguma coisa da quinta, tinha que lhe dar uma atenção exclusiva.

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peladadao_alvaro_castroCom o rápido entusiasmo pela viticultura e pelo vinho decidiu restabelecer a tradição familiar de fazer vinho, que tinha sido quebrada há duas gerações.

O primeiro vinho aparece assim com a vindima de 1989.

Desde essa altura até hoje tem sido apoiado na enologia pelo Engº. Magalhães Coelho e mais recentemente também, pela sua filha Maria Castro.

Quinta de Saes

qs_estagio_prolongadoquinta_saes2001A marca Quinta de Saes confirma, ano após ano, ser uma das marcas mais consistentes do mercado nacional. Facto extraordinário de consistência para um vinho oriundo de uma região precisamente difícil em termos de regularidade.

O nariz deixa o destaque a fruta fresca, generosa, viva, e a uma envolvência floral aprazível que lembra flor de laranjeira. Na boca entra equilibrado, saboroso, certinho na estrutura. No final fica fruta e madeira, num estilo muito agradável vendido por cerca de 4 euros. Não hesite, este Dão acompanha qualquer refeição de carne do dia a dia.

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FONTE: Quinta da Pellada

150px-VIS-silgueiros1Silgueiros é uma freguesia do concelho, comarca,
distrito e diocese de Viseu.

A freguesia de Silgueiros estende-se por uma vasta
área de cerca de 37 quilómetros quadrados, de
férteis minifúndios, entre os rios Dão e Pavia .
Situada no extremo sul do concelho de Viseu, de
onde dista 12 km, os seus limites são também os
concelhos de Tondela, de Carregal do Sal e de Nelas.

Constituem-na dezena e meia de povoações e
outros pequenos aglomerados populacionais onde
vivem, segundo estimamos, quase 5.000 pessoas.
As quinze povoações tomam a seguinte designação:

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* Passos;
* Pindelo;
* Pinoca;
* Loureiro;
* Loureiro de Baixo;
* Falorca;
* Casal;
* Jusão;
* Póvoa;
* Dão;
* Pedra Cavaleira;
* Mosteiro;
* Porrinheiro;
* Póvoa de Porrinheiro;
* Lajes;
* Casal Meão;
* Silvares;

Silgueiros e o seu passado
O povoamento das terras de Silgueiros é muito
anterior à fundação da nacionalidade. As lagaretas e
as campas antropomórficas existentes em diversos
pontos da freguesia, o castelo ainda não
devidamente estudado, nos limites de Passos, a
estrada romana que atravessa a Póvoa Dão, são
disso exemplos seguros.

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A paróquia foi fundada em 1186 por Daganel do
Loureiro e a sua mulher D. Sancha Gonçalves que
instituíram o padroado de Santa Maria de Silgueiros
(veio a terminar com a legislação do liberalismo após
a publicação da Carta Constitucional e dos Decretos
de 30 de Junho de 1832 e 5 de Agosto de 1833 que
extinguiram os padroados como se nunca tivessem
existido). Deve-se a eles a construção da respectiva
igreja, dotada de espaços para cemitério e de terras
para a lavoura, pastos, árvores, águas e tudo o
mais.

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A história desta família está intimamente ligada à
história de Silgueiros, mas está também relacionada
com a História de Portugal, mais propriamente, com
a das guerras portuguesas no Norte de África, nas
duras lutas ali travadas no século XVI contra o
Islão.

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Pelejando durante quarenta e três anos, aí esteve o
silgueirense Luís de Loureiro, o grande capitão, um
dos mais esclarecidos heróis da Nação portuguesa.
Luís de Loureiro, primeiro morgado deste apelido,
senhor da Casa do Loureiro, padroeiro da Abadia de
Silgueiros, comendador da Ordem de Cristo, fidalgo
da Casa Real, adaíl-mor do Reino, conselheiro d’el rei
D. João III, governador e capitão-general das praças
africanas de Santa Cruz de Cabo de Aguer, Safim,
Mazagão, Arzila e Tânger, nasceu em Viseu, no
reinado de D. João II, filho de Henrique Loureiro e de
Catarina Rodrigues Cardoso.

