Côr REGIÃO MARCA PREÇO (€)
Vinhos Verdes Minho Deu La Deu Alvarinho 2010 5.89
Tintos Douro D. Pancho 2009 1.99
    Meandro do Vale Meão 2008 10.78
    Vallado 2007 6.89
  Dão Foral D. Henrique 2010 1.49
    Duque de Viseu 2008 3.99
  Ribatejo / Vinhos do Tejo Lezíria 2010 0.99
    Quinta do Falcão 2009 3.59
    Casal da Coelheira 2009 3.89
    Casal da Coelheira Reserva 2010 4.98
  Terras do Sado / Pen Setúbal D. Ermelinda 2009 3.98
    M. J. Freitas 2009 Bag-in-box 3L 7.79
    Fontanário de Pegões 2008 2.48
    Pegões Colheita Seleccionada 2008 4.98
  Estremadura / Vinhos de Lisboa Quinta de Pancas 2009 2.99
   Alentejo Porta da Ravessa Reserva 2008 3.99
    Couteiro Mor Colheita Seleccionada 2008 3.99 (3+1 of.)
    Vale do Rico Homem Reserva 2008 5.99
     Herdade da Figueirinha Reserva 2008 2.99
    Terra d’Alter 2009 3.48
    AC Borba 2008 (rótulo de cortiça) 8.99
 Branco Douro Vallado 2009 5.99
  Dão Duque de Viseu 2010 3.99
  Ribatejo / Vinhos do Tejo Quinta do Falcão 2010 3.59
    Casal da Coelheira 2010 3.35
    Lezíria Meio Seco 2010 0.99
  Terras do Sado / Pen Setúbal Fontanário de Pegões 2010 1.98
    Pegões Colheita Seleccionada 2010 2.99
    D. Ermelinda 2010 3.90
  Estremadura / Vinhos de Lisboa Morgado de Santa Catherina 2009 7.98
  Alentejo Herdade da Figueirinha 2010 2.49
    Terra d’Alter 2010 3.48
Espumantes Tintos  Bairrada São Domingos 2008 3.48
Espumantes Brancos Bairrada São Domingos Meio-Seco 2009 2.98

 

 

 

Côr REGIÃO MARCA PREÇO (€)
Vinhos Verdes Minho Varanda do Conde Alvarinho / Trajadura 2010 4.59
    Soalheiro Alvarinho 2010 9.98
    Portal do Fidalgo 2010 6.97
    Condes de Barcelos Tinto 2010 2.99
Tintos Douro Quinta de La Rosa 2008 7.96
    Quinta do Carqueijal 2008 4.06
    Porca de Murça 2009 2.21
    Porca de Murça  Reserva 2008 5.87
    Duas Quintas 2009 8.94
    Quinta da Pacheca 2009 9.38
    Quinta dos Aciprestes Reserva 2008 6.48
    Lavradores da Feitoria 3 Bagos 2007 5.98
    Lavradores da Feitoria 2009 3.98
  Távora – Varosa Terras do Demo Reserva 2004 3.75
  Beiras Quinta do Cardo 2008 3.54
    Piornos Reserva 2006 2.48
  Dão Quinta da Garrida 2008 3.18
    Quinta de Saes 2008 4.55
    Príncipe do Dão 2008 1.98
  Bairrada Marquês de Marialva 2008 2.97
    Quinta do Encontro 2009 2.97
  Ribatejo / Vinhos do Tejo Quinta da Alorna 2009 2.97
    Vinha Padre Pedro 2009 3.98
    Quinta do Falcão Reserva 2008 6.98
    Quinta do Falcão 2009 3.87
    Falcoaria Clássico 2008 7.94
    Vinha Padre Pedro Reserva 2009 8.94
    Casa Cadaval Cabernet Sauvignon 2007 9.28
    Quinta da Alorna Reserva 2008 5.48
    Fiúza Carnernet Sauvignon 2007 7.88
  Terras do Sado / Pen Setúbal Terras do Pó Reserva 2009 6.59
    Pegões Colheita Seleccionada 2008 4.97
    Pegões Syrah 2010 4.97
    Pegões Trincadeira 2009 4.99
    Ermelinda Freitas Alicante Bouschet 2008 8.59
    Fontanário de Pegões Reserva 2002 8.79
  Estremadura / Vinhos de Lisboa Quinta das Amoras Reserva 2007 2.19
    Quinta das Amoras 2010 1.82
    Vinha da Palha 2008 2.99
   Alentejo Couteiro Mor Escolha 2009 3.47
    Herdade Paço do Conde 2008 3.48
    Vila Santa Reserva 2009 9.98
    Dona Maria 2008 Júlio Bastos 5.98
    A.C. Redondo Reserva 2009 5.87
    AC Vidigueira Vila dos Gamas 2009 2.23
    Adega de Borba 2010 2.97
 Branco Douro Quinta do Carqueijal 2010 3.98
    Quinta da Pacheca 2010 4.80
    Porca de Murça 2010 4.68
  Dão Príncipe do Dão 2010 1.98
    Quinta de Cabriz Encruzado 2009 6.25
  Beiras Quinta do Cardo 2010 3.29
    Quinta do Cardo Síria 2010 5.28
   Ribatejo / Vinhos do Tejo Vinha Padre Pedro 2010 3.29
    Fiúza 3 Castas 2010 3.18
    Quinta da Alorna Reserva 2010 5.63
  Terras do Sado / Pen Setúbal Casa Ermelinda Freitas Sauvignon Blanc / Verdelho 8.59
    Pegões Colheita Seleccionada 2.98
  Estremadura / Vinhos de Lisboa Quinta das Amoras 2010 1.71
    Palha Canas 2010 2.34
  Alentejo AC Vidigueira Vila dos Gamas Antão Vaz 2010 2.27
    AC Vidigueira Vila dos Gamas  2010 1.87
    Herdade Paço do Conde 2010 4.39
    Porta da Ravessa Reserva 2010 3.98
    Couteiro Mor 2010 2.37
Espumantes Brancos Dão Quinta de Cabriz Meio Seco 2009 6.54
  Minho Castas de Monção 2008 8.59
  Beiras Luís Pato Baga 2009 7.54
    Luís Pato Maria Gomes 2009 7.54
  Bairrada Marquês de Marialva Reserva 2008 4.99

 

 

 

 

Côr REGIÃO MARCA PREÇO (€)
Vinhos Verdes Minho Tapada dos Monges Branco 2.59
    Tapada dos Monges Tinto 3.89
    AC Ponte de Lima Loureiro Branco 2.98
    Torre de Menagem Branco 3.49
    Cruzeiro Branco 1.49
Tintos Douro Castelinho Reserva 2008/2009 5.99        (-3.00)
    Fronteira 2009 3.99
    Porca de Murça 2009 2.22
    Castelo d’Alba 2009 2.89        (-0.43)
    CARM 2009 6.25
    CARM Reserva 2009 11.25
    Terras d’Alleu AC Vila Real          Bag-in-box 5L 6.99
  Beiras AC Fundão Fundanus Prestige 2005 8.49          (-4.25)
    AC Covilhã Piornos Reserva 2004 2.49
  Dão Cunha Martins Reserva 2007 3.99         (-0.60)
    AC Fig Cast Rodrigo Frei Bernardo 2009 1.39
    Quinta do Cerrado Reserva 2005 5.48
    UDACA 2009 Bag-in-box 5L 5.99
    UCB 2009         Bag-in-box 5L 5.49
  Bairrada Quinta das Baceladas 2005 9.80         (-4.90)
    Frei João 2007 2.59
  Ribatejo / Vinhos do Tejo Quinta da Alorna 2008 2.98
    Terraços do Tejo 2009 2.49
    AC Cartaxo Bridão 2009 2.59
    Quinta do Falcão 2009 3.59          (-0.90)
    Lezíria 2010       Bag-in-box 5L 5.79
  Terras do Sado / Pen Setúbal Quinta da Bacalhoa 2007 14.80        (-3.79)
    Pegões Cabernet Sauvignon 2009 5.99
    Herdade da Comporta 2007 5.98
    AC Palmela 2009 1.69
   Alentejo Morgadio de Arraiolos 2009 4.89          (-2.45)
    Pousio 2009 3.99
    Fado Colheita Seleccionada 2009 4.98
    Fado 2009 2.99
 Branco Douro Porca de Murça 2010 2.49
    CARM 2010 6.25
    CARM Reserva 2009 11.25
  Dão Quinta do Cerrado Encruzado 2009 6.59
    Cunha Martins 2010 2.99
   Ribatejo / Vinhos do Tejo Quinta da Alorna 2010 2.98
    Terraços do Tejo 2010 2.49
    AC Cartaxo Bridão 2010 2.39
  Terras do Sado / Pen Setúbal Terras de Pó 2010 2.49
    AC Palmela 2010 1.69
    Herdade da Comporta 2010 5.49
  Estremadura / Vinhos de Lisboa Prova Régia Bucelas 2010 2.98
  Alentejo Fado 2010 2.99
Espumantes Brancos Bairrada Quinta do Poço do Lobo Tinto Cabernet Sauvignon 2005 6.99
    Quinta do Poço do Lobo Branco Arinto / Chardonnay 2009 6.99

 

 Os descontos que estão entre parênteses são os acumuláveis no Cartão Continente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PRATOS APRESENTADOS
SOPAS: Água de Unto e Caldo de Cebola;
PEIXE: Bacalhau Assado com Pão de Centeio, Migas de Caldeirada de Bacalhau e Trutas do Rio Cávado;
CARNE: Feijoada à Transmontana, Coelho à Transmontana e Carne de Porco Estufada com Castanhas;
DOCES E SOBREMESAS: Toucinho-do-Céu de Murça, Papos-de-Anjo de Mirandela e Bolo de Noz.

 

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Água de Unto

 

Ingredientes:
Para 4 pessoas

1 talhadinha de unto (cerca de 50 g) ;
fatias de pão de centeio (cerca de 200 g) ;
água e sal
Confecção:

Corta-se a talhadinha de unto e rija-se (derrete-se) numa frigideira. Tem-se ao lume uma panela com água a ferver, dentro da qual se deita o unto derretido. Tempera-se com sal.
Têm-se as malgas preparadas com o pão de centeio cortado em fatias e enchem-se com o caldo.
Também se podem escalfar ovos na água do unto a ferver. Nesse caso, escalfa-se 1 ovo por pessoa e põe-se sobre o pão antes de se deitar o caldo na malga.

Unto é a gordura que se encontra entre o soventre e o peritoneu. Em Trás-os-Montes, esta gordura é amassada, enrolada e moldada em bola ; esta bola é envolvida na pele de unto (tiés) e depois de atada é pendurada no fumeiro. O soventre é o mesmo que entremeada [carne gorda da barriga que serve para fazer rojões e que se encontra agarrada à pele (couro ou couracho) e do outro lado do unto].

Esta sopa é usada nesta zona como pequeno almoço dos que no Inverno se ocupam quer da lavoura quer do pastoreio.

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Caldo de Cebola

 
Ingredientes:
Para 4 pessoas

500 g de batatas brancas ;
2 cebolas grandes ;
2 colheres de sopa de azeite ;
50 g de chouriço ou de salpicão
Confecção:

Descascam-se e cozem-se as batatas em 2 litros de água com o azeite e o chouriço ou o salpicão. O enchido é facultativo. No caso de não se juntar o enchido, tempera-se com sal.
Passam-se as batatas pelo passador e adiciona-se a cebola cortada aos quartos. Deixa-se cozer, rectifica-se o tempero e pode servir-se com uma rodela de chouriço ou de salpicão em cada prato.

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Bacalhau Assado com Pão de Centeio


Ingredientes:
Para 4 pessoas

4 postas de bacalhau ;
2 dentes de alho ;
4 fatias de pão de centeio ;
3,5 dl de azeite (aprox.) ;
800 g de batatas
Confecção:

Demolha-se o bacalhau muito bem. Depois escorre-se e coloca-se num recipiente que possa ir à mesa e ao forno (geralmente assadeira de barro). Pica-se os dentes de alho e espalham-se sobre o bacalhau. Tempera-se com pimenta e rega-se abundantemente com o azeite.
Esfarela-se uma fatia de pão sobre cada posta de bacalhau e leva-se a forno bem quente durante 20 m. Durante a assadura deve regar-se o bacalhau várias vezes com o azeite.
Acompanha com batatas cozidas com a pele e inteiras, se forem pequenas; se as batatas forem grandes, faz-se-lhes uma racha (golpe).

