PRATOS APRESENTADOS

SOPA: Creme de Coentros, Sopa Alentejana e Sopa de Ervilhas com Pernil de Porco;

PEIXE: Cação de Coentrada e Arroz de Bacalhau à Moda de Crato;

CARNE: Coelho em Vinha d’Alho, Costeletas de Borrego em Coroa e Faisão Estufado;

DOCES E SOBREMESAS: Azevias de Grão e Bolo de Mel de Ponte Sôr.

 

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Creme de Coentros

 

Composição:

* 1 kg de  batata(s)
* 2   cebola(s)
* 4 dente(s) de  alho
* 1 dl de  azeite
* 1 molho(s) de  coentros picados
* q.b. de  pão torrado em cubos
* q.b. de  ovos
* q.b. de  sal

Preparação:
1.Descasque as batatas, os alhos e as cebolas.
2.Corte as batatas, as cebolas e o os alhos em pedaços, e leve ao lume a cozer em água (1 litro) temperada de sal.
3.Depois dos legumes cozidos, adicione os coentros picados e um fio de azeite, triture tudo com a varinha mágica, de seguida passe tudo por um passador para que fique mesmo em creme.
4.Rectifique os temperos, e sirva acompanhado de cubos de pão torrado ou escalfe ovos à parte e em cada prato coloque um ovo escalfado.

 

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Sopa Alentejana

 

 

Composição:

* 8 dente(s) de  alho
* 1 pitada(s) de  salsa picada
* 4 colher (sopa) de  azeite
* 4   ovos
* 100 gr de  pães
* 2 colher (sopa) de  vinagre balsâmico
* 1 pitada(s) de  sal

Preparação:
Divida entre 4 pratos os dentes de alho, as gemas, a salsa, o azeite e o pão cortado aos quadrados.
Introduza na panela o caldo, o vinagre balsâmico e as claras de ovo, mexa tudo, tape e deixe ferver.
Abra a tampa e sirva sobre os ingredientes que já estavam no prato.

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Sopa de Ervilhas com Pernil de Porco

Composição:

* 2 chávena(s) de chá de  ervilhas
* 3   cebola(s)
* 1   pernil de porco
* 10 chávena(s) de chá de  água
* 2 folha(s) de  louro
* 6   cenoura(s)
* q.b. de  sal
* q.b. de  pimenta preta

Preparação:
Colocam-se as ervilhas, as cebolas, o pernil, a água e as folhas de louro numa panela. Deixa-se levantar fervura lentamente, retirando-se qualquer espuma que suba à superfície e em seguida deixa-se ferver até que as ervilhas fiquem tenras (cerca de 1h30min). Retira-se o pernil e desossa-se em pedaços pequenos. Coloca-se novamente a carne na sopa e acrescenta-se ao mesmo tempo as cenouras cortadas em pedaços pequenos. Deixa-se cozinhar cerca de 20min até que tudo esteja tenro. Tempera-se com sal e pimenta e serve-se.

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Cação de Coentrada

 

 

Composição:

* 1/2 dl de  vinagre
* 3 colher (sopa) de  vinagre
* 1 folha(s) de  louro
* 4 dente(s) de  alho
* 1   cebola(s)
* 1 molho(s) de  coentros
* 3 colher (sopa) de  azeite
* 1 colher (sopa) de  farinha de trigo
* 2   gema(s) de ovo
* q.b. de  pimenta preta moída
* 1   limão em sumo
* q.b. de  água

1.Comece por pôr o cação de molho em 0,5dl de vinagre, com água, sal e louro durante 2 horas.
2.Ponha a água ao lume a ferver temperada de sal, e quando levantar fervura introduza o cação e deixe cozer 10 minutos.
3.Escorra o peixe, retire-lhe as espinhas, e reserve a água da cozedura.
4.Num tacho, introduza, os alhos e a cebola picados, o azeite e leve ao lume até a cebola estar cozida.
5.Adicione os coentros picados,junte um pouco da água da cozedura do cação, e a farinha dissolvida no restante vinagre.
Mexa e deixe cozer em lume brando, até a farinha estar cozida.
6.Vá adicionando, pouco a pouco, a água da cozedura do cação, até perfazer 0,5 Lt de líquido.
7.Defaça as gemas, miture-as com um pouco da coentrada, e junte ao restante liquido, mexendo continuamente.
8.Rectifique de sal, tempere com pimenta, introduza o cação, e assim que levantar fervura, retire do lume, e regue com sumo de limão.
9.Sirva com fatias de pão torrado.

Nota:Delicioso prato tipicamente Alentejano, pode ser comido como sopa, ou como prato, acompanhado de batata cozida.

 

Vinho recomendado: Montes Claros Branco 2008

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Arroz de Bacalhau à Moda de Crato

 

 

Composição:

* q.b. de  polpa de tomate
* 500 gr de  bacalhau
* 125 gr de  arroz
* 3   cebola(s)
* 200 ml de  azeite
* q.b. de  pimenta preta
* q.b. de  sal

Preparação:
Colocar para ferver o azeite, e, quando em completa fervura, colocar dentro o arroz bem lavado e escorrido. Assim que o arroz tiver absorvido todo o azeite, colocar água bastante para o cozer, temperar com sal e pimenta e espera-se que ele fique enxuto.
Toma-se bacalhau cozido e limpo de pele e espinhas e desfaz-se às lascas. Em uma caçarola, colocar uma camada de arroz, uma camada de lascas de bacalhau e uma camada de rodelas de cebola. Regar com massa de tomate ou com sumo de tomate fresco e siga-se a ordem das camadas até que fique por cima o arroz. As cebolas devem ter sido cortadas às rodas e cozidas sem manteiga, depois de envolvidas em farinha de trigo. Pôr sobre a última camada de arroz pão ralado muito fino, que previamente se alourou com manteiga numa frigideira. Levar a caçarola ao forno com calor forte por espaço de meia hora.

 

Vinho recomendado: Couteiro Mor Branco Escolha 2008

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Coelho em Vinha d’Alho

 

 

Composição:

* 1   coelho
* 100 gr de  pão
* 2   cebola(s)
* 3 dente(s) de  alho
* 2 colher (sopa) de  banha
* 2 colher (sopa) de  azeite
*    sal
* 2 dl de  vinho branco

Preparação:
Barra-se o coelho com alho e sal.
Fritam-se o pão em fatias e dispõem-se cobrindo o fundo de um tabuleiro. Sobre o pão, coloca-se o coelho, que se cobre com a cebola cortada em rodelas finas. Espalha-se por cima a banha e rega-se com o azeite.
Leva-se ao forno e, quando estiver cozido, retira-se, rega-se com o vinho branco e leva-se de novo ao forno para acabar de cozer.

 

Vinho recomendado: Borba Tinto Reserva 2005 (rótulo de cortiça)

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Costeletas de Borrego em Coroa

 

 

Composição:

* 1 1/2 kg de  carne de borrego – costeleta
* 150 gr de  carne de borrego
* 2   salsicha fresca
* 1 colher (sopa) de  pão ralado
* 1 folha(s) de  louro
* 1 haste(s) de  tomilho
* 1 ramo(s) de  manjericão
* 1 colher (chá) de  colorau
* 3 dente(s) de  alho
* q.b. de  sal
* q.b. de  azeite
* q.b. de  banha
* 1 copo(s) de  vinho branco

Preparação:
As costeletas de borrego foram dobradas de modo a formar uma coroa. Para segurar as extremidades utilizei fio de cozinha. Temperei com o tempero que utilizo normalmente para carnes: faço uma papa com banha de porco, azeite, sal, alho, folha de louro, tomilho e pimentão e depois unto toda a peça de carne. Deixo ficar assim, de preferência, de um dia para o outro. Entretanto, pico a carne de borrego limpa, junto um pouco de flor de sal, manjericão picadinho, 1 ou 2 salsichas frescas sem pele, 1 colher de sopa de pão ralado demolhado num pouquinho de leite e misturo tudo. Na altura em que levo as costeletas ao forno, ponho este preparado no centro da coroa e polvilho com pão ralado (pouco) e 2 nozinhas de margarina ou 1 fio de azeite. Vai a assar em forno não muito forte e durante a cozedura vai-se borrifando com vinho branco e o molho que se vai formando. Acompanhei com batatinhas assadas que faço do seguinte modo: dou uma fervura às batatas, com a pele. Depois ponho-as em tabuleiro com azeite, umas folhinhas de alecrim e uma pitada de flor de sal. Durante o tempo que estão no forno vou sacudindo o tabuleiro para ficarem tostadas por igual. Depois é só juntar à carne e saborear.

 

Vinho recomendado: Alfaraz Reserva Tinto 2006

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Faisão Estufado

 

 

Composição:

* q.b. de  sal
* q.b. de  pimenta preta moída
* 5 dente(s) de  alho
* 4 colher (sopa) de  polpa de tomate
* q.b. de  tomilho
* 1   caldo de galinha
* 2 colher (sopa) de  banha
* q.b. de  alecrim
* q.b. de  rosmaninho
* 100 gr de  bacon
* 1/2 Lt de  vinho branco maduro
* q.b. de  água
* 3   cebola(s)
* 1 1/2 dl de  azeite
* 2   faisão

Preparação:
1.Depois dos faisões devidamente arranjados e limpos, coloque-os no tacho onde vai cozinhá-los, e tempere-os com sal, pimenta, alho esmagado, polpa de tomate, alecrim, rosmaninho e tomilho.
2.Corte as cebolas aos gomos para dentro do tacho, e junte o bacon cortado em pedaços, o cubo de caldo de galinha, o azeite, a banha, o vinho branco, e um pouco de água.
3.Deixe algumas horas a tomar gosto, se possível tempere a caça de véspera.
4.Leve o tacho ao lume e quando começar a ferver, baixe o lume, deverá cozinhar em lume brando, tendo o cuidado de virar a caça de vez em quando para estufar por igual, e não pegar ao tacho, dado que a pele do faisão é muito sensível.
5.Se os faisões forem tenros, estarão cozinhados passados 30 a 35 minutos, se não deverá mantê-los ao lume até estarem perfeitamente cozinhados.
6.Rectifique os temperos, e deixe apurar o molho.
7.Servem-se acompanhados de batata frita palha, e uma boa salada verde.

 

Vinho recomendado: Vale Barqueiros Tinto Reserva 2006

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Azevias de Grão

 

 

Composição:

* 1 kg de  farinha de trigo
* 250 gr de  banha
* 1 dl de  aguardente branca
* 2 dl de  vinho branco
* 1 colher (café) de  sal
* 4 dl de  água
* 1 kg de  grão de bico
* 1   limão – casca
* 4 colher (sopa) de  mel
* 2 chávena(s) almoçadeira(s) de  açúcar

Preparação:
Para a massa:
Derrete-se a banha.
Em um alguidar, põe-se a farinha e a banha derretida, misturando bem. Depois de bem misturado, meter a aguardente, o vinho branco, e o sal já dissolvido na água. Sova-se bem esta massa até que esteja homogénea.
Estica-se a massa, recheia-se e vai a fritar. Escorre-se em papel absorvente e polvilha-se com açúcar.

Para o Recheio:
Se usar grãos secos, colocar de molho na véspera e cozê-lo.
Depois de cozidos, passa-se pelo passe-vite, mistura-se com o açúcar e o mel.
(Para cada 2 chávenas almoçadeiras de grão, 1 chávena almoçadeira de açúcar e 2 colheres de sopa de mel). Vai ao lume brando com a canela e as cascas de limão, mexendo sempre até obter o ponto estrada. Esperar esfriar e rechear a massa.

 

Vinho recomendado: AC Borba Licoroso Abafado

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Bolo de Mel de Ponte Sôr

Composição:

* 7   ovos
* 250 gr de  açúcar
* 250 gr de  farinha de trigo
* 2 dl de  azeite
* 3 colher (sopa) de  mel
* 1 colher (chá) de  fermento em pó
* 1 colher (chá) de  erva doce
* 1 colher (chá) de  canela em pó
* 1   limão em raspa
* q.b. de  nozes (miolo)
* q.b. de  pinhões

Preparação:
1.Batem-se muito bem as gemas dos ovos com o açúcar, o azeite e o mel(batedeira eléctrica durante 15 minutos).
2.Depois de tudo muito bem batido, junta-se a canela, a erva doce e a raspa do limão.
3.Seguidamente mistura-se a farinha com o fermento,envolvendo bem,alternando com as claras batidas em castelo bem firme.
4.Por fim envolvem-se os frutos secos partidos aos bocadinhos.
5.Vai ao forno em tabuleiro bem untado e polvilhado de farinha.
6.Forno médio 170º durante mais ou menos 30 minutos, verificar com um palito se está cozido.

FONTE: www.culinarias.net

 

Borba é povoação antiquíssima cuja fundação alguns autores atribuem aos Galo-Celtas. Esteve sob o domínio romano, godo e árabe, sendo conquistada por D. Afonso II em 1217 e povoada pelo mesmo rei.

Em 15 de Junho de 1302 D. Dinis concedeu-lhe o primeiro foral, constituindo-se Borba como concelho e libertando-se do de Estremoz. Teve novo foral dado por D. Manuel I em 1 de Junho de 1512.

 

Foi também D. Dinis quem promoveu o amuramento acastelado da povoação. O castelo dispunha-se em planta quardrilateral e a sua construção obedeceu as sistema corrente das fortificações similares da região. De grossa alvenaria, tinha amuramento espesso em altura normal, coroado por merlões góticos e de largo adarve que corria a muralha. O fosso, pouco profundo, desapareceu com a construção do casario que se foi desenvolvendo na face exterior.

Pelos inícios do Séc. XVIII, o governo militar da província determinou envolver a vila por um campo entrincheirado, com fossos, estacaria e estradas cobertas, obra que foi apenas esboçada e de que ainda existiam vestígios em 1766.

 

Do castelo, edificado ou remodelado do Séc. XIII, conserva-se a torre de menagem e duas portas, a de Estremoz e a do Celeiro.

Borba foi lugar de muitos acontecimentos notáveis da nossa história. Um dos principais foi o enforcamento do governador do castelo, Rodrigo da Cunha Ferreira, e de mais dois capitães portugueses da guarnição, no verão de 1662, após a invasão vitoriosa do exército de D. João da Áustria. Este terá mandado cometer o atroz acto como vingança pela morte de três capitães, um sargento e 20 soldados das suas forças, além de 50 feridos. A memória dos povos guardou a efeméride na tradição toponímica, com a “Rua dos Enforcados”, que passou depois a chamar-se Rua Direita. Não contente com a sua represália, D. João da Áustria mandou ainda incendiar os Paços do Concelho e o Cartório Municipal, perdendo-se todos os manuscritos antigos da história de Borba.

Em 1383-1385, também Borba se viu envolvida nas campanhas da Independência, com destaque para os acontecimentos transcorridos durante a ocupação dos aliados ingleses do Duque de Lencastre e a cilada de Vila Viçosa, onde perdeu a vida Fernão Pereira, irmão de D. Nuno Álvares Pereira, que fizera quartel general em Borba e foi seu primeiro donatário, por mercê deD. João I.

Em 1483, D. Afonso Henriques, filho de D. Fernando da Trastâmara, senhor de Barbacena, foi amerceado por D. João II com a alcaidaria de Borba, então confiscada aos duques de Bragança.

Em 1665, Borba esteve ocupada por três regimentos de infantaria e um terço de cavalaria, e a população sofreu novamente o pânico da terrível invasão, que desmoronou no campo de Montes Claros, com a derrota dos exércitos de Filipe IV.

Em 1708, o general de artilharia João Furtado de Mendonça, governador da cidade de Elvas, era comendador de Borba.

Em Junho de 1711, a vila sofreu os incómodos da ocupação militar do general espanhol D. Domingos de Ceo, que impôs à população um elevado imposto de guerra.

Durante a Guerra Peninsular levantou-se em Borba um grupo de milicianos que figurou na defesa de Évora, em 29 de Junho de 1808. Pouco depois, entre 1809 e 1811, na vila se alojou uma brigada escocesa do exército anglo-luso de Beresford.