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De Luís de Loureiro, silgueirense distinto, dizem os
cronistas ter-se distinguido de tal sorte que granjeou
fama entre os maiores heróis daquele tempo.

Outro silgueirense ilustre foi o dr. Ricardo Pais
Gomes, Ministro da Marinha da Primeira República e
Primeiro Governador Civil de Viseu após o 5 de
Outubro de 1910.

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A vida em Silgueiros sempre esteve ligada à
agricultura, destacando-se a produção do vinho.
Agricultura de subsistência, tinha no vinho, pela sua
superior qualidade e até pela quantidade, o seu
produto de exportação para outras regiões, apesar
das dificuldades já então oficialmente levantadas à
sua circulação.

Não há dúvidas de que os vinhos de Silgueiros

estiveram, desde há séculos, na mesa de reis e

príncipes.

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Ficou famosa a quinta que o Infante D. Henrique

possuía na povoação de Silvares, com casas e com

vinte e três casais ao redor que pertencem à dita

quinta e com todas outras suas pertenças.

Daqui mandou o Infante levar vinhos para as

grandes e prolongadas festas realizadas em Viseu,

desde o Natal ao dia de Reis de 1414, pouco antes

da partida para a conquista de Ceuta, festas que

causaram pela sua imponência e novidade, a maior

admiração de naturais e forasteiros.

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De Silgueiros, para esta e outras festas e banquetes

reais e da grande nobreza, em Viseu, em Lisboa e

outras cidades onde a corte permanecia, seguia o

seu vinho, já então, conhecido e apreciado.

Valores Arquitectónicos

Igreja do Mosteiro (reconstrução do princípio do

século XVIII, com rico altar-mor de talha dourada);

Capela da Quinta dos Loureiros, quinhentista, de

abóbada manuelina, com cordas e nós, certamente

para imitar a célebre abóbada da Catedral de Viseu;

Solar dos Loureiros, com torre do século XVI,

recentemente reconstruído; Capelas de Passos,

Pindelo, Loureiro, Lajes e Pedra Cavaleira (século

XVIII); Cruzeiro de Santo André, no Loureiro, peça

raríssima em Portugal; Alminhas e Cruzeiros diversos,

espalhados pela freguesia; Estrada Romana e Aldeia

Típica, na Póvoa Dão; Lagaretas e Campas

Antropomórficas, em diversos pontos da freguesia.

Um museu etnográfico, sediado em Passos de

Silgueiros, nos seus mais de vinte mil documentos,

salvaguarda aspectos importantes da cultura

tradicional da região.

Actividades Económicas

A freguesia de Silgueiros, por força da sua situação

geográfica, possui uma rica agricultura hortícola e

uma excelente qualidade de vinho, dos melhores da

Região Demarcada do Dão.

O Mercado Municipal de Viseu é abastecido, quase

na sua totalidade, pelos produtores agrícolas

directos de Silgueiros.

Silgueiros possui, ainda:

* dez explorações agro-pecuárias (de aviários);
* uma empresa de floricultura;
* cinco restaurantes;
* algumas casas de petiscos;
* vinte e dois cafés;
* quinze mercearias;
* cinco minimercados;
* uma pastelaria;
* uma papelaria com venda de valores selados;
* duas lojas de ferragens e artigos diversos;
* uma sapataria;
* um pronto-a-vestir;
* uma agência de jornais e revistas;
* uma casa de artigos desportivos;
* uma casa de electrodomésticos;
* um talho.

A actividade comercial está ainda presente em

algumas empresas de maior dimensão, como sejam:

* um armazém de louças sanitárias;
* um armazém de artigos de cabeleireiro;
* um armazém de vinhos e outras bebidas

alcoólicas;
* uma empresa de materiais de construção civil;
* um posto de abastecimento agrícola, que é

delegação da COPAVIS (Cooperativa Agrícola de

Viseu);
* Adega Cooperativa de Silgueiros;
* Feira Mensal de Silgueiros.