 

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Migas de Caldeirada de Bacalhau


    

Composição:

250 gr de  pão de centeio
250 gr de  pão de trigo
250 gr de  bacalhau
500 gr de  batata(s)
2 dente(s) de  alho
1 dl de  azeite
1 molho(s) de  salsa
1 colher (chá) de  colorau
1/2 colher (café) de  piripiri
sal

Coze-se o bacalhau, previamente demolhado, sem peles e espinhas, e às lascas, em 2.5 dl de água.
Enfiam-se os dentes de alho numa linha e introduzem-se no tacho, assim como o ramo de salsa atado. Tempera-se com o colorau e o piripiri e deixa-se cozer. Assim que o alho estiver cozido, retira-se, o mesmo acontecendo à salsa.
Quando todos os ingredientes estiverem cozidos, retiram-se do lume e junta-se o pão cortado em fatias finas. Rega-se com azeite. Envolve-se tudo e embrulha-se o recipiente. Caso se verifique que a água não foi absorvida, escorre-se e rega-se com um pouco mais de azeite.

O paladar do azeite é essencial, logo é necessário que o azeite seja de boa qualidade.

 

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Trutas do Rio Cávado

 
Ingredientes:
Para 4 pessoas

8 trutas pequenas ou 4 trutas grandes ;
4 fatias finas de presunto magro ;
4 fatias de toucinho ;
sal
Confecção:

Amanham-se as trutas e temperam-se com sal. Na barriga de cada truta introduz-se uma fatia fina de presunto, enrolada.
Derrete-se o toucinho cortado em bocadinhos e depois fritam-se as trutas na gordura obtida.
Servem-se as trutas com batatas cozidas, regando tudo com a gordura e o toucinho de as fritar.

 

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Feijoada à Transmontana

Para 8 pessoas

1 kg de feijão
500 g de orelha de porco
200 g de focinho de porco
1 pé de porco
1 linguiça
100 g de salpicão
100 g de presunto
1 dl de azeite
1 cebola
1 ramo de salsa
1 folha de louro
1 dente de alho
pimenta branca
malagueta e colorau
1 cravinho (fac.)
sal

De véspera, põe-se de molho em água fria num recipiente o feijão previamente lavado e, num outro, as carnes, que são sempre fumadas.
No dia seguinte, coze-se o feijão na água em que demolhou. Cozem-se as carnes noutro recipiente e, depois de bem cozidas (incluindo a linguiça e o salpicão), cortam-se em bocados. Cortam-se em rodelas a linguiça (chouriço de carne) e o salpicão.
Aloira-se a cebola com o azeite e junta-se-lhe o  feijão com a água em que cozeu (que não deve ser muita). Juntam-se as carnes e um pouco de água que serviu para as cozer. Rectifica-se o sal e juntam-se a salsa, o louro, o dente de alho picado, a malagueta, o colorau e, querendo, o cravinho. Deixa-se apurar com o lume muito brando.
Acompanha com arroz de forno bem seco.

 

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Coelho à Transmontana

 

750 g coelho
250 g favas
250 g cenouras
250 g batatas
70 g banha
100 g toucinho
1 cubos de caldo de carne
q.b. sal
q.b. Pimenta

Depois de preparar o coelho, parte-se aos bocados e deita-se num tacho com toucinho cortado em quadradinhos, banha, a cebola às rodelas, sal e pimenta.
Deixar alourar com o tacho destapado, e assim que tiver uma cor tostada, tapa-se deixando refogar e criar molho. Se necessário, adicionar algumas colheres de caldo de carne.
Cozem-se os legumes à parte, temperando-os depois com manteiga e sal.
Depois de cozinhado, coloca-se o coelho numa travessa com os legumes à volta.

 

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Carne de Porco Estufada com Castanhas

 

Ingredientes:
Para 4 pessoas

800 g de perna de porco ;
2 cebolas ;
3 dentes de alho ;
1 ramo de salsa ;
2 folhas de louro ;
sal  ;
pimenta ;
noz-moscada ;
1 kg de castanhas ;
100 g de banha
Coloca-se a carne num tacho com as cebolas cortadas em rodelas finas, os dentes de alho esmagados, a banha, a salsa, o louro, e tempera-se com sal, pimenta e noz-moscada. Leva-se a estufar com o lume moderado, agitando o tacho de vez em quando.
Entretanto, cozem-se as castanhas golpeadas em água temperada com sal. Descascam-se e juntam-se à carne estufada no último momento. Corta-se a carne em fatias e acompanha-se com as castanhas.

 

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Toucinho-do-Céu de Murça

Ingredientes:

500 g de açúcar ;
125 g de amêndoas ;
125 g de doce de chila ;
20 gemas de ovos ;
2 colheres de sopa de farinha ;
margarina
Pelam-se e ralam-se as amêndoas.
Leva-se o açúcar ao lume com um copo de água e deixa-se ferver até se obter o ponto de fio (103º C). Junta-se o doce de chila e deixa-se ferver mais 2 a 3 minutos.
Adicionam-se as amêndoas raladas, que devem estar bem enxutas, e leva-se novamente ao lume para fazer um ponto de estrada muito fraco (o fundo do tacho deve ver-se muito rapidamente).
Retira-se o doce do lume e, depois de arrefecer um pouco, juntam-se as gemas, que engrossarão um pouco sobre o lume, sem que no entanto o doce ferva.
Deixa-se arrefecer ligeiramente.
Unta-se com margarina e polvilha-se com farinha um forma rectangular ou quadrada, com cerca de 1,5 litros de capacidade. Espalha-se uma colher de farinha sobre o fundo da forma e deita-se dentro o doce. Polvilha-se a superfície com a outra colher de farinha e leva-se a cozer em forno bem quente (200º C a 250º C).
O toucinho-do-céu está cozido quando se lhe introduzir uma faca e esta sair quente e limpa. Desenforma-se.
Sacode-se o excesso de farinha, corta-se o toucinho-do-céu em fatias, passam-se por açúcar pilé e guardam-se numa caixa forrada com papel de seda recortado com a tesoura.

 

 

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Papos-de-Anjo de Mirandela

 

Ingredientes:

500 g de açúcar ;
3 ou 4 colheres de sopa de doce de fruta ;
8 ovos, mais 7 gemas ;
1 colher de chá de canela ;
açúcar para polvilhar
Na preparação para estes papos-de-anjo pode ser utilizado qualquer doce de fruta (incluindo de abóbora), com excepção dos doces de maça, marmelada ou qualquer geleia.
Leva-se o açúcar ao lume com um copo de água (cerca de 2 dl) e deixa-se ferver até se obter ponto de espadana (117º C). Adiciona-se o doce escolhido e deixa-se ferver novamente até se obter o mesmo ponto. Retira-se então o doce do lume e depois de se ter deixado arrefecer um pouco adicionam-se os ovos, que foram previamente muito bem batidos com as gemas. Junta-se ainda a canela.
Distribui-se o preparado obtido por forminhas de queques muito bem untadas com manteiga e levam-se a cozer em forno moderadamente quente (cerca de 200º C). Desenformam-se e polvilham-se com açúcar.

 

 

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Bolo de Noz

 

Origem: Trás-os-Montes e Alto Douro

 

Composição:

300 gr de  açúcar
6   ovos
300 gr de  nozes (miolo)
100 gr de  farinha de milho
1 colher (chá) de  fermento em pó

1.Comece por untar muito bem a forma que pode ser redonda ou de chaminé, com margarina, polvilhe com farinha.
2.Pique as nozes na máquina e reserve.
3.Bata muito bem o açúcar com as gemas.
4.Adicione as nozes picadas, a farinha e o fermento.
5.Bata as claras em castelo bem firme, e envolva no preparado anterior, sem bater.
6.Deite a mistura dentro da forma, que vai ao forno a cozer em forno pré aquecido a 160º durante 30 minutos. Antes de retirar o bolo verifique com um palito se o bolo está cozido.

 

 

 

Fonte: http://www.wikipediadereceitas.com

 

Caracterização histórica e geográfica do concelho
 
O nome de Macedo de Cavaleiros tem a ver com a designação de terra fértil para maçãs, Em português medieval “macedo”, e à acção notável de Martim Gonçalves de Macedo, cavaleiro que salvou da morte D. João, Mestre de Avis.

 Na Batalha de Aljubarrota, em 14 de Agosto de 1385, o Mestre de Avis é atacado por Álvaro Gonçalves de Sandoval e, ao receber um golpe do castelhano, cai por terra.

O cavaleiro Martim Gonçalves de Macedo mata o castelhano e levanta o Mestre de Avis do chão, salvando, assim, a vida ao futuro Rei.


 
D. João I reconheceu-o e gratificou-o, e, a partir deste episódio da Batalha de Aljubarrota, o brasão de armas dos Macedo passou a incluir um braço vestido de azul, com uma maça de armas de prata.


 

O actual concelho de Macedo de Cavaleiros foi criado em 1853.

 

 

Dez anos depois, a aldeia de Macedo, que já no tempo de D. João V passara a ser reguengo real, recebe o título de Vila. Em 1999, o de cidade.

 

Macedo de Cavaleiros é assim um concelho com pouco mais de 150 anos de existência, que se estende por uma área de 699,3 km2, composto por 38 Freguesias que agrupam 67 localidades. 

 

 

Nos dias de hoje, de acordo com o Census de 2001, a população é de 17449 residentes.


Segundo a mesma fonte, o sector terciário representa cerca de 58% da população activa;


o secundário, localizado sobretudo na Zona Industrial, representa 22%.

A ruralidade é uma marca identitária de Macedo de Cavaleiros, sendo que 21% dos activos do concelho encontram na agricultura e na pecuária o seu sustento.

 

O território concelhio tem uma altitude média de 600 a 700 metros, tendo a norte a Serra de Nogueira, ao centro a de Ala e a do Cubo, a sul a Serra de Bornes e, a Este, o Monte de Morais.


As condições climáticas e a fertilidade do solo fazem do concelho um bom produtor de excelentes vinhos, cereais, carne de bovino, ovino e caprino, azeite e castanha.

Uma vasta área é Rede Natura 2000, com a particularidade única em Portugal do Maciço de Morais, o “umbigo do mundo”, na gíria dos geólogos,
a criar um ecossistema extraordinário com plantas raras.

 A Paisagem Protegida da Albufeira do Azibo, possível após a construção de uma barragem em 1980-82, é o exemplo de que a acção do homem e a natureza podem ser compatíveis e enriquecedoras do ambiente natural.

 

 

O progresso de Macedo foi feito, ao longo do século XX, com a imigração de gente que para aqui veio atraída pelo caminho-de-ferro e ao facto de ser a encruzilhada das vias de circulação do Nordeste de Portugal.


Um boom de construção e de instalação de serviços ocorreu em meados do século e, novamente, depois do regresso dos portugueses do Ultramar, após a descolonização.

Os macedenses têm sido uma população laboriosa e empreendedora.

Alguns têm-se notabilizado como militares, políticos, escritores e artistas, beneméritos e santos.

Uma quantidade imensa de gente, à semelhança do resto de Trás-os-Montes, está emigrada nos quatro cantos do mundo.


Muitos regressam periódica e episodicamente à sua origem, constituindo um mercado turístico promissor.

 

 
Fonte: CM Macedo de Cavaleiros

 

Casal de Valle Pradinhos – Established 1913

 

Proprietária: Maria Antónia Pinto de Azevedo Mascarenhas

 

5340-422 Macedo de Cavaleiros, Portugal
GPS: 41º33’25.82”N 7º00’15.77”W

 

info@vallepradinhos.pt

 
História

 

O Casal de Vale Pradinhos é uma exploração agrícola com 350 ha.,
estabelecida em 1913 e propriedade da família Pinto de Azevedo desde então.