 

in:
Dicionário Enciclopédico das Freguesias
4ª Edição
MinhaTerra – Estudos Regionais de Produção e Consumo, Lda.

Largo Gago Coutinho e Sacadura Cabral,
25 Apartado 20 7151-913
Borba – Portugal
Telefone: +351 268 891 660
Fax: +351 268 891 664
E-Mail: geral@adegaborba.pt
Site: www.adegaborba.pt

Loja
Horário: Aberta de 2ª-feira ao Sábado, das 9 às 19h00
Telefone: +351 268 891 665

 

Este é um caso particular de recuperação de imagem.

 

Os vinhos deixaram de ser monótonos todas as colheitas, para passarem a ser mais elaborados de acordo com as “tendências” e preferências dos consumidores. Temos aqui vinhos para todos os gostos e carteiras.

 

 

Comercialmente a adega transformou-se num aparelho extremamente eficaz, tanto ao nível do mercado interno, como em exportação. A Adega está representada nos quatro cantos do mundo e tende a expandir ainda mais. Felizmente. É bom para Portugal.

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História
Fundada em 1955, a Adega Cooperativa de Borba foi a primeira de uma série de Adegas Cooperativas constituídas no Alentejo, com o incentivo e ajuda da então Junta Nacional do Vinho, numa altura em que o sector não tinha o protagonismo que hoje tem na economia regional. De facto, não fosse esse empurrão decisivo dado pelo referido organismo estatal, que assim permitiu uma organização comercial e de transformação para os vinhos do Alentejo, e a cultura da vinha teria desaparecido completamente da região, pois todos os incentivos da época estavam virados para a cultura dos cereais, e fazer do Alentejo o celeiro do País era uma politica mais que consolidada para a época.

 

Após 3 décadas de resistência, em que só o grande valor das castas regionais e a excelência das condições naturais permitiram que a produção de vinho no Alentejo se mantivesse, chegou-se finalmente aos anos oitenta, em que todo o potencial da região para a produção de vinho pode ser avaliado e confirmado pelo consumidor. Beneficiou a região do facto da produção estar associada às Adegas Cooperativas, e desta forma mais rapidamente se apetrechou em termos tecnológicos que outras regiões do País, dando o salto para os vinhos engarrafados de qualidade, numa altura em que o consumidor passou a ser mais exigente e a privilegiar mais a qualidade que a quantidade. É verdade que a constituição da região demarcada do Alentejo e a constituição de estruturas técnicas associativas que rapidamente divulgaram novas tecnologias junto do viticultor foram essenciais em todo o processo.

A euforia que os vinhos do Alentejo tem vivido nestes últimos anos, resulta pois de um longo trabalho quer na vinha, com a selecção das melhores castas e dos melhores solos para a sua produção, quer na Adega com o aperfeiçoamento de técnicas e apetrechamento de equipamentos, muitas vezes sem grande visibilidade, numa época em que o pulsar da região se fazia mais noutras direcções que não a produção de vinho.

 

Hoje a Adega Cooperativa de Borba reúne 300 viticultores associados que cultivam cerca de 2.100 hectares de vinha, distribuindo por 70% castas tintas e 30% de castas brancas.

 

Sempre em busca do reforço da qualidade dos seus produtos, a Adega Cooperativa de Borba tem hoje em marcha um ambicioso projecto de aproximação do viticultor à Adega, incutindo neste a paixão de fazer grandes vinhos. Após a fase da selecção e manutenção das melhores castas, e do apetrechamento tecnológico, é convicção da Adega Coop. Borba que só com o pleno envolvimento do viticultor na produção do vinho, é possível melhorar ainda mais os seus produtos, e realizar assim toda a potencialidade que a região possui para a produção de vinhos excepcionais.

 

 

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Adega – Instalações
Numa área de 12.000 m2, a Adega Cooperativa de Borba tem vindo a crescer e a modernizar-se constantemente ao longo de 5 décadas. No final de 2004, a Adega Cooperativa de Borba finalizou um projecto de renovação e modernização de valor superior a 8 milhões de euros que garante a produção de vinhos com um nível qualitativo e de exigência impares abrangendo o centro de vinificação, a cave de envelhecimento, as linhas de engarrafamento, o armazém dos produtos acabados, etc. Nos próximos anos os investimentos irão continuar num terreno, com 14 hectares, comprado há dois anos, será construído um novo centro de vinificação, essencialmente para vinhos tintos e um novo espaço de armazenagem.

 

Vindima

Uva Trincadeira

Após um acompanhamento dos viticultores associados ao longo do ano, controlo mais rigoroso da maturação das uvas a partir do início do mês de Agosto, seguido de recolha de amostras de uvas para escolha certa da altura das vindimas (mecânicas e manuais) que irão decorrer durante várias semanas.

 

Transporte e controlo qualitativo
À chegada das uvas à Adega, análise multiparamétrica das uvas (grau alcoólico, acidez total, pH, índices sanitários, etc.)

Vinificação
O centro de vinificação possui uma tecnologia moderna tanto na área de software de gestão como nos equipamentos. Dispõe de 89 cubas de fermentação para os vinhos tintos (infusas, lagares, cubas horizontais rotativas), e 84 para os vinhos brancos.
Algumas operações são:

* O processo de vinificação inicia-se na Adega pela descarga das uvas.
* A zona das prensas é constituída por máquinas em que a uva branca é prensada antes da decantação e fermentação, ou no final da fermentação para a uva tinta.
* Descarregue das cubas de vinificação dos tintos, em que o mosto lágrima é separado e as massas sólidas serão prensadas.
* Lagar de maceração dos tintos que permite graças ao robot de pisa envolver as massas com os líquidos para melhor extracção dos taninos e cores das uvas.
* Operação de batônnage-sur-lies principalmente para as futuras Reservas, operação durante a qual as borras são envolvidas com o líquido para dar maior complexidade e riqueza ao vinho final.

 

Nave de filtração
Zona onde são efectuadas as operações de filtração e estabilização dos vinhos antes do engarrafamento, a fim de eliminar pelo frio as eventuais partículas residuais ainda em suspensão.

 

 

Cave de envelhecimento
Em 2003, o espaço de envelhecimento em barricas e garrafas, escavado da rocha em mármore tão tradicional na região, foi aumentado para o repouso e afinamento dos futuros vinhos, tais como Montes Claros Reserva, Rótulo de Cortiça, Garrafeira, Mono & Bivarietais antes de serem colocados no mercado.

 

 

 

Linhas de engarrafamento
A Adega Cooperativa de Borba possui 3 linhas de engarrafamento, instaladas em ambiente de sala limpa com controlo ambiental, e com capacidades e características muito amplas que permitem dar resposta às solicitações dos diferentes mercados em termos de qualidade como de diversidade de produtos.

 

 

Stockagem das matérias-primas e dos produtos acabados
As matérias-primas mais sensíveis, como as rolhas e rótulos são armazenados num espaço específico e seco para evitar todo risco de humidade.
Quanto aos produtos acabados, à saída da máquina paletizadora, são armazenados por secção em função do tipo de vinho e do seu destino.

 

Laboratório
O laboratório é um departamento essencial, responsável pelo controlo do plano HACCP (análise de riscos e pontos críticos de controlo) definido para o processo produtivo da Adega Cooperativa de Borba; pelas análises multiparamétricas das uvas e vinhos ao longo da sua evolução (controlo dos parâmetros físico-químicos do vinho num curto espaço do tempo); pelo controlo da qualidade dos materiais de embalagem, em particular das rolhas, através da análise das dimensões, humidade, estanquicidade, etc. Este espaço revela-se assim um garante da qualidade dos vinhos postos no mercado.

 

Apreciação final
Além de análises laboratoriais físico-químicas frequentes e contínuas de todos os vinhos, tanto em preparação como já engarrafados, as provas continuam a ser uma etapa importante, sendo os enólogos responsáveis da definição dos estilos de cada vinho desenvolvido como os garantes do reconhecido estilo próprio da Adega Cooperativa de Borba.

A Loja
Para mais fácil descoberta dos seus vinhos, a Adega Cooperativa de Borba disponibiliza na sua loja a sua vasta gama completa de vinhos disponíveis no mercado, alguns dos quais já esgotados nos circuitos comerciais tradicionais.
Por outro lado, é igualmente possível neste espaço amplo e sedutor ler alguns artigos em revistas de especialidade sobre os mais recentes lançamentos, ter acesso a informações turísticas regionais, assim como efectuar visitas às instalações e provas de vinhos mediante prévia reserva.

 

 

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Vinha – Património vitícola

A Adega Coop. Borba tem a vantagem de possuir um painel diversificado de vinhas e castas no universo dos associados.
A Adega Coop. Borba tem investido constantemente na responsabilização e acompanhamento dos viticultores associados através dum programa de integração total de controlo de qualidade desde a vinha até à garrafa embalada.

Assim, ao nível das vinhas, o sistema interno SIG (Sistema de Informação Geográfica) permite manter actualizado o cadastro vitícola dos associados e conhecer cada parcela com as seguintes informações associadas: nome do sócio, tipo de solo, compasso das vinhas (distância de pé a pé e de linha a linha), ano de plantação, porta-enxertos, castas, ano de enxertia.

Ao nível da melhoria nas técnicas de condução, os esforços foram concentrados nos últimos anos principalmente na altura do bardo e palissagem da vegetação, na adaptação para mecanização, na introdução da rega e na monda de cachos.

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A GRANDE REGIÃO DO ALENTEJO

 

A região do Alentejo é situada no sul de Portugal. A palavra Alentejo significa literalmente “Uma região além Tejo”, de facto localiza-se a sul deste rio, e é a maior província de Portugal, ocupando 1/3 do território nacional. Esta região é limitada de facto a Norte pelo rio Tejo, a Oeste pelo Oceano Atlântico, a Este pela fronteira espanhola e a sul pela região do Algarve. A província do Alentejo é sub-dividida em 4 regiões: Alto Alentejo, Alentejo Central, Baixo Alentejo e Alentejo Litoral. É constituído por 46 concelhos, distribuídos pelos distritos de Portalegre, Évora, Beja e parte de Setúbal.

O Alentejo é uma extensa área, essencialmente rural e com uma baixa densidade demográfica, e que oferece uma qualidade ambiental excepcional e uma paisagem preservada: imensas planícies ondulantes povoadas de vastos olivais e vinhedos, extensos montados de sobro e azinho, parques naturais, zonas de caça e albufeiras.

O Alentejo é a principal região agrícola de Portugal, representando quase metade da superfície agrícola utilizada do continente:

* As principais culturas em quantidade são os cereais, a oliveira e a vinha, existindo ainda alguns nichos importantes como os horto-fruticolas.
* O sector do azeite atinge na região um lugar importante, sendo responsável por cerca de 30% da produção total do país.
* Na silvicultura, o destaque é dado ao montado de sobro e azinho, com a região a produzir cerca de 70% do total nacional de cortiça, o que representa a nível mundial um peso de 40%.
* O Alentejo tem uma grande aptidão para a produção de vinhos de qualidade e tipicidade. Em termos de mercado nacional de vinho de qualidade engarrafado, com Denominação de Origem Controlada ou Vinho Regional, o Alentejo representa uma cota de 47%.
* A criação animal assume também uma importância fundamental, quer ao nível dos bovinos, suínos, caprinos e principalmente ovinos que por si só representa cerca de 50% do total nacional.

A viticultura alentejana
O Alentejo tem uma grande aptidão para a produção de vinhos de qualidade e tipicidade, onde o sol escaldante no verão, o frio seco no Inverno, a particularidade dos solos dão aos vinhos toda esta tipicidade. A área de vinha ronda os 23.000 hectares no Alentejo (7% da área dedicada à cultura em todo o país), explorada em 3.140 explorações, com uma área média por exploração de 5,4 ha (para uma média em Portugal de 0,9 ha.).

A área vitícola no Alentejo pode parecer diminuta em comparação com outras regiões em Portugal, mas explica-se pelo facto que está concentrada em zonas geográficas bem delimitadas. A viticultura Alentejana tem vindo progressivamente a desenvolver-se com o dinamismo das Adegas Cooperativas de tal modo que 90% dos viticultores são associados das cooperativas representando um total de cerca 70% da produção vitícola da região. Este sector económico é muito importante para a região e os seus 3.000 viticultores.

Geografia: Ao nível vitícola, o Alentejo Central é a unidade mais importante uma vez que as sub-regiões vitícolas de Borba, Redondo, Reguengos, Évora e parte de Granja/Amareleja aí estão inseridas. A própria zona vitivinícola de Borba abrange o concelho de Borba, parte dos concelhos de Estremoz, Vila Viçosa, Elvas, Alandroal e Monforte.
Os principais acidentes orográficos, responsáveis pelos microclimas existentes em algumas zonas são de Norte a Sul da região: a Serra de S. Mamede com 1.025 m de altitude, a Serra d’Ossa com 649 m (com influência directa na região de Borba) e a Serra de Portel com 421 m. Ao nível hidrográfico, destaca-se a influência do Guadiana e do Sado e dos seus afluentes. A hidrografia é constituída fundamentalmente pelas bacias do Guadiana e do Sado. Destaca-se também a influência dos rios Caia, Xévora e Degebe, afluentes do rio Guadiana, Xarrana e Almansor.

Clima: As zonas vitivinícolas do Alentejo situam-se na faixa Ibero-Mediterrânea, assim com as características mediterrânicas com influência importante de continentalidade. Por isso, as Primaveras e os Verões são particularmente quentes e secos enquanto os Invernos são realmente frios. A temperatura média anual é de 15,5-16ºC, com máxima absoluta de 42,1ºC e mínima absoluta de -5ºC. O nível de insolação é particularmente elevado (3.000 horas/ano), principalmente no trimestre anterior às vindimas, o que contribui para uma perfeita maturação das uvas e elevada qualidade dos vinhos. Estas condições são favoráveis por exemplo à síntese e acumulação dos açúcares e à concentração das matérias corantes nas películas dos bagos. A precipitação média anual é de 750-850 mm na região de Borba e concentra-se nos meses de Inverno.

Solos: Nas zonas vitivinícolas, os solos predominantes no Alentejo são de origem granítica com manchas de derivados de xistos e quartzodioritos. No entanto a região de Borba é caracterizada com uma maior dominância de solos derivados directa ou indirectamente de calcários cristalinos. De uma maneira geral, são solos de média e baixa fertilidade mas de muita boa drenagem natural, o que os torna particularmente aptos para a cultura de planta lenhosas.

Cultura da vinha: A área de vinha no Alentejo encontra-se nos solos mais pobres da região, sendo uma cultura basicamente extreme, é instalada em terrenos com declives suaves (excepto na região de Portalegre), cuja exposição predominante é a Sul.
A grande maioria das vinhas alentejanas ainda está cultivada de forma amigável do ambiente, sujeita a uma prática de protecção integrada, o que reduz significativamente a utilização de pesticidas, seleccionando sempre os menos tóxicos e racionalizando ainda a sua aplicação.
O sistema de condução tradicional é a vinha baixa em bardo, com vegetação ascendente, de pequena e média expansão vegetativa, podada normalmente em “cordão bilateral” ou em “Guyot duplo”.
Os valores médios de produção na região variam entre os 35 e 40 hl/ha, sendo o limite máximo definido nos estatutos das zonas vitivinícolas, de 55 hl/ha para as castas de uvas tintas e de 60 hl/ha para as castas de uvas brancas.