A actividade industrial compreende:

* duas empresas de extracção de areias;
* três indústrias de panificação;
* uma fábrica de pastéis;
* uma fábrica de móveis;
* duas serrações de madeiras;
* três serralharias;
* uma firma de caixilharia de alumínio;
* dez empresas de construção civil.

O artesanato, embora pouco significativo,

expressa-se pelo fabrico de cestos de vime,

vassouras de milho (em vias de desaparecimento),

vassouras de lentisco, bombos e tambores.

Equipamentos de Natureza Colectiva

Dos vários equipamentos existentes, destacam-se:

* Sede da Junta de Freguesia;
* Extensão de Saúde, com três médicos e uma

enfermeira;
* dois consultórios médicos;
* Casa do Povo;
* Farmácia;
* sedes de duas Instituições Particulares de

Solidariedade Social;
* posto dos Correios;
* agência bancária (Crédito Agrícola Mútuo);
* duas delegações de agências seguradoras

(Equitativa e A Social);
* uma delegação da Escola de Condução

Grão-Vasco;
* Escola C+S, sete Escolas Primárias, três jardins

de infância;
* quatro salas de espectáculos pertença das

Associações;
* um Museu Etenográfico;
* Adega Cooperativa;
* duas Igrejas (a antiga e a actual Igreja

Paroquial);
* dois cemitérios;
* nove capelas;
* Centro Paroquial;
* campo de futebol, dois pequenos campos de

jogos;
* um campo de tiro;
* praça de táxis;
* transportes públicos colectivos, assegurados

por duas empresas, sendo uma delas de Silgueiros

com oficina própria de reparação dos autocarros;
* dezoito postos de abastecimentos de gás;
* cinco restaurantes;
* um residencial;
* vinte e dois cafés;
* vários estabelecimentos comerciais;
* três salões de cabeleireiros
* duas oficinas de reparação de automóveis;
* uma oficina de reparação de motores de rega e

de velocípedes com ou sem motor.

Associações

Diversas associações, sem fins lucrativos,

promovem o desporto, o teatro, a música e o apoio

social:

* ASSOPS (Passos);
* Associação Cultural e Recreativa

Passilgueirense (Passos);
* Associação Social, Desportiva, Cultural e

Recreativa de Silgueiros (Lages);
* Associação do Centro Paroquial de Santa Maria

de Silgueiros (Mosteiro);
* Centro de Cultura, Desporto e Recreio de

Silgueiros (Loureiro);
* Casa do Povo de Silgueiros;
* Grupo Desportivo, Cultural e Recreativo de

Silgueiros (Bela Vista);
* Grupo de Cantares Milho-Rei (Passos);
* Grupo de Zés Pereiras “Os Águias” (Passos);
* Tunanova (Passos);
* Tuna e Cantares (Pindelo);
* Rancho Folclórico de Passos de Silgueiros;
* Rancho Folclórico de Pindelo de Silgueiros.

logotipoProdutor: Quinta Vale das Escadinhas – Sociedade Agrícola de Silgueiros, S.A.
Morada: Pindelo de Silgueiros – 3500-543 Silgueiros
Telef: 232 95 00 90 Fax: 232 95 00 99 e-mail: qve@qve.pt

Em conversa com o meu amigo o Sr. Pedro Figueiredo, cedo notei que corre a paixão pelo vinho. Corre-lhe a herança de 5 gerações no sangue. As tradições são um legado deixado pelos antepassados, correm no presentes e projectam-se no futuro.

Assim é esta empresa vinhateira da Região do Dão: consciente do seu passado, mas virada estrategicamente para o futuro.

Eis dois apontamentos de apreciações dos vinhos no estrangeiro por especialistas:

1) Jancis Robinson – lamenta o facto do vinho não ser tão conhecido e apreciado em Portugal. Facto, que neste país já vem sendo um hábito: aquilo que depreciamos cá dentro, tem um enorme impacto lá fora. E não é apenas no campo dos vinhos.

2) Robert Parker: Quinta da Falorca Tinto 2003 Touriga Nacional. Deu nota 90 numa escala de 0-100, um dos maiores especialistas e redactor da Wine Spectator, a mais credenciada revista do sector. Procure vinhos desconhecidos. Não beba apenas rótulos. Vale a pena ser surpreendido.