 
Os vinhos aqui produzidos são uma combinação de castas indígenas como a Touriga Nacional, Tinta Roriz, Tinta Amarela e Malvasia Fina, e reputadas castas internacionais, nomeadamente Cabernet Sauvignon, Gewürztraminer e Riesling.

Maria Antónia Pinto de Azevedo Mascarenhas é a actual proprietária do Casal de Vale Pradinhos.


Tem vindo a implementar a sua visão nos vinhos que aqui se vinificam desde que assumiu o controlo da propriedade em 1994.


A sua filha, Maria, será a 4ª geração de mulheres directamente envolvidas na gestão da propriedade.

 

Um terroir do Velho Mundo e uma equipa enológica entusiasta são a combinação perfeita para a produção de vinhos portugueses de classe mundial.


Protecção Integrada em Valle Pradinhos

 


A Protecção Integrada é um modo de produção agrícola que, no combate às pragas e doenças das culturas, pretende respeitar o equilíbrio dos ecossistemas agrários, preferencialmente através da limitação natural
dos organismos nocivos e de outros meios de luta apropriados.

 Em Protecção Integrada pretende-se:

 

Racionalizar o uso de produtos fitofarmacêuticos, especificamente aprovados;

 

Respeitar o Ambiente;

 

Incentivar o recurso a métodos alternativos à luta química;

 

 

Estimular-se a preservação dos auxiliares (inimigos naturais das pragas e doenças a combater);

 

Preservar a saúde do consumidor e do agricultor.

 

 

 

 

 

 

 

 

PORTOFÓLIO

 

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Fonte: Sra. Da. Maria Antónia Pinto de Azevedo Mascarenhas

Pratos Tradicionais e Receitas
 

A gastronomia do Concelho de Portalegre mantém  as tradições culinárias do Alto Alentejo: Sopa de Tomate, Sopa de Batata, Sopa de Feijão com Couve, Alhada de Cação, Sarapatel, Sopa de Cachola, Migas de Pão e de Batata com carne de porco frita e ensopado de borrego, são alguns dos pratos típicos da região. E, claro está, a riquíssima doçaria conventual.

 

Receitas de pratos tradicionais de Portalegre:

 

Migas com carne de Porco
Para 6 pessoas

 
1 kg de carne de porco: Lombo, costelas e toucinho entremeado
3 dentes de alho
3 colheres de massa de pimentão
3 colheres de banha
1 pão duro
sal
 
 
 

Tempera-se a carne de porco de véspera, esfregando-a com o pimentão. Fritam-se na banha os dentes de alho e depois a carne até estar estaladiça.  Põe-se a carne de lado e, no mesmo tacho, aproveitando a gordura, deita-se o pão às fatias e cobre-se com água a ferver. Deixa-se aboberar durante uns minutos. Volta ao lume, mexendo bem com uma colher de pau para homogeneizar a mistura. Quando se soltam das paredes, as migas estão prontas. Junta-se um bocadinho de gordura para fritarem e ficarem bem tostadinhas. Servem-se imediatamente, com a carne frita à volta.

 

 

Ensopado de borrego
para 10 pessoas

 
1 borreguinho com 7 ou 8 kg a que se tiram as pernas e as costeletas para outros pratos
3 dentes de alho
1 folha de louro
1 dl de azeite
2 colheres de banha de porco
1 copo de vinho branco
sal e pimentas em grão
pão duro
 
 

Corta-se o borrego em bocados. Frita-se o alho picadinho com o louro nas gorduras.
Junta-se a carne, tempera-se de sal e pimenta e frita-se até dourar a carne. Acrescenta-se o vinho branco, tapa-se e deixa-se cozinhar em lume brando. Quando começar a ficar seco vão-se juntando pinguinhas de água quente, tendo o cuidado de ir mexendo para não pegar.  À hora de ir para a mesa acrescenta-se a água a ferver necessária para molhar as sopas. Serve-se numa travessa funda sobre uma camadinha de fatias de pão duro muito finas.

 

 

Sopa de cação
Para 6 pessoas

 
2 kg de cação (12 postas)
6 dentes de alho
1 folha de louro
2 dl de azeite
2 colheres de sopa de farinha e 1 de pimentão colorau
2 colheres de sopa de vinagre
1 molho de coentros
sal e pimenta
Agua a ferver
 
 
 

Pica-se o alho muito miudinho e frita-se rapidamente no azeite com o louro e um molhinho de coentros. Junta-se o peixe previamente arranjado e temperado com sal grosso, e deixa-se dourar de ambos os lados em lume forte.  Numa tigela, mistura-se o colorau com o vinagre, a farinha, a pimenta e um copinho de água. Rega-se o cação com esta mistura e volta a lume brando, sacudindo levemente o tacho, para cozer a farinha. Acrescenta-se água a ferver (cerca de 1 litro) e coentros picados. Deixa-se ferver tudo durante 3 minutos e serve-se imediatamente sobre fatias finas de pão duro.

 

 

Arroz doce
Para 6 pessoas

 
1 litro de leite
2 dl de água
1 dl de arroz
200 g de açúcar
Canela em pau e em pó
1 casca de limão
 
 
 

Põe-se o leite a ferver com um pau de canela e uma casca de limão, muito fininha. Coze-se o arroz, sem lavar, em 2 dl de água com uma pitadinha de sal. Junta-se o leite a ferver e deixa-se cozer durante cerca de 20 minutos, sem parar de mexer com uma colher de pau. Junta-se o açúcar e deixa-se ferver até dissolver completamente. Deita-se num prato de serviço, deixa-se arrefecer e enfeita-se com canela em pó, fazendo desenhos.
 

 

Outra gastronomia alentejana

 

Cozido de Grão com Vagens à Alentejana

 
Ingredientes:
Para 4 a 5 pessoas

250 g de grão ;
500 g de vagens (feijão verde) ;
250 g de batatas ;
1 fatia de abóbora-menina ;
300 g de carne de borrego para cozer ;
100 g de toucinho ;
1 chouriço de carne (linguiça) ;
1 farinheira ;
200 g de pão caseiro (duro) ;
sal ;
hortelã
Confecção:

Põe-se o grão em água e sal durante 12 horas. Passado esse tempo, coze-se.
Numa panela com água suficiente põe-se a carne de borrego, o toucinho, o chouriço, a farinheira, e leva-se ao lume a cozer.
Depois de as carnes estarem cozidas, retiram-se da água. Arranjam-se e lavam-se as vagens, as batatas e a abóbora cortada em bocados. Deitam-se na água em que se cozeram as carnes, assim como o grão escorrido.
Depois de tudo cozido, cortam-se as carnes em bocadinhos.
Dispõem-se no centro de uma travessa o grão, as vagens, as batatas e a abóbora. À volta colocam-se as carnes cortadas.
Cortam-se fatias de pão duro e dispõem-se numa terrina. Espalham-se por cima alguns raminhos de hortelã. Deita-se o caldo a ferver sobre as fatias de pão. Acompanha-se com as carnes, o grão, as vagens, as batatas e a abóbora.

 
Bacalhau Albardado

 


Ingredientes:
Para 4 a 6 pessoas

200 g de bacalhau ;
550 g de farinha (aprox.) ;
10 g de fermento de padeiro ;
azeite
Confecção:

Lava-se o bacalhau muito bem e põe-se de molho durante 6 horas em cerca de 6,5 dl de água. Depois faz-se em lascas. Desfaz-se o fermento na água que serviu para demolha o bacalhau. Junta-se a farinha a pouco e pouco, batendo-a de modo a obter uma massa homogénea. Rectifica-se o sal.
Cobre-se primeiro com um pano e depois com um cobertor e deixa-se levedar (fintar) em local temperado durante cerca de 3 horas. A massa está finta quando toda ela apresentar umas pequenas bolhas.
Aquece-se bem o azeite e com uma colher grande frita-se a massa ás colheres, introduzindo uma ou duas lascas de bacalhau em cada colher de massa.
Escorrem-se os «pastéis» sobre papel pardo e servem-se acompanhados com salada de alface ou de agriões.

 

 
Coelho em Vinha-d´alho

 
Ingredientes:
Para 4 a 6 pessoas

1 coelho ;
3 dentes de alho ;
100 g de pão em fatias ;
óleo ou azeite para fritar o pão ;
2 cebolas médias ;
2 colheres de banha ;
2 colheres de azeite ;
1 dl de vinho do Porto ou 2 dl de vinho branco ;
sal
Confecção:

Barra-se o coelho com alho e sal. Fritam-se as fatias de pão e põem-se no fundo de um tabuleiro, cobrindo-o. Sobre o pão dispõe-se o coelho, que se cobre com a cebola cortada ás rodelas finíssimas.
Espalha-se por cima a banha e rega-se com o azeite. Leva-se ao forno e, quando estiver quase cozido, retira-se, rega-se com o vinho do Porto ou o vinho branco e leva-se novamente ao forno para acabar de cozer.

 
Azevias

 
Ingredientes:
Para a massa:
500 g de farinha ;
3 a 4 colheres de gordura (mistura de banha e de manteiga ou margarina) ;
1 cálice de aguardente ;
sal
Para o recheio de grão:
1 kg de grão ;
750 g de açúcar ;
2 limões ;
1 colher de sobremesa de canela em pó ;
3 gemas
Confecção:

Coze-se o grão com uma pitada de sal, pela-se e passa-se por uma peneira fina.
Leva-se o açúcar ao lume com 2 dl de água e deixa-se ferver durante 1 ou 2 minutos. Junta-se o puré de grão, a canela e a raspa da casca dos limões. Deixa-se ferver o preparado, mexendo até se ver o fundo do tacho. Retira-se juntam-se as gemas e leva-se o preparado novamente ao lume para coser as gemas. Deixa-se ficar assim de um dia para o outro.
Peneira-se a farinha para uma tigela e faz-se uma cova no meio onde se deitam as gorduras quentes. Mistura-se. Junta-se a aguardente e depois vai-se amassando juntando pinguinhos de água morna temperada com sal. Sova-se bem a massa e deixa-se repousar em ambiente temperado.
Estende-se a massa com o rolo, muito fina, e recheia-se com um pouco do doce preparado. Cortam-se as azevias em meia lua (como os rissóis), ou em triângulo ou em rectângulo (como os pasteis de carne) e fritam-se em azeite ou óleo bem quentes. Polvilham-se com açúcar ou açúcar e canela.

 

 FONTE: CM PORTALEGRE E SITE GASTRONOMIAS.COM

 

Portalegre as origens da cidade
Quando a formação do reino de Portugal, no século XII, é provável que existisse no vale que separa a Penha de S. Tomé (Serra da Penha), do Cabeço do mouro, algumas casas que forneciam refúgio e mantimentos aos que por estas passagens viajassem.

Neste Local de passagem (porto), situado numa região verdejante e aprazível (alegre), o casario foi aumentando, constituindo a cidade de Porto Alegre, que com o decorrer do tempo passou-se a designar Portalegre.


Os documentos históricos demonstram que em 1229 Portalegre era vila do concelho de Marvão e que em 1253 já era sede do concelho.


O 1º foral foi-lhe atribuído por D. Afonso III em 1259. Este monarca mandou edificar uma fortaleza que, contudo, ficou incompleta. Em 1271 D. Afonso III doou ao seu segundo filho, o infante D. Afonso, as vilas de Portalegre e Marvão e os senhorios de Vide e Arronches.


Quando faleceu D. Afonso III, em 1279, o infante D. Afonso pretendeu suceder-lhe no trono, alegando que D. Dinis era filho ilegítimo.

Esta pretensão não foi tomada a sério mas deu origem a desavenças entre os irmãos.


Portalegre esteve envolvida nesta querela e, em 1299, foi cercada por D. Dinis.

O cerco durou cinco meses, e depois D. Afonso rendeu-se. É importante referir que D. Dinis cercou as muralhas que ele próprio mandara edificar em 1290.