 

 

FONTES: AC Borba e CVR Alentejo

ESTA SEMANA: Terras do Sado e Estremadura

PRÓXIMA SEMANA: Ribatejo

Côr REGIÃO PRODUTOR / CASA MARCA PREÇO (€) ONDE COMPRAR (1)
Vinhos Tintos Terras do Sado Cooperativa Agrícola de Santo Isidro de Pegões Pegões 2008 1.59 PDFN, JA,  MC
Fontanário de Pegões 2007 2.49 PDFN, JA, MC
Adega de Pegões Alicante Bouschet 2006 5.50 JA, MC
Casa Ermelinda Freitas Dom Campos 2007 2.69 PDFN
Terras do Pó 2007 3.50 JA, MC
Dona Ermelinda 2007 3.99 JA, MC
Estremadura Companhia das Quintas Quinta de Pancas 2006 3.50 JA, MC
Quinta de Pancas Cabernet Sauvignon 2006 8.00 JA
Companhia Agrícola do Sanguinhal Cerejeiras 2007 1.89 IM
Sanguinhal Cabernet Sauvignon 2006 8.00 IM
Quinta de São Francisco 2007 3.50 IM
Casa Santos Lima Quinta das Setencostas 2007 3.50 JA, MC
Quinta das Amoras Reserva 2007 2.59 JA
Casa Santos Lima Pinot Noir 2006 5.50 JA
Quinta do Monte d’Oiro Aurius 2005 25.0 JA, GN
Têmpera 2005 17.5 JA, GN
Vinhos Brancos Terras do Sado Cooperativa Agrícola de Santo Isidro de Pegões Pegões 2008 1.39 PDFN, JA,  MC
Fontanário de Pegões 2007 2.20 PDFN, JA, MC
Adega de Pegões Arinto Antão Vaz 2008 4.27 JA, MC
Casa Ermelinda Freitas Dom Campos 2008 2.29 PDFN
Terras do Pó 2008 3.25 JA, MC
Dona Ermelinda 2008 3.99 JA, MC
Estremadura Companhia das Quintas Quinta de Pancas 2008 3.50 JA, MC
Quinta de Pancas Arinto Chardonnay 2008 7.00 JA
Prova Régia Arinto Bucellas 2008 3.25 MC, JA
Morgado de Santa Catherina Bucellas 2008 8.50 JA
Companhia Agrícola do Sanguinhal Cerejeiras 2008 1.89 IM
Quinta de São Francisco 2007 3.50 IM
Casa Santos Lima Quinta das Setencostas 2008 3.00 JA, MC
Quinta das Amoras 2008 1.59 JA
Casa Santos Lima Sauvignon Blanc 2008 2.20 JA
Quinta do Monte d’Oiro Madrigal Voignier 2007 10.0 JA, GN

(1)    PDFN – Pingo Doce/Feira Nova;  MC – Modelo/Continente; JA – Jumbo/Auchan;  IM – Intermarchè;  GN – Garrafeira Nacional

PRATOS APRESENTADOS

SOPA: Sopa Minestrone, Creme de feijão com cogumelos morille e vieiras e Sopa rica de peixe e marisco;

SALADAS: Salada de queijo feta, Salada morna de massa concha com ervilhas, requeijão e hortelã e Salada de frango com aipo-nabo e vinagrete de anchovas;

PEIXE: Filetes de robalinho com salsa de manga, Lombo de bacalhau assado com acompanhamentos e Salmão corado com molho de soja;

CARNE: Caril de coxa de frango, Peito de pato e Bife de vitela grelhado com balsâmico e alecrim

DOCES E SOBREMESAS: Aros de maçã com mascarpone, sultanas e mel, Tiramisu “fácil” e Sopa de frutos com sorvete de morango.

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Sopa Minestrone

sopaminestrone

 

Para 6 pessoas:

Para a sopa:

2 cebolas picadas
1 ramo de aipo
2 dentes de alho
2 cenouras
1/2 couve lombarda
200 g de tomate triturado de lata
50 g de esparguete
2 courgettes
2 batatas
100 g de feijão-verde
1 lata de grão
azeite, sal e pimenta q.b.

Para o caldo de legumes:

2 cebolas
2 cenouras
2 courgettes
1 ramo de aipo
sal e pimenta q.b.
1 folha de louro

Preparação:

1 – Refogar a cebola e o alho picados em azeite, acrescentar uma lata de tomate triturado e o caldo de legumes;

2 – Cozer durante cerca de 15 a 20 minutos;

3 – Acrescentar batatas e cenouras aos cubos e cozer cerca de 4 a 5 minutos. Juntar o feijão-verde, as courgettes, o aipo e o grão e cozer mais 2 a 3 minutos. Por último juntar a couve cortada em juliana e o esparguete partido;

4 – Temperar com sal e pimenta e cozer 10 minutos tapado.

Para o caldo de legumes:

1 – Num tacho ferver em lume brando cerca de 20 minutos todos os legumes, rectificar o tempero e reservar.

 

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Creme de feijão com cogumelos morille e vieiras

cremevieirasfeijao

 

Para 6 a 8 pessoas:

300 g de feijão seco (demolhar)
6 colheres de sopa de azeite
1 ramo de aipo cortado inteiro
2 cenouras cortadas ao meio
1 alho francês cortado ao meio
1 molho de tomilho
1 molho de alecrim
caldo de legumes (suficiente para dar uma consistência de sopa ao puré de feijão)
60 ml de natas
flor de sal q.b.
10 g de cogumelos morille secos
azeite de trufa q.b.
18 a 24 vieiras
2 chalotas picadas
1 colher de sopa de salsa picada
vinho branco q.b.

Preparação:

1 – Demolhar o feijão;

2 – Num tacho grande cubra o feijão com água fria, um pouco de sal e os legumes e ervas aromáticas;

3 – Deixar cozer cerca de 30 minutos;

4 – Depois do feijão estar cozido retiram-se os legumes e escorre-se bem o feijão. Tritura-se o feijão juntamente com o caldo de legumes;

5 – Juntar um pouco de sal e natas e triturar novamente;

6 – No centro do prato colocar três vieiras, cogumelos morille e salsa picada por cima. Juntar o creme de feijão à volta. No final juntar azeite de trufa.

Para o caldo de legumes:

1 – Cortar os legumes (os mesmos que se colocaram a ferver com o feijão);

2 – Pôr um tacho a aquecer com um pouco de azeite;

3 – Refogar os legumes cerca de 4 a 5 minutos;

4 – Juntar água ao refogado e deixar cozinhar;

5 – Escorrer a água do refogado de legumes e juntar aos feijões.

Para os cogumelos morille:

1 – Demolhar os cogumelos em água;

2 – Escorrer os cogumelos, cortá-los às fatias e salteá-los na mesma frigideira das vieiras.

Para as vieiras:

1 – Picar as chalotas;

2 – Numa frigideira bem quente refogar as vieiras rapidamente;

3 – Juntar a chalota picada e os cogumelos morille, temperar com flor de sal e saltear cerca de 1 a 2 minutos. Refrescar com o vinho branco.

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Sopa rica de peixe e marisco

soparicapeixeemarisco

 

Para 4 pessoas:

2 cebolas pequenas picadas
2 cenouras picadas
1 ramo de aipo picado
1 alho francês picado
2 dentes de alho picados
1/2 cabeça de funcho picado
4 a 5 anchovas picadas
100 ml de vinho branco
2 colheres de sopa de coentros picados
2 colheres de sopa de salsa picada
1 lata de tomate triturado
1/2 colher de chá de açafrão
1 rabo de tamboril cortado em pedaços
1 filete de salmonete cortado em pedaços
1 filete de dourada cortado em pedaços
6 camarões
12 mexilhões
2 colheres de sopa de polpa de tomate
1 l de caldo de peixe
400 ml de caldo de marisco
azeite, sal e pimenta q.b.

Preparação:

1 – Refogar num pouco de azeite a cebola e o alho durante cerca de 2 a 3 minutos;

2 – Juntar o alho francês, o aipo, o funcho e a cenoura e refogar durante cerca de 5 a 6 minutos. Juntar as anchovas e o açafrão e mexer bem. Refrescar com metade do vinho branco;

3 – Juntar a polpa de tomate e o tomate triturado e mexer bem durante cerca de 3 minutos. Cobrir com os caldos de peixe e marisco e ferver em durante cerca de 30 minutos;

4 – Passar pelo passe-vite, rectificar os temperos e juntar metade das ervas picadas;

5 – Refogar os dois dentes de alho picado com as duas chalotas picadas num pouco de azeite. Junte os peixes e os mariscos e deixe refogar durante 4 a 5 minutos. Refresque com vinho branco, adicione as restantes ervas e reserve;

6 – Sirva o peixe e o marisco com a sopa e decore com ervas aromáticas.

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Salada de queijo feta

saladaqueijofeta

 

Para 4 pessoas:

200 g de queijo feta cortado aos cubos
1 embalagem de tomates-cereja cortados em quartos
1 frasco de azeitonas pretas descaroçadas
2 colheres de sopa de coentros
4 colheres de sopa de azeite
1 colher de sopa de vinagre balsâmico
pimenta branca moída q.b.

Preparação:

1 – Numa taça misturar todos os ingredientes bem e deixar a marinar cerca de 1 hora;

2 – Servir com pão saloio e tostas.

Vinho recomendado: Vinha da Nora Clarete Rosé 2008

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Salada morna de massa concha com ervilhas, requeijão e hortelã

Para 4 pessoas:

375 g de massa concha
200 g de ervilhas
2 colheres de sopa de hortelã picada
120 g de fiambre
1 colher de chá de raspa de limão
200 g de requeijão
azeite e sal q.b.
parmesão (opcional)

Para o molho:

100 g de maionese
2 colheres de sopa de natas
2 colheres de sopa de sumo de limão
1 dente de alho picado
1 colher de chá de raspa de limão

Preparação:

1 – Coza a massa e arrefeça;

2 – Cozer as ervilhas em água temperada cerca de 1 a 2 minutos. Escorrer e arrefecer;

3 – Fazer o molho misturando bem todos os ingredientes. Rectificar temperos;

4 – Juntar a massa com as ervilhas, com o fiambre e com o molho;

5 – Cobrir com o requeijão em pedaços, a raspa de limão e a hortelã picada;

6 – Pode ralar um pouco de parmesão para colocar por cima.

Vinho recomendado: Quinta de Pancas Branco 2008

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Salada de frango com aipo-nabo e vinagrete de anchovas

saladafrango

 

Para 2 pessoas:

1 peito de frango com 160 g
100 g de aipo-nabo em tiras muito finas
3 unidades de alface cos ou cogolhos bebé
abacate cortado em fatias
10 folhas de manjericão
queijo parmesão q.b.

Para o vinagrete:

6 a 8 anchovas de lata
1 dente de alho
sumo de 1 limão
5 folhas de manjericão
120 ml de azeite
2 colheres de sopa de crème fraîche q.b.

Preparação:

1 – Grelhar o frango cortado às tiras. Juntar numa taça com o aipo-nabo em tiras, o abacate, a alface bebé e as folhas de manjericão;

2 – Para o vinagrete, misturar o alho picado com o sumo de limão, adicionar as anchovas picadas e o manjericão e juntar o azeite mexendo sempre. Adicionar os temperos e o crème fraîche;

3 – Juntar o vinagrete ao frango, misturar bem e dispor num prato. Ralar parmesão por cima a gosto.

 

Vinho recomendado: Casa Santos Lima Rosé 2008

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Filetes de robalinho com salsa de manga

robalinho

 

Para 2 pessoas:

filetes de 2 robalinhos
150 g de arroz japonês
Para a salsa de manga:
1/2 cebola roxa picada
75 ml de azeite de baixa acidez
sumo de 1 lima
1/2 manga cortada aos cubos
1 tomate sem pele e sementes cortado aos cubos
1/2 abacate cortado aos cubos
3 colheres de sopa de coentros picados

Preparação:

1 – Misturar numa taça todos os ingredientes para a salsa, com excepção dos coentros; opcionalmente pode juntar um pouco de chilli fresco. Levar ao frio durante cerca de 2 horas;

2 – Cozer o arroz cerca de 10 minutos;

3 – Fritar o peixe, deitado no lado da pele, cerca de 3 minutos até que esta fique estaladiça. Corar cerca de 1 minuto do outro lado;

4 – Servir sobre arroz e dispor a salsa com os coentros à volta do prato.

 

Vinho recomendado: Quinta da Romeira Arinto Chardonnay Branco 2007

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Lombo de bacalhau assado com acompanhamentos (puré de abóbora, pimentos assados, brócolos salteados com espinafres e batatinhas assadas)

bacalhau

 

Para 2 pessoas:

2 lombos de bacalhau pré-demolhado limpo
2 cabeças de brócolos
1 embalagem de espinafres bebé
1 cabeça de alho
1 embalagem de louro
1 molho de alecrim
1 molho de tomilho
1 garrafa de azeite
1 colher de sopa de manteiga
1 kg de abóbora
1 kg de pimentos vermelhos
1 embalagem de batatinha Primor
sal e pimenta q.b.

Para o puré de abóbora:

1 – Retirar a casca da abóbora e cortar em cubos;

2 – Fritar a abóbora em azeite durante 5 a 6 minutos, com um raminho de alecrim;

3 – Juntar um pouco de água e deixar cozer. Retirar o alecrim;

4 – Esmagar a abóbora e juntar uma colher de sopa de manteiga. Mexer bem e por fim deitar pimenta. Reservar.

Para os bróculos salteados com espinafres:

1 – Preparar os bróculos, cortando-os aos raminhos;

2 – Fritar os bróculos em azeite , juntar os espinafres, sal, e regar com o azeite retirado dos pimentos.

Para o bacalhau, os pimentos e as batatinhas assadas:

1 – Preparar os pimentos, cortando-os em juliana;

2 – Refogar os pimentos em azeite abundante cerca de 5 a 6 minutos;

3 – Juntar o alecrim, o alho e o sal e cobrir os pimentos com azeite;

4 – Deixar refogar durante 20 minutos. Escorrer o azeite, retirar as ervas e o alho e colocar os pimentos numa taça;

5 – Juntar numa travessa as batatinhas e regá-las com azeite. Esmagar o alho com casca e colocar na travessa com um pouco de louro, alecrim, tomilho e sal;

6 – Colocar os lombos de bacalhau na mesma travessa;

7 – Regar tudo com azeite e levar ao forno durante cerca de 15 a 20 minutos;

8 – Servir o bacalhau com os acompanhamentos quentes.

 

Vinho recomendado: Morgado de Santa Catherina Branco 2008

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Salmão corado com molho de soja

salmao

 

Para 2 pessoas:

2 filetes de salmão
1 embalagem de espinafres
4 colheres de sopa de molho de soja
1 dente de alho picado
1 chilli picado
2 colheres de chá de gengibre picado
sumo de 1 lima
1 colher de chá de açúcar
1 molho de coentros
sementes de sésamo
óleo vegetal q.b.
óleo de sésamo q.b.
sal q.b.

Preparação:

1 – Numa taça juntar o alho, o chilli e o gengibre picados, o sumo de lima, o molho de soja, o açúcar e por fim um pouco de óleo de sésamo. Reservar;

2 – Numa frigideira com óleo vegetal e um pouco de óleo de sésamo, saltear os espinafres. Reservar;

3 – Na mesma frigideira, adicionando mais um pouco de óleo vegetal, fritar dos dois lados os filetes de salmão com sal;

4 – Mesmo antes de servir, picar os coentros, e juntar ao preparado do molho;

5 – Servir o salmão com os espinafres e cobrir com o molho e sementes de sésamo.

 

Vinho recomendado: Prova Régia Arinto 2008

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Caril de coxa de frango

carilfrango

 

Para 4 pessoas:

600 a 800 g de coxa de frango com osso
óleo vegetal q.b.
1 colher de sopa de pó de caril
1 colher de sopa de gengibre ralado
1 colher de sopa de talos de coentros picados
2 colheres de sopa de folha de coentros picados
1 pedaço de abóbora cortada aos cubos
3 dentes de alho picados
1 batata cortada aos cubos
2 cebolas picadas
1 lata de leite de coco
arroz basmati

Preparação:

1 – Refogar em óleo vegetal a cebola, o alho, o gengibre e os talos de coentros cerca de 4 a 5 minutos;

2 – Adicionar o pó de caril e refogar mais 2 a 3 minutos;

3 – Fritar em azeite as coxas de frango. Juntar sal e pimenta e colocar no tacho do molho de caril. Cobrir com água e juntar a batata;

4 – Ferver cerca de 40 minutos. Retirar as coxas e triturar o molho com uma varinha mágica;

5 – Adicionar leite de coco e abóbora e colocar de novo as coxas no molho. Ferver 5 a 6 minutos;

6 – Cozer o arroz basmati cerca de 10 minutos;

7 – Escorrer o arroz e servir com o caril. Juntar os coentros antes de servir.