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A empresa, constituída em 1999, herança da família vinhateira, com registos escritos, há mais de 5 gerações. O sócio mais velho, o patriarca, tem como currículo Presidente da Adega Cooperativa de Silgueiros, Director da UDACA, na época da construção das “novas” instalações e Director da Federação dos Vitivinicultores do Dão – actual CVRDão.
Hoje assume as funções de administrador, viticultor e enólogo, com o Eng.º Magalhães Coelho até à vindima de 2004. A partir da vindima de 2005, por falecimento do enólogo Magalhães Coelho, a equipa enológica que orienta todos os processos é a Vines & Wines.

As uvas são todas provenientes de vinhas próprias situadas em Silgueiros, sub-região do Dão. Estão divididas por 3 parcelas que totalizam 13 ha.

Os solos são Granítico e argilocalcário e o clima Mediterrâneo, sofre de grandes amplitudes térmicas quer durante o ano, quer no dia.

Verões com temperaturas superiores a 40º e Invernos com temperaturas negativas.
A plantação tem uma densidade de 3.500 a 4.000 pés por hectare, o tipo da poda é cordão duplo, simples ou guyot.

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2imggdbw_49551_ac9d0fcd802db872b8ab6ee0c128ab0eO controlo de maturação das uvas antes da vindima, é feita semanalmente a partir da última quinzena de Agosto.
A vindima dura cerca de 4 semanas. Vindima-se por castas e por propriedades, com um grau mínimo de 13,0º.
A vindima é totalmente manual e a agricultura respeita os princípios da protecção integrada, o que conduz a um processo de deixar “correr” a natureza o mais possível.
A dispersão de castas é: 65% Touriga Nacional, sendo as outras castas em percentagens praticamente iguais – Tinta Roriz, Alfrocheiro, Jaen e Rufete.

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A vinificação é feita em cuba inox, ou em lagar mecânico, após desengace total, fazendo remontagens e controlando a temperatura. A capacidade de cada cuba e lagar são 6.000 Kg de uva.
produto-444-detailproduto-363-detailA fermentação malolática e feita nos depósitos inox.
No “Garrafeira 2003”, fez-se a experiência de acabamento da fermentação malolática em barrica.
O estágio do vinho é feito, ou em barricas de carvalho francês e garrafa, ou só em garrafa.
As garrafas entram no mercado, com o mínimo de 6 meses de engarrafamento.
A produção de garrafas neste momento cifra-se em cerca de 45.000, ainda
existe um projecto de reconversão de vinhedos, por forma a alcançar as 80.000 garrafas em plena produção.

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Existe um importante mercado de Exportação para a Suíça, Noruega, Inglaterra, Canadá, Alemanha, Espanha, USA e Brasil.

FONTE: Publicação enviada pela QVE. Agradecimento ao Sr Pedro Figueiredo.

ALGUM PORTOFÓLIO E NOTAS DE PROVA

Quinta da Falorca Tinto 2006: Mediano na concentração mas muito bem nos aromas, muito Dão. Muitas noptas vegetais dão o mote à prova, reservando a fruta parea um outro plano. Grande prova de boca porque é muito fácil de beber, taninos escondidos. Madeira nem a mais nem a menos. Acompanha uma Vitela de Lafões.

Quinta da Falorca Garrafeira 2003: Concentrado e opaco na cor, pujante no aroma cheio de frutos vermelhos e pretos, tom bastante austero, alcatrão, tabaco. Gordo na prova de boca, envolvente, pura seda, sem arestas. Persistência muito longa e prolongada.Um grande vinho do Dão, em qualquer parte do Mundo! Acompanha anho assado no forno com batatas à padeiro.

Imagem+143T-NAC 2005: Dos melhores Touriga Nacional produzidos em Portugal. Um puro sangue do Dão. Carregado na cor, notas florais em evidência, frutos pretos, cacau e fósforo queimado. Untuoso na boca, muito redondo, sedoso. O ideal: adquirir 6 unidades, e beber uma garrafa por ano. Surpreenderá a sua evolução. Aguentar-se-á mais 10 anos. Acompanha, por exemplo Coelho Bêbedo.

penalvacDesde os primórdios, o Homem escolheu as ter­ras de Penalva para nelas habitar.