Na realidade, neste ano, o rei remodelou a alcáçova e a torre de menagem e construiu uma segunda cerca de que ainda hoje existem bastantes troços.

 
A torre ou atalaia que domina a cidade, conhecida pelo nome de “Atalaião” admite-se que seja um pouco anterior à fortificação de D. Afonso III.


Em 1299 D. Dinis deu a Portalegre o privilegio de não ser concedido o senhorio da vila “nem a infante, nem a homem rico, nem a rica-dona, mas ser d’ el-Rei e de seu filho primeiro herdeiro”.


Quando em 1383 morreu o rei D. Fernando, ficou regente D. Leonor devendo suceder-lhe sua filha e, consequentemente, D. João I de Castela, o marido, facto que traíra a perda da independência.


Estes acontecimentos provocaram a divisão da nobreza portuguesa: a maior parte tomou partido de D. Leonor, enquanto outros seguiram o Mestre de Aviz, nomeadamente Nuno Álvares.

Nesta altura era alcaide de Portalegre, D. Pedro Álvares Pereira, Prior do Crato, irmão de Nuno Álvares e ferrenho partidário de D. Leonor, vivia também na vila, numa casa do “corro”, a mãe dos Álvares Pereira, Fria Gonçalves. Em face das posições assumidas pelo alcaide, o povo de Portalegre revoltou-se, cercou o castelo, tendo em consequência, fugido D. Pedro para o Crato.


O ex-alcaide viria a morrer em 1395, na batalha da Aljubarrota, quando combatia ao lado de Castela.


Entretanto, a vila foi adquirindo muito importância e, em 1549, diligências do rei D. João III permitiram que o papa Paulo III expedisse a bula que criava a nova diocese de Portalegre (até então a vila esteve integrada na diocese da Guarda).

Em 1550, D. João III escreveu a carta régia que levou Portalegre à categoria de cidade.


Este beneficio não foi fortuito, basta referir que, nesta época, Portalegre era, juntamente com Estremoz e Covilhã, um dos principais centros da indústria de tecidos do país e que o imposto sobre as judiarias era ao do Porto e só ultrapassado por Lisboa, Santarém e Setúbal.

 

(texto da autoria do Prof. Doutor António Ventura)
Portalegre: As Obscuras Origens
O historiador Marc Bloch afirmava, citando de memória outro autor: “em todas as coisas humanas, são sobretudo dignas de estudo as origens”.

Nada é mais verdadeiro.

O interesse por essas origens é tanto maior e mais intensamente vivido quanto mais misteriosas e paradoxais as possamos antever ou perceber, justificando plenamente a citação que Edgar Morin escolheu como abertura ao último capítulo do Paradigma Perdido: “ o que é claro de mais não é interessante”.


O desafio é tanto maior e tanto mais válido, quanto mais difícil se torna penetrar no âmago das coisas humanas, numa tentativa de redescobrir o passado. Tudo isto é válido no que respeita a Portalegre.


Como mais antigas referências documentais aponta-se o foral de D. Afonso III (1259) – cujo texto permanece desconhecido –  e uma carta datada de Abril de 1229, em que João Peres Avoino e Marinha Afonso vendiam umas casas que possuíam na vila de Portalegre, ao Mestre da Ordem dos Templários.

 No aglomerado urbano, deparamos também com alguns monumentos – as muralhas, mandadas construir por D. Dinis, o Convento de Santa Clara, o Convento de S. Francisco, e a Igreja do Espírito Santo (Século XIV). Mas do Século XIII para trás, limitamo-nos a contemplar o enorme vazio que se transforma rapidamente numa grande interrogação.


Como surgiu o aglomerado urbano? O que levou as populações a fixarem-se neste local?

 


O argumento veiculado por diversos autores, de que as constantes guerras entre cristãos e muçulmanos teriam impedido a existência duradoura de povoações nesta região, longe de constituir um obstáculo, uma barreira intransponível, deve transformar-se num incentivo para procurarmos sinais mais recuados.

Muito mais recuados do que a ocupação romana.


A pretensa localização em Portalegre da Ammaia romana, que durante séculos foi considerada certa, esfumou-se, desapareceu, no início dos anos trinta do século XX.

Uma inscrição epigráfica esclareceu definitivamente a questão: Ammaia situava-se junto a Marvão, no lugar de Aramenha.


Então, quanto a Portalegre e à sua origem, podem existir não uma, mas uma multiplicidade de respostas.


Vamos recuar no tempo, vamos penetrar nos tempos imemoriais de antes da escrita, na Pré-História, plena daquela “sensação de presságio” de que falava Giorgio de Chirico.


A região de Portalegre foi habitada desde o Paleolítico Inferior, como o demonstram os achados de seixos rolados e lascas atribuídos ao Acheulense inferior e superior e ao Languedocense na jazida pré-histórica de Porto da Bôga, freguesia de Alegrete, estudados por Manuel de Oliveira Jorge e Eduardo da Cunha Serrão. Esta jazida inscreve-se nas que existem em todo o curso do rio Caia, e que tem sido estudadas desde 1920 por Henri Breuil.
Mais recentes, entre o quarto e o início do terceiro milénio antes da nossa era, encontramos diversas manifestações do Megalitismo. As antas das freguesias de Urra, S. Lourenço, Fortios e Alegrete, são testemunhas mudas, da permanência milenária do homem nesta região. Merecem um destaque particular as antas de Entre Ribeiras, Misericórdia, Monte Nogueiro e Campino.

Os vestígios romanos, esses encontram-se em abundância em Fortios, Urra e Alegrete.
Por fim, assinalam-se também os enigmáticos túmulos antropomórficos, de origem desconhecida mas presumivelmente proto-cristãos, se encontram representados no concelho – Almojanda, Curral de Jaco, Tapada do Álvaro e Desvário.
As construções de falsa cúpula, estas abundam e disseminam-se um pouco por todo o lado.
Todos estes vestígios testemunham uma permanência humana milenar que antecedeu a formação do aglomerado urbano. Quanto a este, ele é, certamente, medieval, com a fortificação de uma elevação – onde está o castelo – dominante do vale que constituiu, ao longo dos séculos, uma rota comercial que atraiu viajantes através deste Porto Alegre.
Porto: lugar de passagem. Alegre, pela verdura decorrente da água abundante. Que contraste com as regiões circunvizinhas, mais áridas e secas!
Quem resistiria a fixar-se num lugar destes?

(texto da autoria do Prof. Doutor António Ventura)

 

Lendas da Cidade
 

Lenda da Cova da Moura (Portalegre)
Dizem que há muitos anos os mouros moravam na Rua da Mouraria. Um dia em que estavam em guerra com outro povo, um rei mouro fugiu para a Serra da Penha, e se escondeu ali com os fidalgos, as jóias e uma filha.
Mas o outro rei descobriu-o e foi para a Serra para o matar.
Então, o rei para salvar a filha encantou-a e ela ficou escondida com as jóias, numa gruta que ali se encontrava. Ainda hoje chamam a essa gruta “A Cova da Moura”.
Algumas pessoas mais velhas dizem que nas noites de luar se via uma princesa vestida de tule branco passando no alto da Serra a chorar com saudades dos pais, que viu a matar, sem os poder ajudar.
Lenda da Moura da Provença (Ribeira de Nisa)

Perto da Ribeira de Nisa ficam as ruínas de um convento, que se situa numa propriedade que deve ter pertencido ao pai de Nuno Alvares Pereira.
Aí, diz-se que na noite de São Pedro aparece uma moura com um tabuleiro com nozes e que as oferece à pessoa que encontrar.
No entanto, ninguém se atreve a tirar uma noz, porque se acertar em determinado fruto ficará rico, mas se não acertar será mordido por uma serpente.
 

Cronologia 
 

Século XIII -Remodelação da Fortaleza por Dinis.
    – Fundação do Convento de S. Francisco
1259 – Possível concessão de foral por D. Afonso III
1376- Foi fundado o Convento de Santa Clara
1387- Em 6 de Julho, D João I, grato pela atitude dos portalegrenses ao pugnarem pela sua causa, deu a Portalegre o título de “Leal”.
1511- Em 29 de Março, D. Manuel I concedeu novo foral à vila.
1533- D. João III, em 3 de Janeiro, tornou-a sede de uma nova correição (área de jurisdição do corregedor – juiz presidente dos círculos judiciais).
1550- O mesmo monarca elevou Portalegre à categoria de cidade em 23 de Maio e conseguiu de Roma a criação da Diocese portalegrense.
1552- Inicio da construção do Convento de Santo António.
1556-Foi lançada a primeira pedra da Sé Catedral, a 14 de Maio.
1605- Os Jesuítas instalam na cidade o colégio de S. Sebastião.
1640- Portalegre foi uma das primeiras localidades do país a reconhecer a independência de Portugal e sofre os embates dessa patriótica atitude, durante as lutas da restauração.
1683- Foi fundado o Convento de Santo Agostinho
1704 – Filipe V de Espanha conquista Portalegre durante a Guerra da Sucessão de Espanha.
1772 – Fundada a Real Fábrica de Lanifícios de Portalegre, por iniciativa do Marquês de Pombal,  instalada no antigo Colégio de S. Sebastião.
1801- “Guerra das Laranjas”. Portalegre é conquistada pelos espanhóis.
1808- Invasões francesas. Portalegre tem que pagar um pesado tributo imposto pelo general Loison, o «Maneta».
1835- Instituição dos distritos a 18 de Julho, Portalegre passou a ser capital de um deles, ficando-lhe associados 15 concelhos.
1848- O industrial inglês George Robinson instala-se em Portalegre
1848- É plantado o famoso Plátano no Rossio.
1947- Nasceu a Manufactura de Tapeçarias.
 

 

 FONTE: CM PORTALEGRE

 

Contactos
 
Adega Cooperativa de Portalegre
Apartado 126, Tebaida – Ribeiro do Baco
7301-901 Portalegre
Telefone       (+351) 245 300 530
Fax       (+351) 245 207 560
E-mail      adegaportalegre@adegaportalegre.pt
 
História da Adega Cooperativa de Portalegre
    
  Mais de 50 anos contam a História da Adega Cooperativa de Portalegre, uma Adega que, com o passar dos anos, foi acumulando conhecimentos e experiências e foi conjugando sabiamente a peculiar localização das suas vinhas com o trabalho do Início.


Foi em 1954 que um grupo de pessoas se organizou para transformar em vinho as uvas de associados e sócios fundadores. Aproveitando a excelente localização das vinhas nas encostas da Serra de S. Mamede, nasciam os primeiros grandes vinhos do Alentejo.


Consciente de que o vinho se começa a fazer na vinha e de que o elemento humano tem aqui um papel decisivo, a Adega de Portalegre teve desde cedo a preocupação de assegurar o apoio necessário aos seus cerca de 263 sócios e associados, desde a plantação das vinhas até às vindimas.
 


   Outrora cultivadas por fenícios, gregos e romanos e, hoje, por grandes produtores, é dado às vinhas todo o cuidado e atenção que só a experiência e o saber de uma equipa bem preparada e qualificada permitem.  Escolhendo desde sempre os produtos adequados para protecção das vinhas e combate às pragas sazonais, a Adega Cooperativa de Portalegre contribui, assim, para o tratamento da área de vinha, ao mesmo tempo que ajuda a proteger o ambiente.

 


São estes ingredientes, aliados a um percurso evolutivo baseado na inovação, na tecnologia e na modernização dos processos de fabrico, que conferem a estes vinhos uma qualidade única, historicamente reconhecida e que se mantém até aos nossos dias.
 
 

   
 A geografia da região de S. Mamede
    
  Implantadas no sopé da Serra de S. Mamede e nos contrafortes da região do Reguengo, estas vinhas beneficiam de um microclima particular e favorável à cultura da vinha. Tal facto deve-se, muito em parte, à influência atlântica e à proximidade às regiões do Ribatejo e da Beira Baixa, aliadas à elevação natural das vinhas.


Em pleno Norte Alentejano, caracterizado por um clima atlântico de Verões quentes e secos e Invernos frios e rigorosos, as raízes da vinha tiram partido destas condições climatéricas e da geografia do solo, oferecendo vinhos de inigualável paladar.