 

 

Vinho recomendado: Quinta de Pancas Cabernet Sauvignon Tinto 2005

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Peito de pato

peito pato


Para 2 pessoas:

2 peitos de pato com 200 g cada
100 g de espargos bebé
1 colher de chá de five spice (lojas asiáticas)
1 chilli cortado em juliana
sal q.b.
1 laranja cortada aos gomos
25 ml de óleo de amendoim
100 g de ervilha torta
1 colher de sopa de mel
100 g de rebentos de soja
manjericão e coentros q.b.
molho de soja q.b.

Preparação:

1 – Fazer cortes no peito de pato e temperar com as five spice. Colocar num wok e cozinhar cerca de 5 a 6 minutos;

2 – Cortar os espargos ao meio;

3 – Abrir um chilli, retirar as sementes e juntá-lo aos espargos;

4 – Quando o peito estiver pronto temperar com sal;

5 – Cortar a laranja em pequenos gomos;

6 – Deitar óleo de amendoim no wok e juntar os espargos;

7 – Adicionar o chilli e o sal e saltear um pouco;

8 – Cortar o peito de pato às fatias e juntar ao salteado. Adicionar também as ervilhas tortas, a laranja e o mel;

9 – Adicionar molho de soja e por fim as ervas e os rebentos de soja;

10 – Retirar directamente do wok para uma taça.

 

Vinho recomendado: Casa Santos Lima Touriga Nacional Tinto 2006

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Bife de vitela grelhado com balsâmico e alecrim

bife vitela

 


Para 4 pessoas:

 

2 colheres de sopa de azeite

2 colheres de vinagre balsâmico

1 colher de folhas de alecrim frescas

salsa picada q.b.

4 bifes de vitela de 125 g

4 tomates xuxa médios (300 g), em metades

4 cogumelos Portobello

Preparação:

 

Cortar os tomates ao meio deixando o pé intacto, para que não se desfaçam.Tirar a “pele” dos cogumelos. Deitar o alecrim e o azeite sobre os bifes e reservar. Começar por grelhar os cogumelos. De seguida, grelhar os bifes colocando inicialmente sobre a grelha a face com as folhas de alecrim. Depois de grelhados temperar com sal. No final grelhar os tomates por pouco tempo. Numa taça misturar o azeite com o vinagre balsâmico e juntar os bifes com os cogumelos e o tomate. Salpicar com salsa picada. Servir de imediato.

 

Vinho recomendado: Quinta de Pancas Tinto 2006

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Aros de maçã com mascarpone, sultanas e mel

arosmaca

 

3 maçãs
3 colheres de sopa de sultanas
200 g de queijo mascarpone
2 colheres de sopa de mel
canela q.b.
óleo q.b.

Para o polme:

2 ovos
100 g de açúcar
400 ml de leite
200 g de farinha
1 colher de sopa de fermento
100 g de farinha de milho
1 pitada de açafrão das índias

Preparação:

1 – Descascam-se as maçãs e retira-se o caroço;

2 – Cortam-se em rodelas;

3 – Passam-se pelo polme e levam-se a fritar em óleo;

4 – Deixam-se ficar douradas,

5 – Retiram-se e escorrem-se bem;

6 – Povilham-se com canela;

7 – Servem-se ainda quentes, com o mascarpone.

Para o polme:

1 – Misturam-se os ovos e o açúcar;

2 – Acrescenta-se o leite, as farinhas, o fermento e o açafrão;

3 – Mistura-se bem.

Para o mascarpone:

1 – Numa tigela mexe-se o queijo;

2 – Junta-se o mel e as sultanas;

3 – Mistura-se bem.

 

Vinho recomendado: Quinta da Romeira Colheita Tardia Branco 2006

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Tiramisu “fácil”

tiramisu

 

Para 4 pessoas:

1 embalagem de palitos de champagne
1 embalagem de 200 g de queijo mascarpone
50 g de chocolate negro
café instântaneo q.b.
400 ml de natas frescas
4 a 5 colheres de sopa de açúcar
1 colher de chá de extracto de baunilha
2 colheres de sopa de Tia Maria

Preparação:

1 – Preparar cerca de 500 ml de café com uma colher de sopa de açúcar. De seguida juntam-se as colheres de Tia Maria e espera-se que fique morno;

2 – Bater as natas com o restante açúcar, até um pouco antes do ponto de castelo, e incorporar de seguida o queijo mascarpone até engrossar (juntar, opcionalmente, o extracto de baunilha);

3 – Molhar os palitos de champagne no café;

4 – Dispor nas taças sucessivas camadas de palitos e de creme, começando com os palitos e acabando com o creme;

5 – Raspar o chocolate por cima e refrigerar antes de servir.

 

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Sopa de frutos com sorvete de morango

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1 manga
500 g de morangos
2 bananas
2 maçãs
2 maracujás
200 g de framboesas
hortelã q.b.
sorvete de morango

Para a calda:

150 g de açúcar
500 ml de água
4 estrelas de anis
1 vagem de baunilha
1 ramo de hortelã

Preparação:

1 – Cortar em pedaços os morangos, as bananas, as maçãs e a manga, misturando a fruta;

2 – Preparar uma calda, pondo a ferver a água com o açúcar;

3 – Abrir a vagem de baunilha ao meio;

4 – Adicionar a baunilha e as estrelas de anis à calda, deixando ferver cerca de 4 a 5 minutos;

5 – Retirar do lume;

6 – Juntar um pé de hortelã e deixar repousar;

7 – Estando a calda fria junta-se às frutas, retirando a baunilha, o anis e a hortelã;

8 – Deitam-se duas conchas da sopa no prato de servir;

9 – Dispõem-se por cima umas framboesas, hortelã em juliana e um pouco de polpa de maracujá;

10 – Para finalizar coloca-se uma bola de sorvete.

LRS-bucelas

 

 

Bucelas,

em 1522 pertencia ao 3º Bairro de Lisboa. Por dec. Lei de 11/09/1852 passou a fazer parte do Concelho dos Olivais, tendo sido mais tarde integrada no Concelho de Loures em 27/07/1886.

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Em Dezembro de 1927 esta povoação foi elevada à categoria de Vila. A Freguesia engloba as povoações da Bemposta, Chamboeira, Freixial, Serra de Alrota, Vila Nova, Vila de Rei, Casal Novo da Portela e Bucelas.

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É uma freguesia com cerca de 32,2km2 e tem actualmente cerca de 5.800 habitantes tornando-se assim a menos densa do Concelho.

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Confina a norte com os Concelhos de Mafra e Arruda dos Vinhos e a nascente com o Concelho de Vila Franca de Xira.

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Possui colectividades muito antigas como a dos Bombeiros Voluntários de Bucelas, inaugurada a 26 de Julho de 1891, e a Banda Recreativa de Bucelas, inaugurada a 21 de Junho de 1863, entre outras. Tem como festas anuais: Anjo Custódio da Nação no 3º Domingo de julho, esta festividade realiza-se desde 1566; Festa do vinho e das vindimas no 2º Domingo de Outubro; Festa da Nª Sª da Salvação, no dia 15 de Agosto; Festa da Nª Sª da Paz no Domingo mais próximo do dia 26 de Janeiro.

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É uma Freguesia que continua a manter características rurais e tem na actividade vinícola fortes tradições pelos excelentes vinhos brancos que produz. Região demarcada a partir do dec. Lei de 03 de Março de 1911.

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A fama do vinho branco é muito antiga e pensa-se que a cultura da vinha foi introduzida pelos romanos, que lhe deram forte desenvolvimento.

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Numa crónica sobre a descoberta do caminho marítimo para a Índia, foi dado a conhecer este vinho por marinheiros da nau de S. Gabriel que ao chegarem a Portugal comemoraram com bons petiscos e vinho branco produzidos a partir de cepas de Arinto de Bucelas. Mais tarde, o Marquês de Pombal interessou-se pela mesma e com a finalidade de a valorizar, importou algumas castas de Reno; outros autores no entanto afirmam que as cepas do Reno são originárias de Bucelas, sendo transportadas pelos cruzados alemães no regresso à Terra Santa.

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É durante as invasões francesas que o vinho de Bucelas passa a Ter fama internacional, conta-se que o rei George III, na altura Príncipe Regente, sofria de uma doença e para se tratar utilizou o vinho de Bucelas oferecido por Wellington no seu regresso das campanhas de Portugal. Torna-se com isso o vinho de Bucelas, um hábito da Coroa de Inglaterra. Actualmente é conhecido em todo o mundo, alcançando várias medalhas de ouro e prata em concursos Internacionais.

A região produtiva do vinho de Bucelas abrange as localidades: Bucelas, Charneca, Vila de Rei, Bemposta, Santo Aleixo, Vila Nova, Chamboeira e Freixial.

A maior densidade de vinha encontra-se nos vales e os terrenos são argilo-calcáreos, devido ao seu microclima específico, sendo bastante frio no Inverno com um teor de humidade muito elevado, temperado no Verão e protegido pelos ventos confere aos seus vinhos qualidades únicas. As castas utilizadas na produção deste vinho são: “Arinto”, “Esgana Cão”, “Rabo de Ovelha” e “Broal”.

Este vinho é delicadamente perfumado, de um teor alcoólico de 11% é fresco, leve e ligeiramente ácido, ao envelhecer adquire um perfume acentuado. A casa de vinhos Camilo Alves foi inaugurada em 1882. A qualidade do vinho de Bucelas é controlada pelo instituto do vinho e da vinha, apresentando todas as garrafas um selo de garantia.

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Pessoalmente tenho a sorte de viver a menos de dez minutos da Quinta da Romeira.

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É um passeio bucólico e extremamente agradável, bem como a simpatia com que sou recebido sempre que me desloco à Wine Shop local para adquirir algumas garrafas, numa loja primorosamente arranjada, arrumada e organizada.

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Quem viva na zona da Grande Lisboa e num raio de 100km, é uma casa de portas abertas onde se respira a história do vinho de Bucelas, eternizado por William Shakespeare.

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Quinta da Romeira
Tradição com modernidade em Bucelas

Escondida entre vinhedos que descem as colinas do vale

de Bucelas, A Quinta da Romeira fica situada às portas

de Lisboa.

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É um património riquíssimo pleno de história

que produz um dos melhores brancos do mundo!

É uma arte ancestral a Quinta da Romeira. O Duque de

Wellington rendeu-se ao seu sabor fresco e elegante,

assaz frequentando representado no solar setecentista

da família e bebendo o vinho que ali se produzia.

O Duque (estratega da resistência lusa durante as

invasões francesas) gostava tanto “deste” néctar que o

ofereceu à casa real britânica, “Sua Majestade” o Rei

George III.

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É um digníssimo representante da Região de Lisboa que

sabe elevar bem o seu estatuto, conquistando prémios

onde modernidade e tradição se aliam na perfeição!

Apreciar este néctar é despertar os nossos sentidos e

convém provar atentamente, desafiando a nossa

destreza e perespicácia.

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Somos surpreendidos logo à entrada pelo conjunto de

edifícios cor-de-rosa, que ao que constam pertenceram

ao Marquês de Pombal e descendentes. Esta tonalidade

contrasta com as verdes latadas de videiras, onde se

sente os aromas vivos e coloridos.

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“Ao fundo de uma estrada em calçada portuguesa

encontramos a jóia que coroa esta propriedade cheia de

história: o belo solar de Santa Catherina, restaurado em

1988, mas com origens que remontam ao século XVIII.

Neste edifício sobressaem também as duas janelas

manuelinas (uma na frente da casa e a outra nas

traseiras) sob o arco que dá acesso a uma pitoresca

alameda rodeada de árvores que pintam o cenário com

cores outonais durante a época do cair da folha.

16

 

Por aqui se chega a um terreiro utilizado actualmente

para receber festas e casamentos e, não muito longe,

existe também uma elegante capela de 1914.

Uma espreitadela para o interior do solar revela a

decoração clássica do espaço e já lá dentro os nossos

olhos voltam a espantar-se com a riqueza do mobiliário e

dos inúmeros objectos antigos que nos transportam

para o ambiente de uma casa inglesa.

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De volta à rua, despedimo-nos do pátio principal com um

olhar de 360º por todo o cenário envolvente, onde

sobressaem pequenos detalhes repletos de alma e de

passado, como uma fonte em pedra, já seca pelo tempo,

um sino escondido que em tempos anunciava as visitas,

ou uma antiga carroça, utilizada para transportar as uvas

durante as vindimas. “

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Ainda que a produção de vinho nas terras
da Quinta da Romeira tenha séculos
de existência, a história recente desta propriedade
começa em 1987 com um projecto
vínico que se viria a revelar decisivo
para a recuperação do prestígio do vinho
de Bucelas.

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A plantação de 80 ha de vinhas
e a construção de uma nova adega
equipada com a mais moderna tecnologia,
tornou possível produzir um Bucelas
nas melhores condições. O sucesso do
Prova Régia, a primeira marca lançada no
mercado (1992), evidencia bem a elevada
qualidade da casta Arinto e dos vinhos de
Bucelas.

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Este vinho é considerado pelos
especialistas como um dos melhores vinhos
brancos portugueses.

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Mais tarde surge
um outro vinho de excelente qualidade:
o Morgado de Sta. Catherina, também exclusivamente
da casta Arinto, fermentado
em madeira e produzido em quantidade limitada.
A Quinta da Romeira, hoje inserida no
âmbito do projecto empresarial Companhia
das Quintas, impôs um outro dinamismo
a este produtor.

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Deste modo, temos o
Quinta da Romeira feito com a casta Arinto
e Chardonnay; Prova Régia que só tem
uvas Arinto na sua composição; Prova Régia
Reserva – Arinto e Chardonnay, sendo
este último fermentado em barricas de carvalho,
onde estagiou nove meses; Morgado
de Sta. Catherina Reserva – elaborado
exclusivamente com a casta Arinto; Quinta
da Romeira Espumante Bruto – feito pelo
método clássico com uvas da casta Arinto.
Interessante o Quinta da Romeira Colheita
Tardia, elaborado a partir de uvas que foram
colhidas a 11 de Novembro já atacadas
com o fungo da chamada podridão
nobre. O enólogo responsável pelos vinhos
da Quinta da Romeira é João Corrêa.

FONTES: JF Bucelas, Quinta da Romeira e Lifecooler

 

 

 

ARQUELOLOGIA NA QUINTA DA ROMEIRA

 

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“A Quinta da Romeira de Baixo, como é conhecida

atualmente, já pertenceu em outras épocas, aos

marqueses de Arronches e posteriormente aos Duques

de Lafões, fato esse que a torna um bem valoroso a ser

preservado. Atualmente, suas instalações encontram-se

em avançado estado de degradação, mas o seu atual

proprietário, no intuito de transformá-la em espaço de

interesse social, solicitou, ao Departamento do

Patrimônio Cultural – área de Investigação, um parecer

sobre a infra estrutura, procedimento necessário ao

início de toda a reforma em território Português. Dando

início a um processo de classificação das edificações e

sua importância histórica.

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No contexto acima descrito, foi encontrado, entre os

principais edifícios, uma pequena estrutura que assenta

sobre um podium, cujos alçados apresentam um estado

elevado de erosão e ruína, evidenciando um edifício

renascentista. Foi com a intenção de classificar o

monumento que iniciou-se os trabalhos de investigação

arqueológica.

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A Quinta da Romeira de Baixo está localizada num vale

próximo a Ribeira das Romeiras, afluente do rio Trancão

(afluente do Tejo) e hoje corresponde a uma área

agrícola de aproximadamente 81hec. Sendo cortada por

uma rodovia federal a EN116, que estabelece uma

ligação entre Bucelas e Alverca cidades periféricas a

Lisboa.”

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COLUMBARIUM ROMANO

 

“Quanto ao uso da edificação, pressupõe-se que tratar-se

de um columbarium , associado a uma villa, e  seria

destinado a conter as cinzas do proprietário e seus

familiares, as quais seriam , conforme os ritos fúnebres

dos romanos não obstante variarem ao longo dos

séculos, aqueles seriam colocados em urnas ou vasos

nos nichos existentes no interior da edificação.