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Testemunhos des­ses longínquos tempos são os variados monumentos que nos legaram (Anta e Abrigos Pré-Históricos do Penedo de Com, Castro da Serra da Paramuna, etc…).

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O Nome teve origem na existência de antiquissíma fortaleza (na margem esquerda do Rio Dão) de que não restam vestígios. O primitivo núcleo da vila, entre os rios Dão e Côja, terá tido assento noutro lugar, nas margens do Rio Om (actual Dão). Durante a Reconquista Cristã, as Terras de Penalva eram um ponto estratégico muito importante, e foram escolhidas para a construção do primeiro da Ordem do Santo Sepulcro em Portugal.

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Por isso, ficou conhecida durante algum tempo por VIla Nova de Santo Sepulcro. As “terras de Penalva” foram habitadas desde há muito tempo, existindo muitos vestígios pré-históricos, como a Anta do Penedo de Com.

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A 10 de Fevereiro de 1491, D.Manuel I, o Venturoso, atribui-lhes o Foral Novo, e renova-lhes os anteriores direitos e privilégios. Situado em pleno coração da Beira Alta, o actual concelho com sede em Penalva do Castelo (vila que até 1957 se denominava Castendo), tem uma população entre 8.000 a 9.000 pessoas e uma area aproximada de 140km2, e com treze freguesias, sendo elas : Antas, Castelo de Penalva, Esmolfe, Germil, Ínsua, Lusinde, Mareco, Matela, Pindo, Real, Sezures, Trancoselos e Vila Cova do Covelo.

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O Concelho de Penalva do Castelo faz fronteira com os concelhos de Aguiar da Beira, Fornos de Algodres, Mangualde, Satão e Viseu.

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Por aqui passaram Lusitanos, Romanos e Ára­bes marcando as deslumbrantes paisagens e a alma do beirão.

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Conquistadas ao infiel, no séc. XI, por Fernando o Magno, as Terras de Penalva, desempe­nharam um importante papel na defesa das hostes cristãs e dos territórios a norte do Mondego.

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Nos princípios da nacionalidade a Ordem do Santo Sepulcro, apoiada por D. Teresa, estabeleceu em Trancoselos o seu primeiro mosteiro em Portugal.Fruto de um clima muito próprio, as Terras de Penalva, beijadas pelo Dão, produzem um soberbo vinho de elevadíssima qualidade, acompanhante por excelência do afamado e delicioso Queijo da Serra e da tradicional broa de milho cozida em fomo de lenha. De Esmolfe, vêm a Maçã….Bravo!!

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Pelos montes, recortados por pequenos vales e manchas de pinheiro bravo, abundam perdizes, lebres, coelhos e javalis proporcionando excelen­tes caçadas. Do mesmo modo, nos quatro rios que atravessam o concelho (Dão, Carapito, Ludares e Coja), há em quantidade barbos, bogas e bordalos.

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Aqui podemos encontrar os mais belos solares de toda a Beira, com os seus magníficos e luxurio­sos jardins, radiantes de esplendor e romantismo, onde os sonhos se tornam realidade.

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O concelho de Penalva do Castelo, essencialmente agrícola e com boas condições agronómicas situa-se entre os melhores produtores de Vinho do Dão, de Frutas – merecendo especial referência a maçã do Bravo de Esmolfe – e do Queijo Serra da Estrela.

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As deslumbrantes paisagens com os vales recortados por rios e rodeados por majestosos montes graníticos, são um regalo para os sentidos.