   Crescendo em terrenos graníticos, quartzíticos e xistosos, até 600 metros de altitude, estas vinhas dão origem aos melhores frutos, que estão na base de vinhos com identidade própria. É aqui que crescem as melhores uvas, amadurecidas pelo sol escaldante.
  
  A cultura e gastronomia da região
    
  Região de planícies e montados, de cores quentes e fortes, de Verões tórridos e Invernos rigorosos, o Alentejo é também região de saberes, sabores, cultura e tradições.


É região de açordas e migas, sopas e ensopados, queijos e enchidos, pão e ervas aromáticas, pratos de caça e de peixe do rio.
   E porque gastronomia e vinho são duas palavras indissociáveis, um bom prato regional é sempre acompanhado de um bom vinho, complementando-se mutuamente. Os vinhos alentejanos, brancos ou tintos, frutados e encorpados, acompanham singularmente a diversidade de pratos gastronómicos.
  
As origens da Adega Cooperativa de Portalegre
    
  O Alentejo tem cor, sabor e aroma. Oferece os melhores tintos encorpados, quentes, macios, carregados de cor e intensidade aromática a frutos vermelhos, num conjunto bastante equilibrado.

Ao mesmo tempo, é reconhecido pelos seus brancos complexos, frutados e de equilibrada acidez.


Aqui, na região de S. Mamede, a temperatura no Verão atinge valores elevados durante o dia, refrescando durante a noite, o que se reflecte na maturação das uvas, conferindo-lhes um bom equilíbrio entre açúcares, cores e aromas.

 

Acrescendo à insolação, a altitude e riqueza dos solos, bem como a protecção das geadas e frio invernais conferem aos vinhos desta Adega características sensoriais que os tornam distintos e especiais.


   São estes factores que qualificam os vinhos, que os tornam encorpados, frutados e bem equilibrados e lhes permitem evoluir em garrafa ao longo de vários anos, ganhando uma complexidade de aromas muito particular ou singular.

É nestas vinhas, em plena Serra de S. Mamede, que se colhem cerca de 4 a 5 mil kg de uvas por hectare, que originam o vinho de excelência produzido pela Adega Cooperativa de Portalegre.


 

 

A Adega Cooperativa de Portalegre no presente
    
  No decurso de mais de 50 anos de actividade, a Adega Cooperativa de Portalegre tem apostado na sua dinamização e tem abraçado vários projectos e parcerias. Com o passar do tempo, foi adoptando novas tecnologias, alargando a área de produção e, hoje, faz a ponte entre o passado e o futuro, mantendo as tradições de cultivo das vinhas e modernizando os equipamentos de transformação e armazenamento.
É uma Adega que tem evoluído qualitativa e quantitativamente, procurando sempre responder às características e gostos dos consumidores.
O seu profissionalismo, trabalho e desempenho estão ainda espelhados nos vários prémios e reconhecimentos nacionais e internacionais arrecadados pelos seus vinhos tintos e brancos.
Hoje, apresenta vários vinhos tintos e brancos, produto de anos de trabalho e de constante dedicação às vinhas. Simultaneamente, esta Adega tem vindo a consolidar a sua política comercial, a reposicionar as suas marcas e a reestruturar o seu canal de distribuição.
   A sua associação ao Projecto “Green Cork”, da Quercus alerta para a importância da reciclagem da cortiça que, nesta Adega, é uma matéria-prima essencial, visto que não só as rolhas mas também os rótulos do vinho Conventual são feitos em cortiça. Ao associar-se a este projecto, a Adega Cooperativa de Portalegre está, assim, a contribuir para a sustentabilidade económica desta importante matéria-prima, permitindo a sua posterior utilização em novas aplicações.
Sempre com os olhos postos no futuro, esta Cooperativa tem por missão continuar a contribuir para a riqueza vinícola da sua região e do País, projectando os seus vinhos no mercado nacional e internacional. A sua missão passará sempre por aliar a tradição à sabedoria, oferecendo os melhores vinhos.

 

Vinhas e castas, num microclima muito favorável
    
  Diferente das restantes sub-regiões vitivinícolas do Alentejo, a sub-região de Portalegre beneficia de um microclima muito favorável à cultura da vinha, oferecendo aos vinhos qualidades únicas que se sentem no paladar cada vez que se apreciam estes néctares.
As castas tintas Aragonez, Trincadeira e Alicante Bouschet conferem aos vinhos um tom rubi e um aroma frutado e persistente, num conjunto muito equilibrado. Por seu lado, as castas brancas Arinto e Fernão Pires surpreendem pela sua cor citrina e pelo frutado fino e fresco, num conjunto muito apetecível.
   Divirta-se a apreciá-las!
É o equilíbrio certo e proporcional entre estas diferentes castas que está na origem da filosofia da Adega: despertar os sentidos e as sensações dos verdadeiros apreciadores para um vinho com corpo .
 
   
  Os produtores e a vindima
    
  No Alentejo, a vindima acompanha os últimos dias de Verão e a chegada dos tons outonais. Os finais de Agosto e o mês de Setembro assistem à chegada de grupos de operários às vinhas que, com roupas adequadas ao trabalho, se protegem do sol escaldante que ainda se faz sentir. Muitos deles dedicam-se ainda a trabalhos de arranjos culturais exigidos pela vinha ao longo do ano.
Cada vez mais a apanha da uva é feita através de máquinas mas, na região de Portalegre, predomina o processo de vindima tradicional e são as mãos calejadas e experientes que seleccionam os melhores cachos para se fazer vinho. Aqui, por altura da vindima, ainda se podem encontrar nas vinhas equipas de trabalho trajadas a rigor (chapéu de palha, camisa, calças compridas e largas e luvas de borracha) e prontas a seleccionar manualmente os melhores cachos.


   O som metálico das tesouras começa bem cedo, antes do nascer do sol, e termina pela tardinha, quando se perde a conta aos cachos de uvas que sucumbiram às inúmeras tesouradas durante o dia. As uvas são depois colocadas em cestas de vime e transportadas para a Adega. Aqui, o néctar dos deuses vinifica em cubas de aço inox com controlo de temperatura, estagia em barricas de carvalho e toma corpo nos vinhos Portalegre D.O.C., Quinta da Cabaça, Conventual Reserva, Conventual, Terras de Baco e Aramenha.
É graças à contribuição dos seus 263 sócios (que representam cerca de 500 hectares de vinha) que, anualmente, a Adega Cooperativa de Portalegre se orgulha de apresentar uma produção média anual de 2,8 milhões de kg, que se traduz em cerca de dois milhões de garrafas de vinho, sem quebra de qualidade.


De geração em geração, na Serra de S. Mamede nascem grandes vinhos do Alentejo.
 
 
 
 FONTE: AC PORTALEGRE

PRATOS APRESENTADOS

SOPAS: Sopa Seca à Minhota e Caldo Verde;

PEIXE: Tiborna de bacalhau, Lampreia à Moda do Minho e Arroz de Polvo à Moda do Minho;

CARNE: Rojões à Moda do Minho, Arroz Pica no Chão e Papas de Sarrabulho;

DOCES E SOBREMESAS: Pudim de São João e Aletria com Ovos.

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Sopa Seca à Minhota

 

Ingredientes:
1/2 galinha
1/2 salpicão
300 g de pão de trigo
250 g de carne de vaca
125 g de presunto
1 ramo de hortelã
1 ramo de hortelã

Preparação:

Leve uma panela ao lume com água.

Quando levantar fervura junte o presunto,

o salpicão, a galinha e a carne de vaca.

Deixe cozer durante duas horas. Ao fim

desse tempo, junte as couves lavadas e

arranjadas. Deixe cozer mais uma hora e

retire a panela do lume. Corte as carne

aos bocados e misture-as na sopa. Junte

também o pão fatiado e a hortelã.

Coloque a sopa num recipiente de barro

e leve ao forno a tostar.
 

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Caldo Verde

 

Ingredientes:
600 g de batatas 
4 Rodelas de chouriço de carne ou salpicão
200 g de couve galega cortada em caldo-verde
1 Cebola
2 Dentes de alho
1,5 dl de azeite
Sal q.b.
2 Fatias de broa de milho
Preparação:

Descasque as batatas, a cebola e o alho e

leve a cozer em 1,5 litros de água

temperada com sal e metade da

quantidade de azeite.
Entretanto lave a couve e corte-a em

caldo-verde muito fino.
Quando as batatas estiverem cozidas,

reduza a puré juntamente com a cebola e

os alhos. Leve novamente ao lume e 10

minutos antes de servir, com o caldo a

ferver em cachão, junte a couve bem

escorrida.
Deixe cozer com o recipiente destapado

até a couve deixar de saber a cru.
Rectifique o tempero e adicione o

restante azeite.
Coloque uma rodela de chouriço de carne

ou de salpicão em cada prato e regue

com o caldo-verde.
Por fim corte as fatias de broa ao meio e

distribua pelas pessoas

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Tiborna de bacalhau

 

Ingredientes:
1 kg de batatas
sal
4 postas de bacalhau demolhado
4 fatias de pão
2,5 dl de azeite
1 colher (sopa) de vinagre
1 raminho de salsa

Confecção:
Leve as batatas a cozer com a pele em

água abundante, temperada com sal

durante 30 minutos. Depois de

demolhadas, seque bem as postas de

bacalhau com papel absorvente e

grelhe-as. Coloque também as fatias de

pão nas brasas e deixe torrar. Depois de

cozidas, pele as batatas e coloque-as

numa travessa de servir. Por cima,

disponha as postas de bacalhau e as

fatias de pão. Regue tudo com o azeite e

o vinagre e decore com um raminho de

salsa.

Sugestão: No final, deite 2 dentes de alho

finamente picados sobre as postas de

bacalhau grelhadas.
 

Vinho recomendado: Condes de Barcelos Branco Loureiro 2010

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Lampreia à Moda do Minho

 

Ingredientes:
1,5 kg de lampreia
2 dl de vinho maduro tinto
2 dl de vinho verde tinto
50 gr de presunto
1,5 dl de azeite
1 cebola grande
1 ramo de cheiros (salsa, louro, 1 dente

de alho)
1 colher de sobremesa de farinha
sal; pimenta; salsa picada; pão torrado

Preparação:
Escalda-se a lampreia viva mergulhando-a

em água a ferver (pode amarrar-se um fio

à cabeça para melhor a poder retirar da

água).
Raspa-se a lampreia com uma faca para se

retirar a camada viscosa que a envolve e

esfregar-se com uma toalha de estopa.

Depois de bem raspada, lava-se em água

fria corrente e coloca-se numa tigela

grande juntamente com os vinhos.
Sem se retirar a lampreia da tigela,

corta-se-lhe a cabeça. Em seguida faz-se

um corte ao longo dos três últimos

orifícios inferiores. Faz-se um outro corte

na região anal, contornando o orifício que

existe junto à cauda, tendo o cuidado de

não furar o tubo digestivo ou tripa para

que o conteúdo deste não vá estragar o

vinho e o sangue da lampreia que

escorreu para o recipiente. Retira-se em

seguida rápida e cuidadosamente a tripa

inteira.
Corta-se a lampreia em postas de 4 a 6

cm, que se introduzem no sangue com os

vinhos, e tempera-se com sal, pimenta e o

ramo de cheiros. Deixa-se nesta marinada

cerca de 1 hora.
Pica-se a cebola e leva-se ao lume num

tacho com o azeite a alourar levemente;

juntam-se as postas de lampreia

escorridas, o presunto cortado em dados

e deixa-se refogar durante 10 minutos.
Em seguida rega-se com a marinada, na

qual se desfez previamente a farinha.

Coze-se em lume brando durante cerca

de 20 minutos, tendo o cuidado de mexer

de vez em quando.
Quando a lampreia estiver cozida,

retira-se do tacho e deixa-se apurar o

molho mais 10 minutos. Passa-se por um

passador para um outro tacho e junta-se

novamente a lampreia. Leva-se ao lume

para aquecer.
Numa travessa colocam-se as fatias de

pão torrado cortadas em quadrados e

sobre cada uma delas põe-se uma posta

de lampreia.
Rega-se com o molho, polvilha-se com

salsa picada e serve-se acompanhado de

arroz de sustância.
À volta dispõem-se triângulos de pão

torrado.
 