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Testemunhos arqueológicos permitem afirmar que o rito

de incineração e de inumação pudessem coexitir, pois

houve períodos que um predominou sobre o outro, mas

os costumes de incinerar os corpos incidiu com maior

representatividade nos sec. I e II D.C. A partir do sec. III

D.C a enumação começa a se impor, devido à crescente

adesão ao cristianismo. Portanto, podemos concluir que

o columbarium pertence ao sec. IID.C, teoria que

pretendemos.”

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REDESCOBRINDO A HISTÓRIA

“As conquistas romanas, na península ibérica, obtiveram

expressão efetiva no atual território português na época

da Grande Companhia Militar conduzida por Décimo Juno

Bruto em 138 A.C. Seu quartel general, no vale do Tejo,

foi utilizado como porto de apoio às expedições

militares. Sendo o rio Tejo via natural de ligação com o

oceano, foi este fato, importante no estabelecimento de

populações organizadas em aglomerados urbanos

secundários.

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Os dados literários até hoje analisados são insuficientes

para definirmos um quadro de distribuição das

populações, por essa razão os achados arqueológicos

tem o papel fundamental de esclarecer e compor parte

da história. A área atual de Loures foi alvo de passagem

terrestre construída pelos romanos, e, juntamente com

essas estradas, os povoados foram se formando, dando

origem também às estradas secundárias como via de

ligação desses povoados;

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As prospecções arqueológicas, ainda não identificaram

lugares correspondentes a esses povoamentos mas,

estudos arqueológicos anteriores, indicam que os

mausoléus sempre estavam associados a uma unidade

habitacional pertencente a uma villa. O próprio local nos

leva a acreditar que houve uma implantação deste

gênero devido à sua localização caracterizada por boa

exposição solar, declive suave, recursos hidrícos e a

proximidade do caminho romano.

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Nesse contexto, podemos dizer que a Quinta da Romeira

de Baixo, está localizada numa dessas estradas

secundárias, que reforçam a teoria do monumento

pertencer à época romana. Nessa época, Felicitas lulia

Olisipo (Lisboa) era um dos centros urbanos mais

expressivos da Lusitânia, e a atual freguesia de Bucelas

(local onde está situada a Quinta), estava integrada no

território de Olisipo, caracterizado como um povoamento

rural nas cercanias da cidade.”

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FONTES:
Estêvão, Florbela, “Notícia sobre a Estrutura

Arquittetônica da Quinta da Romira de Baixo (Bucelas)

Mausoléu Familiar associado ao Ritual de Incineração”,

Catálogo da Exposição ARQUEOLOGIA como

Documento, Câmara Municipal de Loures, Museu

Municipal de Loures, pp. 45-51.

Oliveira, Ana Cristina, “A Villa Romana das Almoinhas

(Loures) O contexto da Presença Romana no Concelho

de Loures”, Catálogo da Exposição Da vida e da Morte

Os romanos em Loures, Câmara Municipal de Loures,

Museu Municipal de Loures, pp. 29-41.

Arquiteta Rosemary Martins, formada pela Faculdade de

Arquitetura e Urbanismo da Universidade Nove de Julho,

em 2000. Experiência em arquitetura corporativa, em

arquitetura retrospectiva em Loures, Portugal e,

atualmente, no Brasil, voltou a atuar como autônoma em

arquitetura corporativa.

 

 

QUINTA DE PANCAS

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A Quinta de Pancas, fica situada no “Alto Concelho de Alenquer”, 45Km a Noroeste de Lisboa,

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junto à aldeia do mesmo nome e é atravessado a Norte pela Ribeira de Pancas, perto de confluência desta com o Rio Alenquer.

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É uma das mais antigas deste concelho de tão ricas e antigas tradições no qual,

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um recenseamento recente, registou a existência de 160 quintas com brasão ou com capela, número sem dúvida impressionante e com significado particular.

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É que, a existência destas quintas andou sempre a par e passo com a produção de vinho,

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não sendo pois de estranhar que Alenquer continua a ser o 2º maior concelho produtor do país.

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Aspecto digno de realce nesta região privilegiada para produção de uva, é o da variedade de solos, de relevo e de clima,

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estendendo-se da Lezíria à Montanha e dando origem a diferentes tipos de vinho, com óptima maturação, bastante equilibrados e de elevada qualidade.

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Desde finais do Séc. XV pertenceu esta Quinta à família dos actuais proprietários aí residindo nessa época,

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Domingos Fernandes, irmão do instituidor do Morgado de Pancas, D. Pedro Fernandes, Bispo de Bona.

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A casa foi sujeita a sucessivas adaptações de acordo com a época, o gosto e as necessidades de cada geração.

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Apresenta ainda dos tempos mais recuados uma “alpendrada romântica” dando sobre o pátio de entrada e, do séc. XVI, azulejos mozárabes verde e branco e tectos do mesmo estilo, em caixão de madeira.

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“A família ” e a “Quinta” estiveram sempre integradas nessa cultura e tradição que em Alenquer é anterior a ocupação Romana e que , até aos nossos dias, constitui de forma permanente, a principal ocupação e riqueza dos seus habitantes.

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FONTE: Quinta da Romeira

ESTA SEMANA: Alentejo

PRÓXIMA SEMANA: Terras do Sado

Côr

REGIÃO

PRODUTOR / CASA

MARCA

PREÇO (€)

ONDE COMPRAR (1)

Vinhos Tintos

Alentejo

Herdade do Menir

Couteiro Mor 2008

2.45

PDFN, MC

Couteiro Mor Colheita Seleccionada 2006

3.49

PDFN

Couteiro Mor Reserva 2006

8.95

PDFN, IM, GN

Herdade da Mingorra

Terras dUva 2007

2.98

PDFN, MC, JA, IM

Alfaraz 2007

6.95

GN

Vale Barqueiros

Vale Barqueiros 2007

3.47

JA

Vale Barqueiros Reserva 2006

6.00

JA

Herdade das Servas

Monte das Servas 2007

5.00

JA, MC

Adega Cooperativa da Vidigueira

Navegantes 2008

1.12

JA, MC

Vila dos Gamas 2008

1.99

JA, MC

Vila dos Gamas Trincadeira 2007

5.00

JA

Produtores – Sociedade Agricola do Monte Barrão.
Herdade das Antas

Terras d’Alter 2007

4.00

JA, MC, PDFN

Vinhos Brancos

Alentejo

Herdade do Menir

Couteiro Mor 2008

1.75

PDFN, MC

Couteiro Mor Escolha Antão Vaz 2008

3.50

PDFN, GN

Herdade da Mingorra

Terras dUva 2008

2.38

PDFN, MC, JA, IM

Alfaraz 2008

5.00

GN

Vale Barqueiros

Vale Barqueiros 2008

3.47

JA

Herdade das Servas

Monte das Servas 2008

3.99

JA, MC

Adega Cooperativa da Vidigueira

Navegantes 2008

1.00

JA, MC

Vila dos Gamas 2008

1.50

JA, MC

Vila dos Gamas Antão Vaz 2008

2.00

JA, MC

Produtores – Sociedade Agricola do Monte Barrão.
Herdade das Antas

Terras d’Alter 2008

4.00

JA, MC, PDFN

(1)    PDFN – Pingo Doce/Feira Nova;  MC – Modelo/Continente; JA – Jumbo/Auchan;  IM – Intermarchè;  GN – Garrafeira Nacional

brazão da cidade

História e cronologia

Existem vestígios da presença humana que remontam à

pré-história.

18521904

Da Idade dos Metais há também

testemunhos. A presença romana fez-se notar nestas

paragens, «por aqui passava a via militar romana,

partindo de Lisboa para Mérida, capital da Lusitânia»,

datando-se do séc. I a ocupação de terrenos.

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Almeirim é uma região que encontra as suas origens nos

remotos grupos humanos que aqui se vieram fixar após

as alterações das últimas glaciações.

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Encontram-se materiais do Paleolítico Médio, lascas

Levados, passando-se de seguida para o Mesolítico. O

Neolítico, o Calcolítico e o Período do Bronze também se

encontram representados.

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O Período do Ferro marcou bastante esta região como

provam as estações Arqueológicas Locais.

As Legiões Romanas de Décimo Junius Brutus estiveram

neste local, subindo o Tejo e desembarcando perto de

Santarém onde deixaram importantes marcas.

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A ocupação das terras aráveis terá começado por volta

do Séc. I a.C. Há por todo o concelho vestígios da

presença, representado por ESTAÇÕES Arqueológicas.

Desenvolveram aqui a agricultura e a criação de gado:

trigo e oliveira. Almeirim nasceu à beira do Tejo.

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Mas vamos localizar Almeirim um pouco mais adiante na

História, em pleno século XVI, onde os acontecimentos

são mais abundantes e o registo dos cronistas nos

aparece com mais precisão.

Com as suas magníficas coutadas de caça, que se

estendiam por uma grande extensão, a vizinhança de

Santarém, as proximidades do Tejo e ainda de Lisboa,

com fácil acesso, por via fluvial, Almeirim tornou-se,

desde logo, no lugar preferido dos reis da II dinastia e a

estância de Inverno frequentada por numerosos

membros da Corte, de tal maneira que foi considerada a

“Sintra de Inverno”, no século XVI, como se menciona e

se dizia que “em Almeirim se estava em pilha como

sardinha”.

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Almeirim era pois, o ponto ideal para repouso, tal como

disse Júlio Castilho na sua “obra “Lisboa Antiga”: “À

fresca Almeirim afluía todo o que tinha moradia e

assentamento e todo o que desejava ter: o cavaleiro

ocioso recém-chegado da Índia, o taful que buscava

mulher nos estrados do Paço, todos os estalajadeiros,

“mariposas do palácio”, namorados dos encantos de

Portugal”.

biblioteca 2007

Em Almeirim as intrigas palacianas, os amores forjados à

sombra dos frondosos jardins do Paço Real, eram

misturados com a resolução dos mais altos negócios do

Reino, tanto se dizia que “punha Cupido a sua aula e

tinha El-Rei o seu despacho”.

D. João I, entre 1411 e 1423, fez construir o Paço

acastelado e as primeiras habitações que vieram

contribuir para a criação da vila, depois do rei ter

mandado proceder a trabalhos de terraplanagem,

colmatagens e drenagens em terrenos paludados na

zona da construção.

EstradaligaçãoIC10àEM1390almeirim
Este Paço Real foi aumentado e melhorado com novas

instalações por D. Manuel I que esteve em Almeirim por

diversas vezes: todo o ano de 1510, parte de 1513, o

Natal de 1514 e todo o período que decorreu entre

Outubro de 1515 e Maio de 1516, tendo D. João III

seguido o seu exemplo, manifestando a sua predilecção

por Almeirim, aliás demonstrado este interesse por toda

a dinastia de Avis.

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D. Manuel I mandou construir uma residência real perto

da Ribeira de Muge, Muja ou Mugem, passando a

chamar-se, inicialmente Paço da Ribeira de Muge e

depois a ser conhecido por Paço dos Negros e ainda, um

Convento em honra de Nossa Senhora da Serra.

Foi o Paço Real em Almeirim palco de uma das mais

problemáticas Cortes da nossa história.

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Em 1578, D. Sebastião que visitava Almeirim com

frequência, foi levado pelo gosto da aventura e com o

ímpeto dos seus verdes anos a oferecer os seus

préstimos para a reconquista de Arzila, que os

portugueses tinham abandonado em 1550.

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Não resistindo à superioridade das forças marroquinas, o

exército chefiado pelo jovem rei foi derrotado, deixando

D. Sebastião a sua vida em Alcácer-Quibir provocando

uma situação difícil para o reino.

Sem sucessor são abertas as Cortes de Almeirim pelo

Cardeal D. Henrique em 11 de Janeiro de 1580 para

decidir o problema da sucessão.

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Nestas Cortes Febo Moniz, como procurador do Povo de

Lisboa, dirige-se com voz enérgica ao decrépito Cardeal:

“Entregue Vossa Alteza o Reino a um príncipe português

e todos lhe beijarão a mão”.

Sem anda ser resolvido, as Cortes são dissolvidas e o

Reino passa a ser governado por Filipe II de Castela,

dando-se início à Dinastia Filipina que iria durar Até 1 de

Dezembro de 1640.

ponte da raposa 1

Durante o tempo em que Almeirim foi procurada como

estância de veraneio, muitas pessoas passearam-se

pelas ruas do burgo e povoaram o Paço Real: Gil Vicente,

o pai do teatro português, representou, nos Paços da

Vila, às Cortes de D. João III, algumas das suas farsas,

comédias e autos, como por exemplo, o “Auto da Fé” em

1510; a “Barca da Glória” em 1519; a tragicomédia “Dom

Dardos” no casamento da Infanta D. Isabel com Carlos V,

em 1525 e em 1526 apresenta a farsa “O Juiz da Beira”, a

tragicomédia “Templo de Apolo”, o “Breve Sumário da

História de Deus” e o “Diálogo sobre a Ressurreição”.

Foi ainda no Paço Real que Garcia de Resende começou

a imprimir o seu Cancioneiro Geral.

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“Sintra de Inverno”, tal com era conhecida pela Corte,

Almeirim foi cenário de festas pomposas e casamentos

entre Príncipes, Donzelas e Infantes, mas de todo esse

passado que animou o Paço Real, nada existe hoje que

nos fale do fausto dessa época.

O Pórtico do Palácio que começava a ameaçar ruína foi

mandado demolir por D. João, Regente em nome de D.

Maria I em 1792, facto que só se verificou no século XIX,

em 1890.

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Actualmente, com algum significado histórico, existe a

Igreja Paroquial de S. João Baptista, templo que passou

por diversas fases de remodelação.

Possui uma só nave, dispõe de uma pia de água benta

quinhentista e da imagem do padroeiro da freguesia em

madeira do século XVII, pintada e estofada à moda da

época, além de outras imagens que se encontram em

diversos altares e nichos.

vinhas

Começou por uma capela mandada construir por D.

Manuel I em 1500, a Mestre Henrique, médico da Corte e

da Infanta D. Isabel.

No tecto pode-se ver uma composição de Mestre Carlos

Reis, representando o drago da freguesia.

De registar também, como elementos de interesse para a

história de Almeirim é a existência de um edifício que foi

adaptado a escolas primárias no início do século XX,

agora desactivadas, e que foi um hospital e Capela

mandada construir por D. João III em 1527 em honra de

Nª Senhora da Conceição, sede da Ordem Terceira de S.

Francisco e da Capela do Divino Espírito Santo.

É possível encontrar na parte antiga da povoação entre

S. Roque e as Ribeiras alguns Passos do Calvário e

edifícios revestidos a azulejos.

Com importância encontram-se os Palácios da Quinta da

Alorna que foi residência de D. Leonor de Almeida

Portugal Lorena e Lencastre, a escritora Alcipe, 4ª

Marquesa da Alorna.

Palácio do Casal Branco, famoso por ter sido palco de

divertimentos tauromáquicos do Rei D. Miguel e a Quinta

de Santa Marta, na freguesia de Benfica do Ribatejo que

foi residência do Conde de Atalaia.

Mas outros factos históricos se prendem a Almeirim:

Por aqui passava a notável via militar romana que,

partindo de Lisboa para Mérida, capital da Lusitânia. Esta

seta ficaria integrada no Brasão da Vila de Almeirim,

assinalando este facto.

A partir de então passou a realizar-se a procissão em

honra do Mártir S. Sebastião e que, durante muitos anos,

deu grande brilho a Almeirim.

Entre outras pessoas notáveis, nasceram em Almeirim:

- D. Afonso, Infante de Portugal, filho de D. João II
- Frei António das Chagas, autor do Teatro Jurídico
- D. Gonçalo da Silveira, jesuíta martirizado em 1561
- D. Fernando, filho de D. Duarte
- D. Duarte, filho do Infante D. Duarte e D. Isabel, filhos

de D. ManuelI
- Supõe-se que o Cardeal D. Henrique teria nascido em

Almeirim

Cronologia

Século XVI – Século XVII – Século XVIII – Século XIX -

Século XX

Século XV
1411     Início da fundação dos Paços Reais de

Almeirim.