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Para além desta riqueza natural existe um património arquitectónico de interesse do qual se destaca:

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- Casa da Ínsua ou Solar dos Albuquerques, construído na Segunda metade do Séc. XVIII na povoação de Ínsua;
- Pelourinho de Penalva do Castelo, reconstruído em 1940;
- Igreja da Misericórdia de traço barroco, em Penalva do Castelo;
- Mata da Sr.ª de Lurdes e praia fluvial junto ao rio Coja;
- Casa Menezes em Penalva do Castelo;
- Casa Magalhães Coutinho em Penalva do Castelo;
- Casa de Gôje em Gôje;
- Casa dos Cabrais em Germil;
- Casa dos Tavares de Pina em Quinta da Boa Vista – Castelo de Penalva;
- Dólmen do Penedo do Com em Esmolfe;
- Castro da Paramuna em Esmolfe;
- Sepulturas antropomórficas nas freguesias de Castelo de Penalva, Esmolfe, Lusinde, Pindo e Sezures;
- Pontes Romanas de Castelo de Penalva e Trancoselos;
- As ruínas do Mosteiro do Santo Sepulcro na Quinta do Mosteiro – Trancoselos;
- Igreja matriz de Castelo de Penalva, com retábulos da Escola de Grão Vasco;
- Aldeia rural tipicamente beirã de Pindo de Baixo.

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Poderemos igualmente apreciar a arte dos artesãos de modo a manter vivas as tradições:

- Latoaria em folha-de-flandres nas freguesias de Matela e Pindo;
- Cestaria em vime na povoação de Vales freguesia de Castelo de Penalva;
- Cantaria em granito na freguesia de Esmolfe;
- Estalinhos de Carnaval na povoação de Cantos freguesia de Castelo de Penalva.

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Ao visitar o concelho de Penalva do Castelo saboreie a sua gastronomia:

- Arroz de míscaros com costelas em vinho-de-alhos;
- Feijão branco com carne de porco da salgadeira;
- Arroz de grelos com chouriça caseira;
- Enchidos;
- Queijo da Serra;
- Maçã Bravo de Esmolfe;
- Vinho do Dão.

No final vai ficar encantado com a hospitalidade das gentes de Penalva do Castelo e de certeza vai voltar!

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UMA CURIOSIDADE DE PENALVA E MUNDO RURAL DE PORTUGAL -MEDICINA ANTIGA
Toda a gente sabe que noutros tempos as pessoas não procuravam
médicos quando se sentiam doentes, utilizavam elas os seus próprios
métodos para curar certas doenças.
Antigamente as ervas e produtos naturais é que ajudavam a ultrapassar
essas doenças.
Cabelo
- As raparigas para fazerem crescer o cabelo entalavam uma
madeixa numa cana em crescimento.
Cólicas
- Colocavam um pano sujo e por cima um testo de ferro
quente nas brasas.
Comichão
- Usavam como lenitivo lavagens com cozimento de
saponaria.
Constipação
- Comiam alho, ingerindo chá de sabugueiro ou uma
“borracheira” de vinho quente com mel, ao deitar.
Dor de Barriga
- Quando as crianças se queixavam de dor de
barriga untavam-na com azeite quente
Dor de Dentes
- Na desesperada dor de dentes aplicavam vinagre com sal;
Calos
- Nestes aplicava-se alho esmagado, amiudadas vezes
Ciática
- É uma doença rebelde que começa na nádega e se estende
dolorosamente pela perna. Além do uso de panos quentes, pomadas e
fricções, comiam alho descascado em jejum durante nove dias
Quebranto
- Doença que se revela com fraqueza e abatimento físico,
proveniente dos males do estômago, do fígado e dos rins.
A superstição popular tomava-o por mau olhado e recorria às rezas
Cravo
- Nesta pequena excrescência que se forma na pele da cara ou das
mãos faziam-lhe sangue e deitavam-lhe leite dos figos ou apegavam-se à
Santa Eufémia com promessas
Eczema
- Mal de pele que se caracteriza pela exsudação, pele escamosa
e forte comichão.
Tomavam chá de agrião, de alfazema e esfregavam a pele afectada com
casca de noz e da bugalha da folha do cravo
Espinhela caída
- Era medicada com rezas e esticões dos braços e das
pernas para que, no dizer das rezadeiras, um não ficasse mais curto que o outro.

FONTE: C.M. PENALVA DO CASTELO

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