Vinho recomendado: Tapada dos Monges Loureiro Branco 2010

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Arroz de Polvo à Moda do Minho

 

Ingredientes:
1 dl de azeite;
1 polvo com + – 1 kg, cortado aos

bocados;
500 gr de arroz;
100 gr de banha;
1 cebola;
sal e pimenta q.b.;
piripiri q.b.;
1 colher de sopa de vinagre;
1 molhinho de salsa picada;
1 dl azeite;
azeitonas q.b.

Preparação:
Num tacho leva-se ao lume a cebola

picada, a banha e o azeite. Quando a

cebola começar a amolecer, junta-se a

salsa picada, o piripiri e a pimenta em pó.

Deixa-se refogar por 1 minuto e, de

seguida, adiciona-se o vinagre e o polvo

cortado aos bocados. Tapa-se o tacho e

deixa-se ferver durante 15 minutos,

tempera-se com sal e adicionam-se 3 dl

de água a ferver. Tapa-se novamente o

tacho e deixa-se ferver durante 40

minutos, acrescentando mais água a

ferver para substituir a que se evapora.

Em seguida, verifica-se se o polvo está

cozido e completa-se com água até

perfazer duas vezes o volume do arroz.

Rectificam-se os temperos de sal, vinagre

e pimenta, devendo o preparado ficar

apimentado. Quando levantar fervura,

introduz-se o arroz, misturando bem. Em

recomeçando a ferver, mete-se no forno

durante meia hora. Sirva acompanhado de

azeitonas.
 

Vinho recomendado: AC Ponte de Lima Branco 2010

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Rojões à Moda do Minho

 

Ingredientes:

Para 4 pessoas

800 g de perna de porco sem pele, mas

com gordura ;
3,5 dl de vinho verde branco ;
3 colheres de sopa de banha ;
4 dentes de alho ;
2 folhas de louro ;
1 colher de sobremesa de colorau ;
sal e pimenta ;
20 castanhas assadas ;
350 g de belouras ou bolachos;
350 g de tripa enfarinhada 
100 g de fígado de porco ;                        
100 g sangue cozido 
Confecção:

Corta-se a carne de porco em cubos com

cerca de 10 cm de lado, que se põem a

marinar durante duas horas com o vinho,

os dentes de alho esmagados, sal,

pimenta e o louro.
Leva-se ao lume (de preferência num

tacho de ferro) e deixa-se cozer em lume

forte até o vinho se evaporar. Junta-se

então a banha e, em lume brando,

deixam-se cozer os rojões até alourarem

bem. Nessa altura junta-se ao molho o

colorau dissolvido num pouco de vinho

verde.
Retira-se então um pouco da gordura de

cozer os rojões para um sertã e fritam-se,

a pouco e pouco, a tripa enfarinhada (ver

a seguir) cortada aos bocados de 3 cm a

5 cm, as belouras cortadas em rodelas

com 0,5 cm de espessura e o fígado e o

sangue cortados em fatias.
À medida que estes ingredientes se vão

fritando, juntam-se aos rojões, para

manter tudo quente. Juntam-se também

as castanhas assadas, depois de

descascadas.
Servem-se numa travessa com batatinhas

louras e enfeitados com rodelas de limão

e raminhos de salsa

Vinho recomendado: Condes de Barcelos Tinto 2010

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 Arroz Pica no Chão   


Ingredientes:
1 Galo caseiro
0,5 dl de azeite
3 Colheres (sopa) de vinagre
1 Cebola grande
2 Dentes de alho
100 gr de toucinho
1 Folha de louro
1 Malagueta
1 Tigela de arroz
Sal q.b.
Preparação:
Aproveite o sangue da galo, deitando-o

numa tigela com três colheres de sopa de

vinagre e mecha para que não coalhe

(como alternativa ao sangue do galo

consulte o seu talho, lá poderá encontrar

pacotes já embalados). Numa panela

ponha a refogar no azeite, a cebola e os

alhos picados. Junte-lhe a galo cortado

aos bocados pequenos e os miúdos

(excepto o fígado), o toucinho cortado, o

louro e a malagueta cortada ao meio.

Refogue tudo, tempere com sal e deixe

estufar em lume brando. Cubra a carne

com água quente, tape a panela e deixe

cozer até a o galo ficar macia. Depois de

cozido retire a galo e rectifique a água

para que fique na proporção de 3/1 para

a cozedura do arroz. Assim que levantar

fervura junte o arroz. Três ou quatro

minutos antes de ficar pronto junte o

sangue, misture-o bem, junte também a

carne e deixe apurar.

Vinho recomendado: Tapada dos Monges Vinhão Tinto 2010

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Papas de Sarrabulho


Ingredientes:
Para 6 pessoas

250 g de fígado de porco
250 g de bofes de porco
250 g de goelas de porco 
250 g de coração de porco 
1 osso da suã de porco, muito curado 
250 g de galinha gorda 
250 g de carne de vaca
250 g de sangue de porco cozido 
2 tigelas de farinha de milho peneirada

(cerca de 250 g) 
sal e cominhos
Confecção:

Põe-se uma panela com água ao lume e,

quando ferver, juntam-se as carnes,

temperam-se com sal e deixam-se cozer

até a galinha se desfazer.
Depois de cozidas, retiram-se as carnes e

junta-se ao caldo a farinha para fazer uma

papa não muito espessa, o sangue e um

pouco de fígado cozido e esmagados à

mão, as carnes previamente desfiadas e

um pouco de cominhos.
Mistura-se tudo e deixa-se cozer.
Servem-se as papas em tigelas,

polvilhadas com mais cominhos.
As quantidades de farinha e das carnes

são facultativas, mas é imprescindível,

para umas boas papas de sarrabulho, que

levem todos estes ingredientes.

Vinho recomendado: AC Monção Tinto 2010.

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Pudim de São João

 

Ingredientes:
500 gr de açúcar
15 gemas
água q.b.
1 cálice de Vinho do Porto
baunilha
Preparação:
Leva-se o açúcar ao lume com água a

cobrir, até atingir o ponto de pérola.

Retira-se e deixa-se arrefecer. Juntam-se

as gemas envolvidas com Vinho do Porto

e um pouco de baunilha. Deita-se a

mistura numa forma previamente barrada

com açúcar queimado (100 gr. de açúcar

que foi retirado aos 500 gr iniciais). Leve

a cozer em banho-maria cerca de 40

minutos. Só se desenforma quando

estiver completamente frio.
 

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Aletria com Ovos

 

Ingredientes:
460 gr de açúcar
115 gr de aletria
50 gr de manteiga
8 gemas

Preparação:
Coloque o açúcar em ponto brando.
Junta-se a aletria previamente cozida em

água e escorrida, e deixa-se ferver até

ficar em ponto de pasta. Tira-se do lume e

adiciona-se a manteiga, e finalmente as

gemas. Leva-se ao lume para levantar

fervura, mas mexendo sempre. Deita-se

numa travessa ou prato apropriado e

polvilha-se com canela.
 

FONTE: Lifecooler

 

Resenha histórica

Localizada na margem direita do rio

Cávado, é sede de Concelho e é nesta

qualidade que abraça as freguesias de

Barcelos “Santa Maria Maior”, de Vila Boa e

Arcozelo a Norte, Barcelinhos a Sul, Tamel

de S. Verí­ssimo a Nascente e Vila

Frescainha S. Martinho a Poente.

A proximidade do rio Cávado ditou a

história desta cidade que, desde a época

romana, era o ponto de atravessamento

preferido dos viandantes.

 Passava por

aqui uma importante via que, segundo

Ferreira de Almeida, «seria uma estrada

que derivava da via Braga – Porto. (…)

cruzava o Cávado em Barcelos e,

continuando para noroeste, iria entroncar

na via per loca marítima».

A partir deste

local e para Norte, seguiria outra via em

direcção a Ponte de Lima.

A passagem

das gentes por estas vias e a proximidade

do rio viriam, ainda que a longo prazo, a

determinar o processo de fixação

humana.

Alguns vestí­gios encontrados promovem

a ideia de que na origem da cidade

estariam as vilas agrá¡rias e que esta teria

nascido da confluência de actividades

como a almocrevia e o comércio.

Aliás,

como consequência destas actividades,

em meados do século XIII, surge uma feira

que tornou Barcelos num palco de

atracções de uma vasta zona.

Os

almocreves dinamizavam Barcelos que

funcionava como um ponto estratégico

de ligação com cidades como Porto,

Braga, Viana do Castelo e Ponte de Lima.

A questão relativa à  fixação das pessoas

tem vindo a suscitar inúmeras teorias que

tentam dar resposta à  questão de

quando se iniciou este processo.

Apesar

da ausência de documentos escritos e

vestí­gios arqueológicos que atestem

com clareza uma data provável, o

Professor Ferreira de Almeida avança com

a ideia de que a fixação remonta à  época

alti-medieval, com o nascimento da

nacionalidade, contrariando as teorias

que sugeriam um processo de ocupação

romana ou até mesmo anterior.

Quanto à extensão geográfica da cidade,

sabemos que a presença do rio e

possí­veis subidas das águas empurraram

as populações para a zona nascente, que

oferecia melhores condições para uma

fixação permanente, além de que a sua

cota superior possibilitava um maior

domínio do território.

Do Foral de

Barcelos, concedido por D. Afonso

Henriques provavelmente entre 1156 e

1169 (sendo o mais remoto pergaminho

da freguesia), nada se consegue apurar

quanto à  extensão do termo, no

entanto, tudo nos leva a crer que se

tratava de um povoado pequeno, mas

detentor de uma certa importância, já que

desde 1177 contava com uma gafaria -

instituição hospitalar para leprosos – à 

entrada da vila, no local da Fonte de

Baixo, a qual atingiu o seu apogeu na

centária de trezentos.

Segundo o Tombo

de 1498, as terras pertencentes à  gafaria

estendiam-se desde a «Facha (Ponte de

Lima), a norte, até S. Miguel das Marinhas,

junto ao mar, e Minhotães, a sul…».

As

Inquirições régias de 1220 referem-se a

Barcelos como uma Freguesia do Julgado

de Neiva, com o orago de Santa Maria

Maior, e as Inquirições de 1258 fornecem

algumas informações preciosas sobre a

vila à  qual é já atribuí­do um núcleo

urbano, bastante arruado, com uma igreja

paroquial e o ougue, circundado por

arredores como os de Cimo de Vila, de

Fundo de Vila e do Vale.

Em 1258,

começava a desenhar-se a estrutura da

cidade, cuja mancha urbana se

concentrava na zona dos actuais largos

do Apoio e Dr. Martins Lima.

O principal

armamento seria o que ligava o ponto de

atravessamento do rio à  via que se dirigia

a Ponte de Lima e Viana do Castelo.

O

Largo do Apoio ou do Poyo teria, assim,

sido o primeiro centro cí­vico da vila e,

apesar de não haver documentos que o

atestem, a casa do alcaide, localizada

nesse largo, actual casa dos Carmonas,

poderia ter sido a primeira sede da

administração local.

Refira-se ainda que,

na Inquirição de D. Afonso III, surgem já

nomes e locais ainda subsistentes, tais

como Pessegal, Casal de Niqui (que o

tempo se encarregou de transformar em

Casal de Nil) e outros já desaparecidos,

como Cimo de Vila e Barroco.

Aquando da passagem à condição de vila

condal, esta urbe já se encontrava bem

formada, nas suas linhas principais.

No

final do século XV, era já uma realidade na

urbe, o centro cí­vico com as sedes das

principais instituições, as principais

artérias estruturando o burgo intra-muros

e o campo da feira.

Relativamente ao carácter administrativo,

sabemos que Barcelos começou por ser

Vila Régia, em resultado da Carta de Foral

concedida por D. Afonso Henriques. Ao

permanecer sob a alçada real, Barcelos

ficaria sujeita a legislação e tributação

específicas. Esta condição de vila régia

seria alterada em 1298, no reinado de D.