1423     Primeiros documentos da Chancelaria de D.

João I datados de Almeirim.

1424     Colocação dos marcos de assentamento do

Paço Real e divisão dos terrenos da Vala de Almeirim.

D.João I manda edificar, provavelmente nesta data, a

Capela Real, orago de Stª Maria.
O Infante D. Henrique esteve com a corte em Almeirim

nos dias 16, 18 e 21 de Janeiro.
Cartas de D. João I, nos Paços de Almeirim, por Martim

Vasques.

1428     Em 7 de Maio, presença do Infante D. Henrique

em Almeirim.Carta do Infante, feita por João Afonso.

1430     Em 11 de Junho o Navegador estava Almeirim,

onde já poderia estar em 24 de Março ou 6 de Abril.

Carta de D. João I, por Gill Pirez.

1431     Regista-se a presença do Infante D. Henrique.

Carta do Infante, feita em Almeirim por Joham Afonso.

1432     D. João I atribui os dízimos de Almeirim ao

Capelão-Mor da Capela Real.
Em 27 e 29 de Janeiro e talvez em 10 de Fevereiro, o

Infante D. Henrique continuava em Almeirim.

1433     Nasce a 17 de Novembro, nos Paços, o infante

D. Fernando, filho de D. Duarte e de D. Leonor.
Deslocação do Infante D. Henrique para Almeirim em 11

ou 12 de Dezembro.

1434     Em Janeiro o Infante D. Henrique estava em

Almeirim. Em Dezembro talvez tivesse passado pelo

Paço.

1435     Em inícios de Dezembro o Infante foi a

Almeirim.

1440     D. Leonor de Aragão, após o resultado das

Cortes de Lisboa de 1439, foge para Almeirim e aí se

mantém até 31 de Outubro, dirigindo-se de seguida para

o Crato.
O Paço Real já se encontra totalmente construído.

1451     Depois de estar presente no dia 3 de Abril nas

Cortes de Santarém, o Infante D. Henrique esteve em

Almeirim, registando-se a sua presença igualmente em 18

de Maio.Cartas da Chancelaria de D. Afonso V, dadas nos

paços de Almeirim, feitas por Rui Dias e João Lourenço.

1454     D. Afonso V e D. Isabel geram nos Paços de

Almeirim, o futuro Rei de Portugal, D. João, O Príncipe

Perfeito.

1478 (?)     O príncipe D. João ameaça de morte, junto à

Ponte de Alpiarça, o Cardeal de Portugal, D. Jorge da

Costa.

1481     D. Afonso V passa o Natal em Almeirim.

1482     Os monarcas passam grandes períodos em

Almeirim (Novembro e Dezembro)

1483     Durante a Quaresma (Fevereiro e Março) e por

motivo da doença de D. Leonor, os reis recebem os

Duques de Viseu e de Bragança. Entrevista em Almeirim,

na Capela dos Paços, entre D. João II e o Duque de

Bragança.
Conclui-se o casamento entre o príncipe D. Afonso, filho

de D. João II, e a filha dos reis católicos.
D.João II concede Carta de Privilégio aos habitantes de

Almeirim. Efectiva constituição do Concelho.

1484     Carta de Aforamento de casas e terras para

aposentadoria do séquito que acompanha a corte.
D.João II adoece em Castelo-Branco e sai para cura em

Almeirim (10/15 de Outubro). Estadia em Almeirim em

Novembro e Dezembro.

1490     D. João II nomeia como primeiro almoxarife de

Almeirim, Álvaro Pires Borges, membro da sua Guarda

Real.

1491     Depois do Pentecostes, a corte chega a

Almeirim, onde se fazem os preparativos para o

casamento do príncipe D. Afonso.
11 de Junho – O rei e o príncipe passaram a Almeirim e

correram montes, tornando a Santarém no mesmo dia.
14 de Junho – O príncipe e a princesa ouvem missa na

Capela Real e jantam no Casal de Lopo da Palha.

1500     A igreja matriz de Almeirim, orago de S. João

Baptista, foi mandada construir, nesta data, por Mestre

Henrique, ilustre médico da Corte de D.Manuel.

Século XVI

1500-1501     D. Manuel manda passar provisão (6

de Abril) de entrega da ermida de N.ª Senhora da Serra à

Ordem de S. Domingos de Santarém.

1504     Antão Fernandes, moço do Paço, é nomeado

escrivão do almoxarifado de Almeirim (17 de Março)

1510     D. Manuel passa todo o ano em Almeirim.
Representação do Auto da Fé de Gil Vicente.
Data provável do início da ampliação e remodelação dos

Paços Reais de Almeirim.

1512-1514     D. Manuel manda construir um novo

Paço na zona da Ribeira de Muge e que ficará conhecido

como Paço dos Negros.

1513     D. Manuel passa parte do ano em Almeirim.

1514     Natal de D. Manuel em Almeirim.
A instância do príncipe D. João, futuro D. João III, D.

Manuel resolve criar o convento da Senhora da Serra,

para o qual obtém do Papa Leão X a Bula Pontifícia de 10

de Maio de 1514.

1514-15     Despendem-se verbas para as obras do Paço.

1515     Antão Fernando, escudeiro, exerce o cargo de

escrivão do almoxarifado (24 de Maio).

1515-1516     De Outubro de 1515 a Maio de 1516

D. Manuel estancia em Almeirim.

1516     Começou a imprimir-se em Almeirim nos Paços

Reais o Cancioneiro Geral de Garcia de Resende

1517     Afonso Montes é almoxarife.

1519     Representação do Auto da Barca da Glória de

Gil Vicente.
Casamento, por procuração, de D. Leonor com D. Manuel

I. O rei recebe a ordem do Tosão de Ouro, que Carlos V

lhe envia.

1520     É fundado o Convento de N.ª Senhora da Serra,

com a ampliação da ermida que já existia.

1525     Casamento, por procuração, da infanta D.

Isabel com o imperador Carlos V.
Representações de Gil Vicente: Tragicomédia, Dom

Duardos e Juiz da Beira.

1526     Novas representações de Gil Vicente – Templo

de Apolo, Breve Sumário da História de Deus, Diálogo

Sobre a Ressureição.
Nasce, em 24 de Fevereiro, o infante D. Afonso, filho de

D. João III.
Nasce a 23 de Fevereiro, Gonçalo da Silveira, filho de D.

Luis da Silveira, 1º Conde de Sortelha.
O infante D. Afonso, irmão do rei, recebe em Almeirim, o

capelo de Cardeal (17 de Junho).

1527     Numeramento Geral do Reino. Primeira

contagem dos habitantes de Almeirim (360 indivíduos)
É criada, por D. João III, a confraria de S. Sebastião e de

S. Roque destinadas a socorrer as viúvas dos fidalgos e

cavaleiros pobres que morressem ao serviço de Portugal.
D. João III manda construir o Hospital de N.ª S.ª da

Conceição.

1531     Grande sismo. Os paços reais são afectados.

1532     Numeramento da população de Almeirim na

sequência de um novo cômputo da população do Reino

(490 habitantes)

1541     Em Março nasce, nos Paços, um filho de D.

Duarte, neto de D. Jaime, Duque de Bragança.
S. Francisco Xavier, antes de partir para o Oriente, com

quatro breves pontifícios entregues na vila por D. João

III, reza na Capela de S. Roque.

1543     Por documento de 10 de Fevereiro emitido em

Almeirim, João de Castilho nomeia Miguel de Arruda

mestre das obras de pedraria e Alvenaria dos Paços

Reais de Santarém, Almeirim e Muge, após o falecimento

do irmão Pedro Arruda.
Casamento, por procuração, entre o príncipe Filipe de

Espanha e a infanta D. Maria, filha de D. João III e D.ª

Catarina (12 de Maio).

1544     Cortes de Almeirim. O príncipe D. João é jurado

futuro rei de Portugal.

1545     Jorge Ferreira de Vasconcelos “publica” a

comédia Eufrosina, cujo enredo se desenrola em

Coimbra, Lisboa e Almeirim. Editada em 1561.

1550     É fundada a Misericórdia, devido à iniciativa de

D. João III.

1551     Casamento do príncipe D. João com a princesa

D. Joana, tendo como procurador Lourenço Pires de

Távora.

1552     D. João III manda efectuar obras na Capela de

S. Roque a Ambrósio Rodrigues. Prolongam-se até ao ano

seguinte.

1553     Capela instituída por Fernão Alves da Cunha.

1554     D. João, futuro rei de Portugal, cai de um

cavalo entre Santarém e Almeirim e morre sem ainda

conhecer o seu filho, futuro D. Sebastião.

1560     Pela primeira vez Almeirim, bem como os Paços

da Serra e os moinhos do Gomes, são representados

num Mapa de Portugal (Mapa de Álvaro Seco).

1561     Morte do almeirinense Pe. Gonçalo da Silveira,

no reino do Monomotapa (África).

1568     24 de Novembro- D. Sebastião decide residir

em Almeirim, levando consigo os tribunais e a Corte.

1573-1574     O Papa Gregório XIII envia a D.

Sebastião, que se encontrava em Almeirim, uma relíquia:

a seta de S. Sebastião. Esta figurará doravante nas

armas do Concelho (brasão de Avis), trespassando-as.
Camões evocará este acontecimento nas Rimas Várias.

1574     Testamento de Estevão Peixoto, moço da

Câmara de D. João III e almoxarife do Paço Real da

Ribeira de Muge, que determina a sua sepultura no

Convento da Serra.

1579     O Cardeal-Rei D. Henrique pressegue D.

António Prior do Crato. No pórtico do Paço de Almeirim

publica os éditos para a sua prisão (11 de Novembro).
Cortes de Portugal – 1ª fase.

1580     11 de Janeiro – Abertura das Cortes de Almeirim.
16 de Janeiro – Febo Moniz, em representação dos

procuradores do Povo, pronuncia o célebre discurso

contra a atribuição da coroa ao soberano espanhol.
30 de Janeiro – Morre, nos Paços de Almeirim, o Cardeal

D. Henrique sem deixar resolvido o problema da

sucessão ao trono. Funeral e enterro na Capela de Santa

Maria.
Filipe II não consegue obter as plantas do Paço Real.

1582     Filipe II desloca-se de Lisboa a Almeirim para se

encontrar com sua irmã Dª Maria, viúva do Imperador da

Aústria, Maximiliano II. O encontro dá-se no Convento da

Serra.

1592     Diogo Nunes, armeiro e relojoeiro da torre do

Relógio de Santarém, é também relojoeiro na Torre de

Almeirim.

1593     Os eruditos podem tomar conhecimento de

inscrições epigráficas em marcos miliários encontrados

por André de Resende nas proximidades de Almeirim (Via

Santarém – Mérida)

1596     É mestre de obras dos Paços Reais, António

Pires.

Século XVI – Século XVII – Século XVIII – Século XIX -

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Século XVII

1601     Os Paços de Almeirim, da Ribeira de Muge e o

Convento de N.ª S.ª da Serra encontram-se bastante

danificados. Filipe II de Portugal passa provisão

atribuindo 200.000.00 réis para a recuperação dos

edifícios.

1609     Descoutamento, por Filipe II, da vala Velha e

estrada de Santinha (para Coruche).

1610     O novo mestre de obras dos Paços é

Bartolomeu Rodrigues.

1626     Por morte de Bartolomeu Rodrigues sucede-lhe

no cargo de mestre de obras António Gonçalves.

1632     Carta do Monteiro-Mor dirigida a Filipe II sobre

a situação da coutada, terras e seus casais. É

representado, em esboço, o Paço Real.

1640     O mestre de obras e carpintaria do Paço é

António Franco.

1641     Almeirim adere à Restauração do Reino.

1651     Morre D. Fernando de Mascarenhas, do

Conselho de Estado, governador e capitão general da

Cidade de Ceuta e Tânger, general das armadas reais das

coroas de Castela e Portugal, governador geral de mar e

terra do Brasil, presidente do Senado da Câmara de

Lisboa. Enterrado no Convento da Serra (9 de Agosto)

1682     D. Pedro II, que frequenta o Paço de Almeirim,

manda proceder à trasladação dos restos mortais do

Cardeal D. Henrique para o Mosteiro dos Jerónimos.

1690     Carta de D. Pedro II aos moradores de

Almeirim, a partir da qual se processa uma relativa

emancipação dos seus moradores em relação à

propriedade real.

1692     Nasce, em Almeirim, a 14 de Setembro, António

das Chagas, que será frade arrábido e autor do Teatro

Jurídico.

Século XVI – Século XVII – Século XVIII – Século XIX -

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Século XVIII

1709     Pelo Alvará de 21 de Julho, D. João V autorizou

a Câmara a constituir o Partido Médico de Almeirim,

composto por um boticário e um médico, que venceriam

respectivamente 100.000.00 rs. e 50.000.00 rs.

1712     O Pe. Rafael Bluteau nota o despovoamento

de Almeirim e o abandono do Paço (Vocabulário

Português e Latino).

1729     D. João V institui a Feira franca de S. Roque a

começar no dia 16 de Agosto.

1734     O Arq.º Custódio Vieira é nomeado arquitecto

das obras dos Paços Reais de Sintra, Almeirim, da Igreja

de St.ª Maria da Vitória e da Província do Alentejo.

1735     D. Pedro de Almeida Portugal, marquês de

Alorna, manda construir o palacete da Quinta do Vale de

Nabais, com ermida própria. Mais tarde, chamar-se-á

Quinta da Alorna.

1740     Pe. Inácio de Vasconcelos dedica um capítulo a

Almeirim na sua obra História de Santarém Edificada.

1742     Nasce Paulo Soares da Mota, alferes das

ordenanças da vila, do qual descendem os Sá e Seixas de

Almeirim.

1748     Nasce, em Almeirim, Policarpo José Soares da

Mota, que foi da governança da vila e cavaleiro da

Ordem de Cristo.

1752-3     Grande incêndio na coutada de Almeirim.

Devastou 5 léguas de distância.

1755     Terramoto de 1º de Novembro. Em Santarém e

Almeirim a escala é do grau VII e afecta edifícios

públicos, religiosos e particulares. Os Paços de Almeirim

ficam parcialmente em ruínas, em especial a capela que

cai.

1757     D. José I nomeia alcaide-mor de Santarém,

Golegã e Almeirim, D. João de Almeida Portugal, 2º

Marquês de Alorna.

1758     O Pe. Gaspar Correia da Silva responde ao

questionário oficial do post-terramoto, de modo a

informar sobre os efeitos ocorridos e outros informes

curiosos que constituem o verbete Almeirim das

Memórias Paroquiais.

1760     É nomeado em 7 de Junho almoxarife e

couteiro João da Mota Cerveira.

1767(?)     Por estarem os Paços inabitáveis, D. Gastão

José da Câmara Coutinho, estanqueiro do tabaco da vila,

aposenta em suas casas o rei D. José I e comitiva real,

na sua visita a Almeirim.

1770-1797     Registam-se mais de 50 aforamentos

essencialmente no recinto em frente à Praça.

1772     Documento de receita e despesa da Jornada

de Almeirim a Salvaterra de Magos que data,

provavelmente, o fim útil do Paço Real de Almeirim como

aposento dos reis de Portugal.
Transferência do fogão de mármore do Paço para o

Palácio de Sintra.

1775     Cartas geográficas das Montarias da vila de

Santarém e da Coutada de Almeirim.

1778     Petição da Câmara de Almeirim a D. Maria I

para se fazerem lanços para o conserto das casas da

câmara e do chafariz público.

1781     D. Maria I faz mercê do Casal da Fonte a D.

Alexandre de Sousa Holstein, pai do futuro Duque de

Palmela.

1790     Carta do Brasão de Armas de Policarpo José

Soares da Mota, natural de Almeirim, da governança da

vila.

1792     D. João, regente em nome de D. Maria I, manda

demolir o Paço de Almeirim.
A execução desta ordem, que se prolonga por vários

anos, cabe inicialmente ao Conde de Soure, provedor das

obras dos Paços Reais.

Século XVI – Século XVII – Século XVIII – Século XIX -

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Século XIX

1802     Morre em Almeirim D. João de Almeida Portugal.

1805     Provisão Régia que fixa o Partido Médico em

Almeirim em 200.000.00 rs., visto que o anterior salário de

100.000.00 réis impedia que na terra se fixasse um

médico necessário à assistência.

1811     As tropas anglo-portuguesas conseguem, dos

campos de Almeirim, evitar a travessia do Tejo pelas

tropas francesas lideradas por Massena e que estavam

sediadas em Santarém.
Com Massena está D. Pedro de Almeida Portugal, 3º

Marquês de Alorna, comandante da Legião Portuguesa

às ordens de Napoleão.

1818     O Mouchão do Alfange foi doado, em mercê, ao

Barão de Alvaiázere por D. João VI, bens que haviam

sido confiscados a D. Pedro, 3º Marquês de Alorna.

1819     Registo de posturas antigas que se seguiram

na Vila.

1820     Acordão da Relação que manda entregar à

Marquesa de Alorna os seus bens em Almeirim.

1821     A coutada de Almeirim, pelo facto de não se

encontrar morada, é extinta pelas determinações

legislativas das Cortes constituintes.
Petição dos moradores e lavradores dos campos de

Santarém e Almeirim à Comissão de Agricultura das

Cortes Liberais, reclamando a anulação de antigas

obrigações e pugnando por obras públicas.

1821-23     Frei José António de Oliveira Liberal, prior de

Almeirim, publica vários artigos sobre a Maçonaria.

1823     17 de Dezembro – Requerimento para a

continuação da abertura da vala.
A Marquesa de Alorna decide ir viver para Almeirim para

tratar de assuntos agrícolas.

1824     Vistoria municipal ao Alpiarçoulo para observar

o seu estado e exigir ao Provedor das Lezírias a sua

limpeza.
Recuperação da Fonte da Vila.
Aforamentos nos baldios do extinto Paço.

1825     Tentativa de restauração da irmandade do

Espírito Santo. D.João VI passa provisão de aprovação

do compromisso (23 de Março).

1826     13 de Julho – Juramento da Carta Constitucional

na Câmara de Almeirim.

1827     Arrematação do conserto da Ponte do Pau ao

reverendo Prior José António de Oliveira Barreto.

1827-28     Célebres reuniões político-literárias liberais na

Quinta da Alorna, onde participam os irmãos Santa Cruz

de Santarém, futuros radicais setembristas.

1828     D.Miguel é aclamado rei na presença do

absolutista juiz presidente José Casimiro Salgado.

1832     Nasce o grande agricultor Manuel de Andrade.

1833     Dão-se, em Almeirim, dois levantamentos

liberais contra D.Miguel.

1834     17 de Maio – As tropas de D. Miguel na retirada

de Santarém atravessam o Tejo, passam e estacionam

em Almeirim a caminho de Évora.
-19 de Maio – Os liberais, após a tomada de Santarém,

entram em Almeirim.
-30 de Maio – Auto da aclamação da rainha D.Maria II e

do Regime Constitucional.
Pedidos de indemnização de liberais prejudicados ou

presos pelos miguelistas.
João César Henriques é o primeiro presidente liberal da

Câmara Municipal de Almeirim.

1835     Manda-se consertar a Ponte da Vala de

Alpiarça.
Procura-se água para o bastecimento público à

população.
É suspensa temporariamente a roda dos expostos.
Reorganizam-se os partidos médico e cirúrgico do

concelho segundo novos princípios.
Não é aplicado imediatamente o decreto revolucionário

de Mousinho da Silveira que extingue as sisas.

1836     A pedido do Presidente da Junta do Distrito, a

Câmara Municipal de Almeirim responde a um inquérito

que visa apurar se a vila pode ou não continuar a ser

sede do Concelho e quais as áreas ou freguesias a

integrar nele.
-16 de Setembro – Almeirim adere ao Setembrismo. Auto

de Aclamação a 24 do mesmo mês.
A importância da burguesia local e a adesão ao

Setembrismo geram um movimento que irá permitir no

novo código de divisão administrativa, o lugar do

Concelho de Almeirim, com as seguintes freguesias:

Sº.João Baptista, SºEustáquio de Alpiarça, Sª Marta de

Benfica do Ribatejo, Sº António da Raposa e Muge.
-13 de Outubro – É mandado rebaixar o Alpiarçoulo

“novo”.

1837     Manuel Nunes Freire da Rocha (n. em 1806) é

designado 1º Barão de Almeirim.

1841     Manuel Nunes Freire da Rocha, 1º Barão de

Almeirim, adquire as célebres cavalariças dos Paços

Reais.

1843     Venda das propriedade de Almeirim,

pertencentes à casa de Alorna, ao Barão da Junqueira

José Dias Leite Sampaio, bancário, industrial e grande

negociante da capital.

1843-46     Plantação de novos olivais pelo Visconde da

Junqueira.

1844     Plantação de vinhas no Vale de Nabais, Bosque

das Amoreias e Azeiteira, o que configura uma mudança

da paisagem rural.

1846-75     Desenvolve-se a coudelaria do Barão de

Sobral.

1849     Nasce Anselmo Braancamp Freire, filho do 1º

Barão de Almeirim. Republicano ilustre, autor de várias

obras e director do “Archivo Histórico Portuguez”

1851     É introduzida a primeira máquina a vapor no

concelho (segunda do distrito) para mover os lagares de

azeite de purgueira ou fábricas da Quinta da Alorna.

Trata-se do primeiro estabelecimento fabril de Almeirim.

1852     Nasce, em Almeirim, Júlio de Carvalho e

Vasconcelos, que se tornará célebre como geógrafo,

hidrógrafo e oceanógrafo.

1854     O Coronel Júlio Guerra é encarregue do

reconhecimento dos terrenos e Vala de Almeirim, sendo

encarregue da construção da abertura da vala e nova

ponte sobre ela, bem como do enxugo dos campos

marginais.

1855     1ª Planta Topográfica de Almeirim, que resulta

dos estudos para a regularização da Vala de Alpiarçoulo.

A planta é executada pelos oficiais da equipa do Coronel

José Júlio Guerra, responsável pelas obras de

regularização do rio Tejo.

1856     Cheia nos campos de Santarém e Almeirim
É feita planta de Benfica do Ribatejo e Almeirim.

1859     O médico Guilherme do Couto escreve uma

pequena monografia sobre Almeirim, editada apenas em

1993.

1864     Nasce Guilherme Nunes Godinho. Médico,

agricultor, deputado republicano, presidente da Câmara

Municipal por várias vezes entre 1902 e 1921.

1866     É publicada pela Imprensa Nacional a 2ª Planta

topográfica de Almeirim com base na de 1855, integrada

agora numa carta do rio Tejo.

1867     Oliveira Martins publica o seu romance

histórico Febo Moniz, cujo cenário é a vila realenga no

tempo das cortes de 1580.

1876     Cheia de 7 de Dezembro.

1878     Nasce José António Pinhão, futuro proprietário

da herdade da Biscaia e do Moinho de Cima, que irá

implementar a indústria de descasque de arroz na

Raposa, por motor hidráulico.

1881     É inaugurada a Ponte D.Luis sobre o Tejo,

entre Almeirim e Santarém.

1882     É criada a associação mutualista Montepio de

Sº João Baptista

1886     É presidente da Câmara Dionísio Saraiva, que

adquire o actual edifício dos Paços do Concelho.

1886-1888     É construído o primeiro matadouro

municipal.

1888     Planta topográfica de Almeirim de Manuel

Ferreira dos Santos, onde já se projectam arruamentos

modernos.

1889     Anúncio para o fornecimento de 35 candeeiros

de iluminação pública a petróleo. Iluminação pública em

Almeirim.
Setembro – As últimas ruínas pertencentes ao Paço de

Almeirim, Pórtico ou Capela foram demolidas. O fotógrafo

Barros, de Lisboa, fixa o início da demolição dos

vestígios.
Começo da construção do novo bairro das Milheiras.

1890     Iluminação pública em Alpiarça.

1895     Cheia de 26 de Fevereiro.
Manuel Minderico e José Monteiro (“Tomba Lobos”)

participam no destacamento comandado por Mousinho

da Silveira que aprisiona Gungunhana

1896     São publicados os Estatutos da Associação de

Socorros Mútuos de S.João Baptista.

1898     Falece em Almeirim Manuel de Andrade,

proprietário da Quinta da Ganza a quem se deve um

importante lagar a vapor.

1900     É registada a primeira instalação de bebidas

alcoólicas e destilaria, pertencente a António Rodrigues

Santo.

Século XVI – Século XVII – Século XVIII – Século XIX -

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Século XX

1902     São comunicadas a Leite de Vasconcelos

importantes descobertas arqueológicas romanas no

Concelho.

1903     Iluminação pública em Benfica do Ribatejo.

1904     É criada a Feira do Parque.
Arrendamentos vinhateiros da Condessa da Junqueira,

que influenciam a política vinícola do concelho.

1904-5     O conde de Sobral introduz tecnologia italiana

no seu lugar de azeite.
Importantes cheias.

Anterior a 1908     É fundado o Club Almeirinense e o

Grupo Musical 16 de Janeiro.

1909     Terramoto em Benavente.
É destruída a Capela do Espírito Santo.

1910     Iluminação pública a carboreto, em Almeirim.

1911     Institucionalização da Comissão Municipal de

Assistência.

1913     Morte da Condessa da Junqueira.

1914     4 de Setembro – É constituída a Sociedade

Agrícola da Alorna.

1916     Início da construção do Bairro de Tróia.
É construída uma Praça de Touros em madeira.

1919     É fundado, por Honorato Mendonça, o

quinzenário “A Boia”.

1922     A Câmara Municipal manda publicar as Posturas

Municipais.

1923     É criada uma Comissão municipal, presidida

pelo Dr.João César Henriques, para atribuir nomenclatura

aos novos arruamentos da vila.

1924     Frazão de Vasconcelos publica a sua primeira

monografia sobre Almeirim: “A sepultura de Fernão

Soares”.

1926     Montagem da rede eléctrica de Almeirim. A

central situava-se no edifício do antigo Quartel dos

Bombeiros.

1927-28     A comissão municipal de assistência muda de

nome para Núcleo de Assistência “Sopa dos Pobres”.

1930     Início da construção do Bairro das Poupas.
Sai o primeiro número do periódico Vale do Tejo.

Laurentino Veríssimo inicia a sua colaboração regular

neste periódico com a série “Subsídios para a História de

Almeirim”.

1931     A Banda Marcial de Almeirim reestrutura-se de

acordo com novas bases.
A associação recreativa de Almeirim promove

espectáculos cinematográficos ao ar livre, nas antigas

cavalariças reais.

1932     É construído o Mercado Coberto de Almeirim.

1934     Fundação do União Foot-Ball Club de Almeirim.

1935     Inauguração do Centro de Saúde ou

Dispensário.
Junto à Igreja, é inaugurada a Casa do Povo.
José Vermelho inicia a sua actividade como monógrafo,

editando “Monografia da Vila de Almeirim”.
Novos Estatutos da Associação de Socorros Mútuos de

Sº João Baptista.

1936-40     Elaboração da Planta Topográfica da Vila de

Almeirim, documento que serviu de base ao

estabelecimento da rede de água da sede do concelho.

1937     Ajardinamento da Praça da República.
Criação da Biblioteca Pública de Almeirim, obra de uma

Comissão composta por Álvaro Pina Rodrigues, António

J. Andrade, José M. Russo e J. Salavessa de Oliveira.
Inicia-se a construção da rede de água canalizada.
Inicia-se a construção da rede de esgotos separativos.
O concelho de Almeirim é o maior produtor de vinhos do

Ribatejo.

1938     É fundado o Instituto Conde de Sobral.

1940     27 de Março – Instituto de Beneficência Sopa

dos Pobres.

1942     É criado o Cine-Teatro. Projecto do Arqº Amilcar

Pinto.

1949     Surge a Associação dos Bombeiros de Almeirim.

1950     Início da construção do Bairro do Pupo.
A antiga Biblioteca Pública passa a municipal e é

instalada na sede dos Bombeiros Voluntários.

1951     Sai o número único do periódico “Notícias de

Almeirim”, comemorativo da inauguração do quartel dos

Bombeiros Voluntários.

1952     Inauguração do Museu Etnográfico e da

Biblioteca Anexa.

1953     Almeirim passa a dispor de uma importante

Praça de Touros (8.000 lugares).
É inaugurado o Reservatório de Água, que concretiza o

abastecimento domiciliário na vila.

1954     É criado o vicariato de Fazendas de Almeirim.

1954-55     É inaugurado o 2º Matadouro Municipal.

1955     Início da construção do Bairro de Sº João

Baptista, que será inaugurado um ano depois.
Início da publicação de “O Almeirinense”, boletim

paroquial, mensário.

1956     Decreto-Lei nº40.812, que cria a freguesia das

Fazendas de Almeirim, dando resposta à expansão

urbana daquele povoado.
É fundado o Hospital da Santa Casa da Misericórdia.
É criado o Rancho Folclórico da Casa do Povo de

Almeirim e o Grupo de Teatro Gente Miúda.

1967     1º Plano Geral de Urbanização.

1968     Plantação do primeiro pomar de pessegueiros,
que representa o início do interesse fruticula em

Almeirim.

1969     20 de Junho – A Câmara Municipal estabelece o

regulamento dos cemitérios municipais.

1973     Início da construção da Escola do Ciclo

Preparatório.

1974-75     Aparece um novo periódico intitulado “Notícias

de Almeirim”, que edita 25 números, entre Agosto de

1974 e Junho de 1975.

1975     Negociação de terrenos da Zona Industrial de

Almeirim

1979     A Câmara Municipal encomenda o Plano Geral

de Urbanização da Vila.

1980     É criado o Lar da 3ª Idade.
O Almeirinense transforma-se em quinzenário

regionalista.

1982     Surge a Associação de Defesa do Património

Histórico-Cultural de Almeirim.

1986     É elaborado o Projecto de Salvaguarda do

Centro Histórico.

1988     Surge a Escola Secundária de Almeirim
Sai a obra “Toponímia da Vila de Almeirim”, de António

Nunes do Carmo Claúdio.

1989     A Câmara Municipal encomenda o Plano

Director Municipal

1990     É criada a Associação 20 Kms. de Almeirim,

responsável, pela edição da prova 20 Kms. de Almeirim.

1991     20 de Junho – Almeirim é elevada a Cidade.
20 de Junho – O lugar de Fazendas de Almeirim é elevado

a Vila.
26 de Outubro – É inaugurada uma nova Biblioteca

Municipal, Marquesa de Cadaval.

1993     1 de Junho – O Conselho de ministros, através

da resolução 48/93, ratifica o Plano Director Municipal.
Dá-se início à construção do Centro de Dia para Idosos

de Benfica do Ribatejo.

1995     21 de Junho, Benfica do Ribatejo é elevada à

categoria de Vila.
É publicado e registado o Plano de Pormenor de

Expansão da Zona Industrial.
1ª Fase de implementação da ETAR Almeirim/Alpiarça.

1997     Inauguração das Piscinas Municipais.

FONTE: Almeirimnet; CM Almeirim

PRATOS APRESENTADOS

SOPA: Sopa da Pedra, Sopa de Favas à Ribatejana e Sopa de Feijão Frade;

ACOMPANHAMENTOS: Arroz de Alhos, Batatas de Rebolão e Favas de Azeite;

PEIXE: Migas à Pescador, Açorda de Sável com Sangue e Ensopado de Enguias;

CARNE: Fígado de Porco com Cebolada, Cabrito Assado Ribatejano e Molhinhos de carneiro com grão;

DOCES E SOBREMESAS: Queijadinhas de Santarém, Fatias de Tomar e Queijinhos do céu.