Dinis, que num gesto de recompensa para

com o mordomo-mor e diplomata João

Afonso Telo de Meneses, Senhor de

Albuquerque, pelas diligências por este

efectuadas para a definição das fronteiras,

aquando do Tratado de Alcanices, o

nomeia Conde da Vila de Barcelos. Assim,

João Afonso passa a ser o primeiro conde

vitalí­cio de Portugal, com direito de

transmissão dos poderes aos seus

descendentes. A passagem da condição

de Vila Régia a Vila Condal teria uma

influência crucial no evoluir da urbe que,

desde logo, se destacou das povoações

vizinhas, já que adquire um estatuto e

jurisdição autónomas. Está dado iní­cio a

um processo de contí­nua evolução da

Vila de Barcelos, que beneficiou, desde

então, do lugar de relevo que os seus

representantes – os condes – detinham

nas Cortes.

1° Conde de Barcelos – 1298 – Conde João

Afonso Teles de Meneses – Senhor de

Albuquerque.
3° Conde de Barcelos – D. Pedro (filho

bastardo de D. Dinis).
7° Conde de Barcelos – 1385 – D. Nuno

Alvares Pereira – Condestável do Reino.
8° Conde de Barcelos – 1401 – D. Afonso,

recebe o condado como dote de

casamento com D. Beatriz, filha de D.

Nuno Álvares Pereira.
9° Conde de Barcelos – D. Fernando I.
10° Conde de Barcelos – 1478 – D.

Fernando II.
12° Conde de Barcelos – 1532/1563 – D.

Teodísio.

No ano de 1640, Barcelos volta à

condição de Vila Régia, na sequência da

ascensão da família de Bragança à realeza,

obtendo das grandes privilégios, entre os

quais a concessão, por dois ou três anos,

de um imposto à real de água» destinado

à realização de obras, tais como a

renovação da Colegiada e do edifí­cio da

Misericórdia, com o seu hospital e a

edificação do Mosteiro do Terço, da Igreja

da Ordem de S. Francisco e do Passeio

dos Assentos.

Em 1836, na sequência da vitória da

facção liberal, foi iniciada uma reforma

administrativa, que viria a dar um duro

golpe na extensão do enorme Concelho

de Barcelos e sua Comarca, que vêem

diminuir a influência que, desde há muito,

possuíam sobre outras áreas.

Relativamente ao topónimo, são indicadas

várias hipóteses como predecessoras do

nome “Barcelos”: as designações “Barca

coeli”, Barca do céu”, ou “Barca celani” .

Localizado em pleno coração do Minho,

com o Cávado como travessia, Barcelos

sempre assumiu uma posição estratégica

na comunicação entre o litoral e interior,

Portugal e Castela. Uma situação desde

sempre privilegiada, e que lhe valeu o

protagonismo na definição da fronteira

terrestre entre os dois reinos. Aliás,

graças ao empenho e à diplomacia de D.

João Afonso nas negociações do tratado

de Alcanises, D. Dinis constituiu-o “conde

donatário vitalício da vila de Barcelos”.

Decorria o ano de 1298, e aquela era a

primeira vez que, em Portugal, se atribuía

o título de conde com carácter vitalício e

funções públicas.

Nascia então em Barcelos o primeiro

condado português, depois de se ter

tornado vila régia pelas mãos de D.

Afonso Henriques e do seu primeiro foral.

Em 1442, D. Afonso, o 8.º conde de

Barcelos, viu D. Pedro acrescentar-lhe ao

título de Conde de Barcelos, o de

primeiro Duque de Bragança, aumentando

assim os privilégios da vila barcelense.

Lenda do Galo de Barcelos “Os Habitantes

do Burgo andavam alarmados com um

crime e, mais ainda, por não ter

descoberto o autor. Certo dia, apareceu

um Galego que se tornou de imediato

suspeito do dito crime, visto que ainda

não tinha sido encontrado o criminoso.

As autoridades condais resolveram

prênde-lo e, apesar dos seus juramentos

de inocência , ninguém o acreditou.

Ninguém julgava crível que o galego se

dirigisse para Santiago de Compostela em

cumprimento de uma promessa como era

tradição na época , e fosse devoto fiel de

S. Paulo e da Virgem Santíssima. Por isso

foi condenado à forca. Antes de ser

enforcado, pediu que o levassem à

presença do juiz que o havia condenado

a tal destino.

A autorização foi-lhe concedida, e

levaram-no à presença do dito

magistrado, que nesse momento se

deleitava e banqueteava com os amigos .

O galego reafirmou a sua inocência , e

perante a incredulidade dos presentes,

apontou para um galo assado que se

encontrava no centro de uma grande

mesa, exclamando «« É tão certo eu estar

inocente , como certo é esse galo cantar

quando me enforcarem »», perante

gargalhadas e risos, não se fizeram

esperar , mas pelo sim e pelo não,

ninguém tocou no galo. O que parecia

impossível aconteceu.

Quando o peregrino estava a ser

enforcado , o galo ergueu-se na mesa e

cantou ! Após tal acontecimento mais

ninguém duvidava da inocência do

Peregrino . O Juiz correu à forca e com

espanto vê o pobre homem de corda ao

pescoço, mas o nó lasso, impedindo o

estrangulamento. O homem foi

imediatamente solto e mandado em paz.

Volvidos alguns anos, voltou a Barcelos e

fez erguer um Monumento em Louvor à

Virgem e a Santiago…..”

 PATRIMÓNIO

Paço dos Condes de Barcelos

 

O Paço dos Condes de Barcelos ou Paço

dos Duques de Bragança, situado em

Barcelos, Distrito de Braga, é um palácio

de estilo gótico estando actualmente em

ruínas.

Foi construído na primeira metade do

século XV por ordem de D. Afonso,

oitavo conde de Barcelos e primeiro

duque de Bragança.


Deste Paço, que era um castelo

apalaçado, restam pouco mais do que

algumas paredes e uma chaminé tubular.

A decadência deste Paço, iniciou-se em

finais do século XVIII.

Com quatro chaminés de grande altura,

este edifício era a construção mais rica de

Barcelos na época em que foi construído.

De notar que nas ruínas actuais já não é

visível a torre que se situava entre a

ponte e as chaminés. Terá sido bastante

danificada aquando do Terramoto de

1755 e caído definitivamente em 1801.

Em 1872, em face do estado ruinoso do

edifício, o município de Barcelos, mandou

demolir o que restava.
Essa demolição não chegou a

concretizar-se na totalidade, devido a

diversos protestos, mas o que restou já

não consegue dar-nos ideia da sua

grandeza inicial. (cerca de 32 metros por

16 metros).

Actualmente este Paço alberga o Museu

Arqueológico de Barcelos, que aí foi

instalado no início do século XX.

Foi classificado como Monumento

Nacional pelo decreto 16-06-1910, DG

136, de 23-06-1910.
Ruínas do Castelo de Faria

 

As Ruínas do Castro e Castelo de Faria

situam-se num promontório do Monte da

Franqueira, no concelho de Barcelos, bem

no verdejante norte de Portugal.

Este é um local habitado pelo Homem

desde remotos períodos, existindo

vestígios de ocupação desde o Período

Calcolítico (século III a II a.C.), tendo sido

habitado até à Idade Média. De facto, na

Idade Média, esta era das mais

importantes fortalezas situada entre

Douro e Minho.

Na década de 30 do século XX

começaram as campanhas de escavação e

investigação arqueológicas, retomadas

posteriormente na década de 80, que

denotaram a importância histórica do

conjunto patrimonial.

Assim, verificou-se ocupações também na

Idade do Bronze (3000 a 2000 a.C.),

encontrando-se vestígios cerâmicos e

fragmentos de machados de bronze na

zona da acrópole, onde se localizaria a

ocupação desta época.

Surgem vestígios Castrejos de cerca de

700 a.C., com estruturas em pedra, três

linhas de muralhas e habitações com

planta circular, existindo provavelmente já

nos séculos IV e V a.C. vestígios de

trocas comerciais mediterrânicas.

Posteriormente, o local foi habitado por

Romanos, com vestígios desde o século I

ao VI d.C..

Na Idade Medieval, torna-se num marco

defensivo, remontando as primeiras

origens do castelo aos séculos IX e X,

num aproveitamento das anteriores

estruturas, com a modernização que os

tempos conturbados da época

demandavam.

A partir do século XV o Castelo entra em

abandono, restando hoje em dia apenas

as Ruínas da poderosa fortaleza de

outrora.

O local onde se insere é quase inatingível

pela sua elevada altitude, na plataforma de

um monte e já no reinado de D. Afonso

Henriques era considerado inexpugnável.
Igreja Matriz de Barcelos

A sua construção iniciou-se entre 1325 e

1328, com D. Pedro, 3º conde de

Barcelos, estando as suas armas patentes

nas arquivoltas do portal principal.

O seu portal gótico contém ainda alguns

motivos decorativos ao gosto românico.
Foi o 9º conde, D. Fernando, que

conseguiu que o arcebispo de Braga

instituísse a Colegiada de Barcelos, em

1464.

Foi ampliada nos séculos XV, XVI e XVIII.

A frontaria, bastante transformada ao

longo dos séculos, resulta na sua parte

superior de um restauro do início deste

século, quando lhe foi acrescentada a

rosácea e a torre sineira.

O órgão, atribuído a Miguel Coelho,

remonta a 1727, assim como os azulejos

historiados que cobrem as paredes no

interior.

Merecem destaque, também, as imagens

de Nossa Senhora da Franqueira, obra

gótica do séc. XV, de Nossa Senhora em

pedra de ançã do séc. XIV e de Nossa

Senhora da Assunção do séc. XVIII.

Classificada como Monumento Nacional

por Decreto Nº 14425 de 15-10-1927.

Igreja do Bom Jesus da Cruz

A igreja do Igreja do Bom Jesus da Cruz

fica localizada na cidade de Barcelos em

Portugal. A sua origem está ligada ao

aparecimento miraculoso de uma Cruz de

terra negra no chão barrento do Campo

da Feira, em 1504.

A sua origem está relacionada com o

aparecimento miraculoso de uma Cruz de

terra negra no chão barrento do Campo

da Feira em Dezembro de 1504. Neste

local construiu-se em 1505 uma capela,

com uma imagem do Senhor da Cruz, que

um rico comerciante trouxera da

Flandres.

O templo actual abriu ao culto em 1710. É

um edifício de cúpula e planta centrada

com o espaço interior disposto em cruz

latina, da autoria do Arquitecto João

Antunes. O exterior mostra um jogo

entre planos e redondos e entre o

granito e a cal branca.

No interior temos azulejos azuis e

brancos da mesma época, com cenas da

Via Sacra e motivos vegetais (da autoria

de João Neto), e talha dourada

(essencialmente da autoria do escultor e

entalhador barcelense Miguel Coelho).

A imagem do Senhor Bom Jesus da Cruz é

uma escultura quase em tamanho natural,

em madeira de carvalho, uma

extraordinária obra de arte flamenga, dos

inícios de quinhentos.

Só o rosto e as mãos estão pintadas. A

sua devoção está relacionada com as

actividades marítimas, que se

desenvolveu nos finais do séc. XV.

Em torno deste santuário que 

organiza-se as maiores festas do 

concelho – Festas das Cruzes
Ponte Medieval sobre o Cávado

A ponte medieval de Barcelos, lançada

sobre o Rio Cávado, é um belo exemplar

da engenharia de pontes do Norte de

Portugal, ao mesmo tempo que se

revelou uma obra fundamental para a

criação de novos eixos viários nesta

cidade minhota, reforçando ainda a

vocação de terra comercial que lhe era

conferida pela sua prestigiada e

concorrida feira.

Por outro lado, a colina da cidade que

confina com a margem do rio e a ponte

desenvolveu-se substancialmente, sendo

aí edificadas grandes artérias e obras

públicas e privadas, que alteraram,

decisivamente, a fisionomia urbana de

Barcelos.