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SOPA DA PEDRA

Este prato carismático do Ribatejo tem uma lenda.

http://clubevinhosportugueses.wordpress.com/2009/05/
29/a-lenda-da-sopa-da-pedra

tn_painelsopa

Ingredientes
(Para 8 a 10 pessoas)
1 litro de feijão encarnado ;
1 orelha de porco ;
1 chouriço negro (de sangue da região) ;
1 chouriço de carne ;
150 g de toucinho entremeado ;
750 g de batatas ;
2 cebolas ;
2 dentes de alho ;
1 folha de louro ;
1 molho de coentros ;
sal e pimenta

cozinheira

Preparação
Se o feijão fôr do ano, não necessita ser demolhado. Se

for duro, põe-se de molho durante algumas horas.

Escalda-se e raspa-se a orelha de porco.
cozinheiraLeva-se o feijão a cozer em bastante água

juntamente com a orelha, os chouriços, o toucinho, as

cebolas, os alhos e o louro. Tempera-se com sal e

pimenta. Se for necessário juntar mais água, deve ser

sempre a ferver. Quando a carne estiver cozida, retira-se

e introduzem-se na panela as batatas cortadas aos

quadradinhos e os coentros picados. Deixa-se cozer a

batata. Assim que se retirar a panela do lume,

introduzem-se as carnes previamente cortadas aos

bocadinhos e uma pedra bem lavada, que deve ir na

terrina.

Vinho recomendado: Portal da Águia Tinto 2006

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Sopa de Favas à Ribatejana

P5070642-Sopa de Favas-07.05.2008

# 1.20 kg de favas
# 2  cebola(s)
# 3 dente(s) de alho
# 1 molho(s) de coentros
# 1 ramo(s) de hortelã
# 1 ramo(s) de salsa
# 1 1/2 dl de azeite
# 3 colher (sopa) de polpa de tomate
# q.b. de sal
# q.b. de pimenta preta moída
# q.b. de água

1.Descasque as favas e seguidamente retire-lhes a pele.
2.Descasque as cebolas e os alhos, corte as cebolas às

rodelas e pique os alhos.
3.Num tacho coloque no fundo uma camada de rodelas

de cebola a seguir alho picado, depois uma camada de

favas e assim sucessivamente até acabar.
4.Por cima coloque os cheiros, o azeite a polpa de

tomate, sal, pimenta e água suficiente até cobrir tudo.
5.Tape o tacho e leve ao lume, e deixe ferver 30 minutos,

ao fim deste tempo verifique se as favas estão cozidas,

rectifique os temperos.

Nota:
Tambem pode utilizar favas congeladas, mas não se
esqueça de lhes retirar a pele.

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Sopa de Feijão Frade

sopa feijao frade

# 500 gr de feijão frade
# 1  cebola(s)
# 2 colher (sopa) de arroz
# 4 colher (sopa) de azeite
# 1 colher (sopa) de vinagre
# 2 dente(s) de alho
# 2 folha(s) de louro
#   sal

Coze-se o feijão, previamente demolhado, com a cebola,

o azeite e o sal. Passa-se pelo passador reduzindo tudo

a puré.
Leva-se a sopa novamente ao lume e, quando ferver,

adiciona-se o arroz, o alho e o louro.
Na hora de servir, rectifica-se o sal e junta-se-lhe o

vinagre.

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Migas à Pescador

# 1/2  pão de milho
# 3 kg de pão de trigo
# 2 1/2 kg de bacalhau
# 2 Lt de azeite
# 125 gr de margarina
# 2 kg de cebola(s)
# 1 1/2 kg de tomate(s) maduro(s)
# 5 dente(s) de alho
# 1 molho(s) de salsa
# 1 molho(s) de coentros
# 50 gr de colorau
#   pimenta branca

Põe-se a refogar em lume muito brando o azeite, a

margarina, as cebolas às rodelas, o tomate aos bocados,

a salsa, os coentros, a massa de pimentão e os alhos

picados.
Limpa-se o bacalhau de peles e espinhas e desfia-se em

cru. Leva-se a cozer.
Corta-se o pão de trigo em sopas miúdas e coloca-se

num alguidar grande em camadas alternadas com o pão

de milho esfarelado.
Quando o refogado estiver bem apurado, passa-se por

um passador de buracos, espalhando o liquido sobre as

sopas que se deixam demolhar bem.
Um quarto de hora antes de servir, mistura-se o bacalhau

cozido e um pouco da água em que cozeu. Tempera-se

de pimenta. Mexe-se tudo muito bem e as migas estão

prontas a servir.

Vinho recomendado: Cardal Branco 2008

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Açorda de Sável com Sangue

Savel 4

# 1  sável
# 1 kg de pão de trigo caseiro
# 1  cebola(s)
# 1 molho(s) de coentros
# 4 dente(s) de alho
# 2 dl de azeite
#   sal
#   pimenta branca
#   vinagre

Amanha-se o sável e corta-se em postas finas,

aproveitando-lhe todo o sangue. Cozem-se as ovas com

duas postas, o sangue e a cebola picada. Quando estiver

cozido tira-se do calor.
Corta-se o pão às fatias e coloca-se num tacho de barro

juntamente com os coentros, os alhos picados, o azeite

e a pimenta. Rega-se tudo com o caldo de cozer as ovas

e leva-se novamente ao lume a ferver um pouco.

Retira-se novamente do calor, adicionam-se as ovas, sem

pele e desfeitas e amassa-se tudo. Vai novamente ao

lume e quando ferver, adiciona-se um pouco de vinagre.

Rectificam-se os temperos e acompanha-se esta açorda

com as postas de sável assadas na brasa.

Vinho recomendado: Quinta da Alorna Reserva Branco Arintho Chardonnay 2008

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Ensopado de Enguias

ensopado enguias

Prato especial da região do Ribatejo, é uma verdadeira

iguaria.

# 2 kg de enguias
# 2 dl de vinho branco
# 1 1/2 dl de azeite
# 2 colher (sopa) de banha
# 5  cebola(s)
# 3 dente(s) de alho
# 1 kg de tomate(s) maduro(s)
# 1  pimento verde
# 1 colher (sopa) de colorau
# q.b. de sal
# q.b. de salsa
# 1 folha(s) de louro
# q.b. de tomilho
# q.b. de pimenta preta moída
# 6 fatia(s) de pao frito

1.Compre as enguias e peça à sua peixeira que lhas

arranje e corte em bocados do mesmo tamanho.
2.Tempere as enguias com um pouco de sal.
3.Deite o azeite e a banha num tacho de preferência de

barro, e introduza as cebolas cortadas às rodelas e os

alhos, deixe alourar suavemente.
4.Quando as cebolas tiverem alourado, junte-lhes o

tomate cortado às rodelas grossas, o louro, a salsa, o

tomilho, o colorau, o sal e a pimenta.
5.Deixe refogar e apurar um pouco, e a seguir adicione as

enguias, mexendo bem para ficarem bem envolvidas,

deite o vinho branco e deixe cozer em lume brando.
6.Dez minutos depois do ensopado estar a ferver

introduza o pimento cortado em tirinhas.
7.Deixe acabar de cozer e apurar.
8.Sirva sobre pão frito ou torrado.

Vinho recomendado: Quinta da Alorna Branco Chardonnay 2008

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Arroz de Alhos

arroz_alho1

# 12 dente(s) de alho
# 1 dl de azeite
# 2 chávena(s) almoçadeira(s) de arroz
#   sal

Descascam-se os alhos, dá-se-lhes uma pancada e

levam-se a alourar em azeite. Depois de bem fritos,

retiram-se. Tira-se o tacho do lume e rega-se o azeite

com 4 chávenas (almoçadeiras) de água, temperada de

sal e deixa-se levantar fervura.
Introduz-se o arroz e deixa-se cozer em lume brando.

Normalmente, este arroz acompanha peixe frito.

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Batatas de Rebolão

batatas rebolao

# 1 kg de batata(s)
# 1 dl de azeite
# 1 colher (chá) de colorau
# 1 folha(s) de louro
# 5 dente(s) de alho
# q.b. de sal
# q.b. de pimenta preta moída

1.Lave muito bem as batatas com a pele, e leve-as a

cozer em água temperada de sal.
2.Depois de cozidas, pele-as ainda quentes.
3.Coloque o azeite num recipiente de barro de

preferência, e junte os dentes de alho picadinhos, o

colorau, o louro e a pimenta moída na altura e leve ao

lume.
4.Quando o molho estiver quente adicione as batatas e

vá agitando o tacho, obrigando as batatas a rebolar.
5.Quando estiverem louras servem-se sózinhas ou como

acompanhamento.

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Favas de Azeite

# 2 kg de favas
# 4 colher (sopa) de azeite
# q.b. de sal
# 250 gr de broa de milho
# q.b. de rama verde do alho

1.Descasque as favas que devem ser tenras.
2.Num tacho coloque o azeite, as favas descascadas, a

rama verde do alho e sal a gosto.
3.Tape o tacho e deixe estufar as favas lentamente, caso

seja necessário adicione um pouco de água.As favas

devem ficar com molho.

Se não conseguir a rama verde do alho, junte 2 alhos

picadinhos.

Se optar comer este prato com broa, primeiro esfarele a

broa para o prato de serviço e regue por cima com as

favas de azeite.
Acompanhe com uma boa salada de alface e coentros

picados.

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Fígado de Porco com Cebolada

iscas de porco

# 500 gr de fígado de porco
# 2 colher (sopa) de azeite
# 2 colher (sopa) de banha
# 4 dente(s) de alho
# 1 dl de vinho branco
# 2 colher (sopa) de vinagre
#   sal
#   pimenta branca
#   colorau
#   cominhos

Corta-se o fígado em iscas e tempera-se de sal, pimenta,

metade dos alhos cortados às rodelas e o vinho branco.

Deixa-se marinar durante mais de 2 horas.
Vertem-se as gorduras para um tacho e leva-se ao lume.

Junta-se a cebola e o resto dos alhos cortados em

rodelas. Deixa-se cozer até a cebola ficar translúcida.

Adicionam-se as iscas de fígado, o vinagre, um pouco de

colorau e uma pitada de cominhos. Tapa-se o tacho e

deixa-se o fígado cozer.
Serve-se bem quente acompanhado de batatas cozidas

cortadas em rodelas grossas.

Vinho recomendado: Quinta da Alorna Tinto Cabernet Sauvignon 2006

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Cabrito Assado Ribatejano

cabrito

* 3 kg de cabrito
* 200 gr de chouriço de carne
* 150 gr de toucinho gordo
* 2 1/2 dl de vinho branco
* 3 dente(s) de alho
* 3  cebola(s)
* 2  malagueta
* 1 molho(s) de salsa
* 1 colher (sopa) de colorau
*   sal

Passa-se pela máquina de picar a cebola, o chouriço, o

toucinho, o alho, as malaguetas e a salsa. Mistura-se

tudo com o vinho, o colorau e um pouco de sal. Com

esta papa barra-se o interior e o exterior do cabrito e

deixa-se ficar a descansar durante algumas horas.
Depois de passado este tempo, leva-se o cabrito a assar

em forno moderadamente quente, juntamente com

batatas pequenas, de onde se tira de vez em quando

para o constipar (expô-lo a uma corrente de ar) e regá-lo

com o molho que se vai formando.

Vinho recomendado: Quinta da Alorna Reserva Tinto Cabernet Sauvignon Touriga Nacional 2006

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Molhinhos de carneiro com grão

molhinhos carneiro

1kg estômago de carneiro
2 cebolas
3 dentes de alho
2 folhas de louro
2,5 dl. azeite
250 gr. de cenoura
150 gr. de polpa de tomate
300 gr. de grão
200 gr. de arroz
cominhos q.b.
pimenta q.b.
sal q.b.

Demolhar o grão durante 6 horas. Cortar o estômago do

carneiro com formato rectangular e formar rolinhos.

Temperar com sal, pimenta. azeite, louro e vinho branco.
Cozer o grão em água com uma cebola e um fio de

azeite.

Cozer os molhinhos em água e sal. Quando os molhinhos

estiverem cozidos deitar fora a água da cozedura. Fazer

um refogado com alho e cebola picada, molhar com vinho

branco e adicionar a cenoura cortada em quadrados e a

polpa de tomate.

Adicionar os molhinhos ao refogado juntamente com a

salsa, acrescentando um pouco da água onde cozeu o

grão e deixar estufar. Temperar com cominhos e sal se

necessário. Refogar em azeite, alho e cebola picada e

fritar o arroz.

Adicionar água ao arroz e deixar cozer. Colocar o grão

cozido no estufado e servir bem quente acompanhado

com o arroz.

Fonte: RT Ribatejo

Vinho recomendado: Quinta da Alorna Tinto Trincadeira 2006

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Queijadinhas de Santarém

# 500 gr de açúcar
# 6  ovos
# 6  gema(s) de ovo
# 100 gr de amêndoa (sem casca)
# q.b. de margarina para untar
# q.b. de farinha para polvilhar

1.Comece por untar com margarina e polvilhar com

farinha, várias forminhas de queques.
2.Escalde as amêndoas, retire-lhes a pele e seguidamente

rale-as num ralador próprio.
3.Num recipiente batem-se as gemas de ovos com os

ovos inteiros, e juntam-se as amêndoas raladas.
4.Deite o prepardo nas forminhas de queques, e leve a

cozer em banho maria em forno pré aquecido a 180º C, a

água onde vai introduzir as formas deverá estar a ferver

na altura de as colocar.
5.A água a colocar para o banho maria não deverá

ultrapassar a altura de um dedo.

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Fatias de Tomar

Fatias de Tomar

# 24  ovos
# 1 kg de açúcar
# 1 Lt de água

1.Separam-se as gemas das claras.
2.Batem- se as gemas, se bater à mão, deverá bater

durante 1 hora, se for com o batedor eléctrico, deverá

bater durante 20 minutos.
3.Leve ao lume com água quente a panela especial para

a cozedura das fatias, ou um recipiente onde caiba a

forma com tampa, no caso de não possuir a forma

própria.
4.Unte com margarina a forma, e deite dentro o

preparado das gemas batidas, tape e introduza a forma

no recipiente que deverá conter a água a ferver.Feche

com os grampos, ou com a tampa e deixe cozer em lume

forte, durante 1 hora, tendo o cuidado de ir

acrescentando água quente pelo funil da panela, sempre

que for necessário.
5.Enquanto a massa das fatias coze, prepare a calda.
6.Leve ao lume o açúcar com a água e deixe fazer um

ponto fraco (102º C no pesa xaropes).
7.Desenforme a massa de gemas, e deixe

arrefecer.Depois de frias corte fatias com a espessura de

1 dedo.
8.Introduza as fatias uma a uma nesta calda, que deve

borbulhar ligeiramente, deixe-as inchar e absorver um

pouco de calda.
9.Retire as fatias cuidadosamente com uma escumadeira

e coloque-as numa bonita travessa onde irão ser

servidas.
10.Regue-as com o resto da calda.

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Queijinhos do céu

queijinhos céu

30 gemas
½ açúcar
água q.b

Levar ao lume o açúcar com um pouco de água. Deixar

ferver até fazer ponto de bola dura. Juntar o açúcar às

gemas em fio mexendo com vigor com umas varas.

Levar ao lume mexendo sempre até fazer estrada. Deixar

arrefecer sobre pedra mármore, fazer pequenas bolas

com a ajuda de açúcar em pó e achatá-las para formar os

queijinhos. Cortar pequenas rodelas de papel vegetal e

fazer alguns cortes para enfeitar.

Colocar os queijinhos no meio do papel e fechar atando

com um fio de lã colorido em forma de saquinho.

Nota: o ponto de bola dura verifica-se do seguinte modo:

Molhar 2 dedos na água fria, mergulhar os mesmos

dentro da calda de modo a retirar um pouco desta e

voltar a mergulhar na água. Mover os dedos em

movimentos circulares para que se faça uma bola que

deve estar rija; se não estiver deixa-se ferver um pouco

mais até que se consiga fazer uma bola rija.

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Todas as sobremesas apresentadas podem ser acompanhadas pelo belíssimo Quinta da Alorna Branco Colheita Tardia 2007 ou pelo Quinta da Alorna Licoroso Abafado 2006.

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