De acordo com os dados fornecidos por

documentação coeva, as obras desta

ponte tiveram início no ano de 1325.

Provavelmente encontrava-se concluída

no ano de 1328, dado que nessa data foi

instituída a Capela de Santa Maria da

Ponte, próxima da entrada sul da mesma,

o que só fazia sentido se esta via de

comunicação estivesse já em

funcionamento.

Em termos esquemáticos, a ponte de

Barcelos é formada por seis arcos

desiguais, sendo de maiores dimensões e

mais elevados os que se encontram

implantados no centro do leito do

Cávado. Estes vãos apresentam-se sob a

forma de arco quebrado e são

compostos por aduelas de cantaria em

granito, algumas delas apresentando-se

sigladas com caracteres góticos. A

montante, os pilares dos arcos são

reforçados por grandes talha-mares,

enquanto contrafortes quadrangulares se

contrapõem a jusante.

Para vencer as graníticas e escarpadas

margens, bem assim como a forte

corrente do Rio Cávado, o construtor

desta ponte minhota socorreu-se de uma

solução construtiva ainda com marcadas

características do românico. Contudo, o

seu desenho formal evidencia a adopção

tipológica da arte gótica da primeira

metade do século XIV – ao tempo de D.

Pedro, conde de Barcelos e filho ilegítimo

do rei D. Dinis.
Torre da Porta Nova

A Muralha de Barcelos, da qual nos restou

a chamada Torre de Barcelos (Postigo da

Muralha ou Torre do Cimo da Vila),

localiza-se na cidade, freguesia e

concelho de mesmo nome, no Distrito de

Braga, em Portugal.


Ponto de passagem obrigatório para

quem fazia o trajecto norte-sul, a

construção de uma ponte de pedra na

primeira metade do século XIV aumentou

a prosperidade da vila de Barcelos, que

não conheceu um castelo propriamente

dito.

Embora a primitiva ocupação humana do

local, sobranceiro ao rio Cávado, seja

desconhecida, ela é geralmente atribuída

ao contexto da Invasão romana da

Península Ibérica, não tendo ficado alheia

às invasões posteriores, de Visigodos e

de Muçulmanos.

À época da Reconquista cristã da

península, a povoação foi conquistada

pelos primeiros reis de Leão.

Encontra-se mencionada ao tempo do rei

D. Afonso Henriques (1112-1185) como

“minha vila”, em diploma sem data,

atribuível a um período entre 1156 e

1169, pelo qual o soberano concedeu

aos seus moradores, presentes ou

futuros, foral análogo ao de Braga.

Posteriormente, nas Inquirições de 1220

e de 1226, é designada como “Santa

Maria de Barcelos”, pertencendo ao

julgado de Neiva.

A povoação cresceu a ponto de, em

1298, D. Dinis (1279-1325) nela instituir a

sede de um condado, que, desde o 1º

conde de Barcelos, D. João Afonso de

Meneses, se manteve nesta família até ao

tempo do 6º conde, também D. João

Afonso, o qual, durante a crise de

1383-1385, seguiu o partido da Infanta D.

Beatriz e de seu marido, João I de Castela,

contra o partido do Mestre de Avis, vindo

a falecer na batalha de Aljubarrota.

O novo soberano, agraciou com esse

título o Condestável D. Nuno Álvares

Pereira, que, mais tarde, o transferiu para

o genro, D. Afonso, filho bastardo de D.

João I, 8º conde de Barcelos, depois 1º

duque de Bragança. Este, mudando-se de

Chaves para Barcelos, iniciou, por volta de

1412, a edificação do Palácio dos Duques

com a modificação da cerca da povoação

(em progresso anteriormente a 1406) e a

Igreja Matriz.
O concelho de Barcelos encerra em si

mesmo um manancial de potencial e

oportunidades turísticas. Marcado

profundamente pela história que advém

da própria história e fundação de

Portugal, Barcelos é um concelho que

vale a pena visitar.

Nesta aplicação poderá começar desde já

a planear a sua visita a Barcelos, visitando

virtualmente. Aqui encontrará toda a

oferta turística do concelho desde o

património arquitectónico e arqueológico,

a oferta de alojamento, os locais de

diversão, passando pelos equipamentos

de apoio à actividade turística, os

Caminhos de Santiago, as termas, etc.

Também estarão latentes alguns

percursos propostos pela Autarquia para

assim aproveitar ao máximo a sua visita.
Breve cronologia

 

1140 d.C. - A história de Barcelos começa

a ganhar relevo a partir do século XII,

quando D. Afonso Henriques lhe dá a

carta-foral em 1140, mais tarde confirmada

por Afonso II. D. Dinis transforma-a no

primeiro condado português, elevado a

ducado por D. Sebastião e …A história de

Barcelos começa a ganhar relevo a partir

do século XII, quando D. Afonso

Henriques lhe dá a carta-foral em 1140,

mais tarde confirmada por Afonso II. D.

Dinis transforma-a no primeiro condado

português, elevado a ducado por D.

Sebastião e ficando a pertencer à Casa de

Bragança. Barcelos torna-se um

importante centro da região e sede

administrativa, conhecendo um período

de grande alteração da sua fisionomia

arquitectónica

 

1298 - Barcelos é uma cidade antiga,

situada num local com vestígios

arqueológicos desde a Pré-História, mas

foi no séc. XII que sua história começou,

primeiro quando D. Afonso Henriques lhe

concedeu foral ea tornou vila e depois

quando D. Dinis, em 1298, quis

…Atravessando a antiga ponte sobre o

Rio Cávado, entramos numa das

localidades mais emblemáticas da arte

popular minhota, Barcelos. Barcelos é

uma cidade antiga, situada num local com

vestígios arqueológicos desde a

Pré-História, mas foi no séc. XII que sua

história começou, primeiro quando D.

Afonso Henriques lhe concedeu foral ea

tornou vila e depois quando D. Dinis, em

1298, quis compensar o seu

mordomo-mor João Afonso eo tornou

conde, doando-lhe a povoação em título

1464 – A história de Barcelos,

propriamente dita, é muito curta. Em 1464

foi instituída a Colegiada de Barcelos, pelo

arcebispo D. Fernando da Guerra, por

diligências iniciadas pelo Conde D.Afonso

e obtidas já em tempo do Conde

D.Fernando I. Desde aí, a população …A

história de Barcelos, propriamente dita, é

muito curta. Em 1464 foi instituída a

Colegiada de Barcelos, pelo arcebispo D.

Fernando da Guerra, por diligências

iniciadas pelo Conde D.Afonso e obtidas

já em tempo do Conde D.Fernando I.

Desde aí, a população foi-se acumulando

até àquilo que hoje forma o aglomerado.
 

FONTE: CM Barcelos

Lugar da Pena – Gamil – Barcelos
4755 – 226 Gamil

Tel.: 253 831 812
Fax: 253 833 387

Mail: adegabarcelos@bcl.pt
HISTÓRIA

Fundada em 1962, a Adega Cooperativa de Barcelos agregou inicialmente 51 viticultores, tendo como objectivo principal incentivar a produção e comercialização dos vinhos verdes nos concelhos de Barcelos e vizinhos, integrados na sub-região do Cávado e Ave.

Os seus fundadores, homens que acreditam na superior qualidade dos vinhos produzidos na região, com uma vontade extraordinária de conseguirem uma força conjunta importante na produção e comercialização dos vinhos verdes que cada vez se produziam com maior qualidade.

O número de sócios foi aumentado, atingindo mais de 600 viticultores representando uma area superior a 510ha.

De produções muito diversificadas, com vários tipos de plantações, e castas, tem sido uma preocupação constante de todas as Direcções e dos seus técnicos, promoverem a modernização das vinhas, no trabalho de campo e nas modernas tecnicas utilizadas no acompanhamento desde a plantação até à comercialização, passando pela colheita efectuada na altura certa, à vinificação e ao engarrafamento.


Produtos

 

A qualidade dos produtos são a uma garantida mais valia.

Tem sido desenvolvido um esforço extraordinário na modernização da imagem,

 dignificando-a e tornando-a moderna,

atraente e mais sugestiva,

tendo em atenção as opiniões dos seus clientes,

que, com a sua exigência nos levam a procurar sempre novas formas de melhorar os produtos.

É objectivo continuar a fazer cada vez mais e melhor e conscientes que tudo fazer para dignificar a Região de Barcelos,

 os  vinhos, e prestar um serviço de grande qualidade aos clientes.


Região

 
Situada no Noroeste de Portugal, a Região demarcada dos Vinhos Verdes, ocupa uma area de plantação de vinha na ordem dos 35 mil hectares e estende-se por todo o Noroeste de Portugal, na zona conhecida por Entre-Douro-e-Minho.

Foi reconhecida em 1908 como Região Demarcada, uma das mais antigas regiões vitivinícolas de Portugal.

O Vinho Verde caracteriza-se por um conjunto de factores que definem bem a sua tipicidade: -a “agulha e o acídulo” nos Brancos e a adstringência nos tintos, resultantes das caracteristicas do solo, do clima e das castas utilizadas. Leves, aromáticos e frescos, são qualidades que conferem ao Vinho Verde as caracteristicas unicas de uma bebida tão especial.

Ao longo de várias gerações foi-se evoluindo tecnicamente, existindo hoje no mercado, vinhos com grande qualidade e de reconhecimento internacional.

Localizada no coração do Minho, Barcelos é um concelho com cerca de 380Km2 e constituido por 89 freguesias.

Banhado pelo rio cávado, elemento natural dominante, que a agua o separa em duas partes, mas que o vinho se encarrega de unir, Barcelos está associado à Região de Turismo do Alto Minho, fazendo fronteira com Esposende, Póvoa do Varzim, Famalicão, Braga, Vila Verde, Ponte de Lima e Viana do Castelo, ou seja, todos os concelhos do Alto Minho.

Rico em Património artístico e histórico como a Ponte Medieval, o Museu Arqueológico, a Igreja Matriz, o Cruzeiro do Galo, o Solar dos Pinheiros, os Paços do Concelho, a Torre da Porta Nova, o Templo do Senhor Bom Jesus da Cruz e o Museu de Olaria, o maior e mais importante Museu deste género do país.
Lenda do Galo de Barcelos
Ao cruzeiro setecentista que faz parte do espólio do Museu Arqueológico de Barcelos, está associada uma curiosa lenda – A Lenda do Galo de Barcelos. 

“………. Os Habitantes do Burgo andavam alarmados com um crime e, mais ainda, por não ter descoberto o autor. Certo dia, apareceu um Galego que se tornou de imediato suspeito do dito crime, visto que ainda não tinha sido encontrado o criminoso. As autoridades condais resolveram prênde-lo e, apesar dos seus juramentos de inocência , ninguém o acreditou. Ninguém julgava crível que o galego se dirigisse para Santiago de Compostela em cumprimento de uma promessa como era tradição na época , e fosse devoto fiel de S. Paulo e da Virgem Santíssima. Por isso foi condenado à forca. Antes de ser enforcado, pediu que o levassem à presença do juiz que o havia condenado a tal destino. A autorização foi-lhe concedida, e levaram-no à presença do dito magistrado, que nesse momento se deleitava e banqueteava com os amigos . O galego reafirmou a sua inocência , e perante a incredulidade dos presentes, apontou para um galo assado que se encontrava no centro de uma grande mesa, exclamando «« É tão certo eu estar inocente , como certo é esse galo cantar quando me enforcarem »», perante gargalhadas e risos, não se fizeram esperar , mas pelo sim e pelo não, ninguém tocou no galo. O que parecia impossível aconteceu. Quando o peregrino estava a ser enforcado , o galo ergueu-se na mesa e cantou ! Após tal acontecimento mais ninguém duvidava da inocência do Peregrino . O Juiz correu à forca e com espanto vê o pobre homem de corda ao pescoço, mas o nó lasso, impedindo o estrangulamento. O homem foi imediatamente solto e mandado em paz. Volvidos alguns anos, voltou a Barcelos e fez erguer um Monumento em Louvor à Virgem e a Santiago…..”

FONTE: AC Barcelos

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